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Ex-sócio de Flávio Bolsonaro guarda dossiê com mensagens, fotos e documentos e faz acusações sobre festas privadas, luxo e negócios
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Santini, que integrou por quase duas décadas o círculo próximo do senador, cobra cerca de R$ 1,4 milhão e afirma possuir registros sobre negócios – Foto: Reprodução
O empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, antigo amigo e ex-sócio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tornou-se personagem central de uma série de revelações envolvendo o senador e candidato à Presidência da República. Depois de anos frequentando ambientes familiares e empresariais ao lado de Flávio, Santini passou a cobrar publicamente um acerto financeiro e preservou mensagens, fotografias, áudios e documentos acumulados durante o período de proximidade entre os dois.
A relação teve início nos primeiros anos da década de 2000, no Rio de Janeiro, após os dois serem apresentados por conhecidos em comum. Santini, formado em administração e atuante em diferentes negócios, aproximou-se gradualmente da família Bolsonaro e passou a participar de encontros particulares, comemorações e viagens. A convivência chegou a incluir momentos de lazer e eventos frequentados por integrantes do círculo político e social da família.
A amizade também virou sociedade empresarial quando Santini passou a integrar com Flávio a Bolsotini Chocolates e Café Ltda., responsável por uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca. O estabelecimento acabou aparecendo nas investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o chamado caso das “rachadinhas”, envolvendo o antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa. As apurações relacionadas ao caso foram posteriormente atingidas por decisões judiciais e arquivadas.
O relacionamento entre os antigos parceiros se deteriorou definitivamente depois do encerramento da chocolataria. Santini afirma que acumulou prejuízos e passou a cobrar de Flávio aproximadamente R$ 1,4 milhão, alegando diferenças na distribuição de lucros e despesas que teria assumido durante o funcionamento da empresa. A cobrança chegou à Justiça em 2023. Flávio, por sua vez, rejeitou a existência da dívida e afirmou que não devia os valores reivindicados pelo antigo sócio.
Paralelamente à batalha financeira, Santini manteve um acervo de documentos e conversas produzidos durante os anos em que esteve próximo do senador. Segundo reportagens publicadas sobre o material, há comprovantes bancários, notas fiscais, mensagens e fotografias relacionados a despesas pessoais, negociações e presentes de alto valor supostamente destinados a Flávio por pessoas próximas. Entre os episódios revelados está a compra de um relógio Rolex avaliado em cerca de R$ 305 mil, que teria sido adquirido por um advogado ligado ao senador.
Outra parte do material divulgado envolve a vida pessoal de Flávio Bolsonaro. Conversas e fotografias guardadas por Santini indicariam que ele ajudava a organizar encontros privados dos quais o senador teria participado, inclusive festas com garotas de programa. Segundo as reportagens que tiveram acesso aos registros, Santini teria posteriormente apresentado parte desse conteúdo a Fernanda Bolsonaro, mulher do parlamentar, durante o período de conflito entre os antigos amigos. As informações sobre esses episódios são atribuídas ao material reunido pelo empresário e não equivalem, por si só, a uma conclusão judicial sobre os fatos.
O rompimento transformou uma amizade de quase duas décadas em uma disputa que alcançou a Justiça e agora expõe episódios até então restritos aos bastidores. Santini chegou a afirmar a pessoas próximas que detinha informações capazes de causar graves problemas ao senador. Flávio Bolsonaro, por outro lado, já declarou que o empresário vinha enviando “recados esquisitos”, disse ter recusado pedidos de dinheiro e classificou as acusações do antigo parceiro como infundadas. As novas revelações colocam novamente sob atenção pública uma relação que começou como amizade, virou sociedade comercial e terminou em um conflito milionário cercado por documentos e acusações. As informações e dos portais Metrópoles e do PlatôBR.
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Ex-sócio abre dossiê e expõe relatos de prostituição, orgias, presentes de luxo e articulações nos bastidores de Flávio Bolsonaro
Material atribuído a Alexandre Santini reúne conversas e documentos sobre rompimento com o senador – Foto: Carlos Moura/ Agência Senado
Um acervo atribuído ao empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, antigo sócio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma franquia da Kopenhagen no Rio de Janeiro, reúne mensagens, registros e documentos sobre o período em que os dois mantiveram uma relação comercial e pessoal. Parte do material trata do desgaste que se instalou entre eles depois do fim da sociedade e traz alegações envolvendo a vida privada do parlamentar, presentes de alto valor e contatos nos bastidores de Brasília. A existência da disputa judicial é documentada: em 2023, Santini cobrou cerca de R$ 1,47 milhão de Flávio, alegando divisão desigual de lucros e despesas que teria pago sem ressarcimento.
A parceria empresarial foi mantida por meio da Bolsotini Chocolates e Café Ltda., responsável pela operação de uma loja na Barra da Tijuca. Depois do encerramento do negócio, Santini passou a reivindicar valores que, segundo ele, ainda deveriam ser acertados pelo senador. Flávio contestou a cobrança e declarou à época que a dívida não existia. Registros do Tribunal de Justiça do Distrito Federal mostram ainda procedimento envolvendo Santini e Flávio em 2023, posteriormente arquivado.
Além da disputa financeira, o material apresentado pelo ex-sócio contém conversas relacionadas à vida pessoal do senador e a encontros ocorridos durante o período de proximidade entre os dois. Em uma das mensagens atribuídas a Flávio, o parlamentar reclama da atuação de Santini e afirma ter se arrependido de escolhas feitas no passado, pedindo ao antigo parceiro que se afastasse de sua família. As mensagens, entretanto, devem ser tratadas como material atribuído ao acervo particular de Santini, já que nem todo o conteúdo descrito possui confirmação independente em registros públicos.
Outro capítulo envolve alegados benefícios pagos por pessoas próximas ao senador. Segundo o material atribuído a Santini, despesas relacionadas à residência de Flávio em Brasília e artigos de luxo teriam sido bancados por aliados. Entre os itens mencionados está um relógio Rolex que teria sido comprado em nome de terceiro e destinado ao parlamentar. Alegações anteriores de Santini sobre uma suposta coleção de relógios de luxo de Flávio já haviam sido publicadas em 2023, mas as circunstâncias e a propriedade desses objetos são pontos que exigem confirmação independente.
O nome do advogado Frederick Wassef também surge no conjunto de mensagens descrito por Santini. As conversas fazem referência às disputas judiciais relacionadas às antigas investigações sobre Flávio Bolsonaro e ao trabalho desenvolvido pela defesa. A loja de chocolates chegou a aparecer nas apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre suspeitas relacionadas ao chamado caso das “rachadinhas”; decisões judiciais posteriores afetaram o andamento dessas investigações.
O trecho mais sensível do material atribuído a Santini é uma mensagem de 2023 na qual ele afirma ter conhecimento de supostas conversas relacionadas a processos no Supremo Tribunal Federal e menciona o ministro Kassio Nunes Marques. A mensagem, por si só, não comprova interferência do senador ou do ministro em processo judicial, e não foi localizada, nas fontes consultadas, confirmação independente dessas alegações específicas. Registros públicos confirmam, porém, que a disputa entre Santini e Flávio chegou ao Judiciário naquele período e acabou arquivada após a tentativa de composição entre os antigos sócios. A informações e do portal PlatôBR.
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