Região Sul
Em Rondonópolis vereador é torturado, tem parte da orelha cortada e família feita refém durante assalto
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Criminosos disseram que procuravam R$ 1 milhão que, segundo eles, estaria relacionado à compra de votos – Foto: Reprodução
O vereador Wesley Cláudio (Novo) e familiares foram vítimas de um violento assalto dentro da residência onde vivem, em Rondonópolis, Mato Grosso. Durante a ação, os moradores foram rendidos, amarrados e mantidos sob ameaça enquanto os criminosos exigiam a entrega de uma grande quantia em dinheiro. O parlamentar sofreu diversas agressões e teve parte da orelha direita cortada.
Segundo informações registradas pelas autoridades, os invasores afirmaram que vinham acompanhando a rotina de Wesley havia cerca de três dias. Eles alegaram ter recebido a informação de que aproximadamente R$ 1 milhão estaria guardado na residência e que o dinheiro teria relação com compra de votos para uma campanha política. O vereador negou possuir a quantia. Até o momento, não há comprovação de que esse suposto R$ 1 milhão existisse ou tivesse finalidade eleitoral.
Diante das negativas do parlamentar, as agressões se intensificaram. Wesley foi atacado repetidamente e teve parte da orelha cortada. A esposa também foi agredida durante o crime, enquanto integrantes da família foram ameaçados pelos assaltantes. As vítimas permaneceram sob o controle dos criminosos enquanto eles vasculhavam o imóvel em busca de dinheiro e objetos de valor.
Durante o assalto, os criminosos ainda realizaram uma chamada de vídeo com outros envolvidos. Conforme o relato apresentado às autoridades, uma das pessoas que participava da ligação teria orientado a continuidade das agressões contra Wesley para pressioná-lo a revelar onde estaria o restante do dinheiro procurado pelo grupo.
Após revirarem a residência, os assaltantes fugiram levando aproximadamente R$ 42 mil em espécie, além de celulares, joias, alianças e outros objetos. O veículo utilizado pela família também foi levado durante a fuga. Depois da saída dos criminosos, um dos filhos conseguiu se libertar e ajudou a soltar os demais familiares.
Wesley e a esposa receberam atendimento médico após o ataque. Em nota, a assessoria do vereador informou que ele e os familiares estão sob cuidados e agradeceu as manifestações de apoio. A Polícia Civil trabalha para identificar e localizar os responsáveis pelo crime. Wesley Cláudio foi eleito vereador de Rondonópolis em 2024 e exerce o primeiro mandato.
Região Sul
Tribunal Eleitoral forma maioria e mantém campanha de Deltan Dallagnol suspensa no Paraná
Placar chegou a 4 a 0 nesta segunda-feira; candidatura ao Senado continua registrada enquanto Corte ainda analisa recurso contra decisão do TRE-PR – Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alcançou maioria nesta segunda-feira (21) para manter a decisão que suspendeu os atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. O julgamento ocorre no plenário virtual e, até o momento, quatro ministros se manifestaram pela manutenção da medida liminar que impede o ex-deputado de fazer campanha.
O relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, foi acompanhado por Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva, formando o placar de 4 votos a 0. Ainda faltam as manifestações do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e dos ministros André Mendonça e Sebastião Reis. A sessão extraordinária virtual tem encerramento previsto para a meia-noite desta segunda-feira.
A decisão não representa, por enquanto, o cancelamento definitivo do registro de Dallagnol. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) autorizou sua candidatura ao Senado, mas a decisão foi questionada no TSE. Enquanto o recurso aguarda julgamento de mérito, permanece válida a liminar que suspendeu os atos de campanha do candidato.
Na prática, Dallagnol fica impedido de realizar atividades destinadas à promoção de sua candidatura enquanto a determinação estiver em vigor. A medida também alcança o recebimento de recursos dos fundos partidário e eleitoral e a participação na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Apesar das restrições, o registro deferido pelo TRE-PR permanece formalmente válido neste momento.
A controvérsia tem relação com a decisão do TSE de 2023 que resultou na cassação do mandato de deputado federal de Dallagnol. Na ocasião, a Corte entendeu que sua saída do Ministério Público Federal ocorreu enquanto havia procedimentos administrativos pendentes e considerou que a antecipação da exoneração teve repercussões sobre sua elegibilidade. Ao conceder a nova liminar, Floriano avaliou, em análise preliminar, que o arquivamento posterior desses procedimentos não afastaria automaticamente os efeitos eleitorais daquela decisão.
A defesa de Dallagnol sustenta que os procedimentos considerados no julgamento anterior foram posteriormente arquivados e questiona a proibição de fazer campanha enquanto o registro concedido pelo TRE-PR permanece válido. Os advogados também invocam o artigo 16-A da Lei das Eleições, que estabelece regras para candidatos com registro submetido à apreciação da Justiça Eleitoral. Caberá ao TSE decidir, no julgamento do mérito do recurso, se mantém ou modifica a decisão que autorizou a candidatura ao Senado.
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