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Lula projeta novo ciclo de desenvolvimento para o Brasil e aposta em minerais críticos, produção de chips e inteligência artificial

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Presidente defende que país reduza dependência da exportação de matérias-primas e passe a produzir tecnologia, baterias, semicondutores – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (28), em Salvador, que pretende colocar tecnologia, ciência e fortalecimento da indústria no centro de uma nova etapa de desenvolvimento econômico do Brasil. Antes de participar de uma caminhada no bairro da Liberdade, Lula destacou que minerais críticos, terras raras, produção de chips e transição energética devem ocupar espaço estratégico nos investimentos do país.

Segundo o presidente, o Brasil precisa aproveitar melhor suas riquezas naturais e deixar de atuar principalmente como exportador de matérias-primas. Lula argumentou que a existência de grandes reservas minerais, combinada à capacidade científica brasileira, pode permitir ao país desenvolver cadeias produtivas próprias e fabricar produtos de maior valor agregado. “O Brasil tem gente inteligente, tem minerais críticos, terras raras, como poucos países do mundo têm”, declarou.

Entre os setores mencionados estão a produção de baterias, semicondutores, celulares e automóveis. Para Lula, explorar os minerais não será suficiente se o Brasil continuar enviando esses recursos ao exterior sem processamento. “A gente vai querer produzir carro, bateria, fazer chip, a gente vai querer celular, e a gente quer fazer a revolução energética que o Brasil pode fazer”, afirmou.

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A educação também aparece como um dos pilares dessa estratégia. Lula defendeu maior formação de profissionais em matemática, engenharia, inteligência artificial e outras áreas tecnológicas. Na avaliação do presidente, investir na qualificação de mão de obra será fundamental para que o país tenha capacidade de transformar recursos naturais em conhecimento, inovação e produção industrial.

Lula também citou a expansão da infraestrutura de datacenters e o Redata como parte desse projeto de transformação tecnológica. O presidente mencionou ainda investimentos na ordem de R$ 500 bilhões dentro de uma estratégia mais ampla para elevar o nível de desenvolvimento da economia, atraindo novos empreendimentos e fortalecendo setores ligados à inovação e à transformação digital.

Ao projetar os próximos anos, Lula afirmou que pretende aprofundar essa política em um eventual novo mandato. A proposta apresentada pelo presidente é reduzir gradualmente a dependência brasileira de produtos primários e aumentar a participação de tecnologia e conhecimento nas exportações. “Na hora que a gente dominar a tecnologia toda, a gente não vai mais exportar apenas soja, milho, minerais. A gente vai exportar conhecimento, inteligência”, afirmou.

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Rui Falcão aciona STF e pede investigação sobre suposta “fazenda de bots” ligada a argentino e possível atuação nas eleições de 2026

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Deputado quer cooperação com a Bolívia para preservar provas, identificar operadores e apurar vínculos da estrutura digital – Foto: Zeca Ribeiro/Ag. Câmara/ Redes sociais

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar providências relacionadas a uma estrutura de automação digital que teria sido localizada pelas autoridades da Bolívia em imóveis associados ao argentino Fernando Cerimedo. O parlamentar defende que o Brasil busque imediatamente cooperação jurídica com o país vizinho para preservar equipamentos, dados e outras possíveis provas, além de investigar se a operação teria alguma ligação com o processo eleitoral brasileiro de 2026.

De acordo com as informações apresentadas ao Supremo, autoridades bolivianas teriam apreendido aparelhos eletrônicos e identificado uma suposta “fazenda de bots” nos endereços relacionados a Cerimedo. Diante disso, Falcão quer evitar que informações consideradas relevantes sejam perdidas e solicita que o material seja disponibilizado às autoridades brasileiras para análise. A intenção é descobrir como a estrutura funcionava, quem estava por trás dela e quais eram seus objetivos.

O nome de Fernando Cerimedo já apareceu em apurações brasileiras sobre a disseminação de alegações sem fundamento contra o sistema eleitoral após a eleição presidencial de 2022. O argentino foi indiciado pela Polícia Federal em 2024, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou sua participação na divulgação de conteúdos sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas. A investigação sobre sua conduta, entretanto, permaneceu separada diante da necessidade de aprofundar a apuração sobre seu conhecimento e eventual envolvimento com os fatos investigados.

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Na petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, Falcão sustenta que o material encontrado na Bolívia poderá ajudar a esclarecer questões que ainda permanecem abertas. O deputado pretende que sejam rastreados os responsáveis pela operação, as contas utilizadas, a origem dos recursos financeiros, possíveis contratantes e eventuais beneficiários. Também pede que seja investigada a existência de conexões entre a estrutura e pessoas, partidos políticos ou candidaturas brasileiras.

A preocupação do parlamentar alcança diretamente as eleições de 2026. Falcão solicita que os investigadores verifiquem se a estrutura localizada no território boliviano foi utilizada, estava sendo utilizada ou poderia estar sendo preparada para interferir no ambiente político e eleitoral brasileiro. O pedido ocorre também após Cerimedo voltar ao debate público sobre as urnas eletrônicas ao participar, em julho, de uma transmissão com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ocasião em que o sistema eleitoral brasileiro voltou a ser questionado.

Além do encaminhamento das informações para as autoridades responsáveis pelas investigações criminais, Rui Falcão quer que eventuais elementos relacionados especificamente ao processo eleitoral sejam compartilhados com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria-Geral Eleitoral. Com isso, caso a cooperação com a Bolívia revele alguma conexão efetiva com o Brasil, os órgãos eleitorais poderão avaliar possíveis responsabilidades, identificar beneficiários e verificar se houve tentativa de utilização de redes automatizadas para influenciar as eleições de 2026.

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