Política Destaque
Filme milionário: Documentos revelam que Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente no controle milionário do filme “Dark Horse”
Política Destaque
Investigação aponta participação direta do deputado cassado em articulação financeira de produção cinematográfica nos Estados Unidos.
O nome do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro voltou ao centro de uma nova controvérsia política após surgirem denúncias envolvendo a produção do filme “Dark Horse”, projeto cinematográfico inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações divulgadas por uma investigação jornalística indicam que Eduardo teria atuado além da simples autorização do uso de imagem, participando diretamente da estrutura administrativa e financeira do longa.
De acordo com os documentos revelados, o parlamentar teria ocupado posição estratégica dentro do projeto, participando da coordenação de decisões relacionadas ao orçamento, captação de recursos e articulação de investidores interessados em financiar a produção cinematográfica. A situação gerou forte repercussão política nas redes sociais e nos bastidores de Brasília.
A investigação também aponta que o deputado federal Mario Frias aparece ligado à produção como um dos nomes envolvidos na condução do projeto audiovisual. A empresa responsável pelo filme estaria sediada nos Estados Unidos e teria sido criada para coordenar a produção internacional da obra.
O caso ganhou ainda mais dimensão após surgirem informações de que aliados políticos da família Bolsonaro buscaram investidores para levantar cifras milionárias destinadas à realização do filme. O valor discutido para financiar o projeto ultrapassaria a marca de R$ 130 milhões, quantia considerada extremamente elevada para os padrões do cinema brasileiro.
Mensagens atribuídas a Eduardo Bolsonaro também passaram a circular durante a investigação. Nos diálogos divulgados, o parlamentar demonstra preocupação com formas de transferência internacional de recursos e discute estratégias para facilitar o envio de dinheiro aos Estados Unidos sem gerar entraves financeiros ou burocráticos.
As conversas reforçaram suspeitas de que Eduardo Bolsonaro desempenhava um papel importante na organização financeira do projeto. O conteúdo chamou atenção de investigadores e ampliou questionamentos sobre o real envolvimento do parlamentar nas negociações milionárias relacionadas ao longa-metragem.
Outro ponto que provocou repercussão foi a informação de que investidores receberiam vantagens especiais ao aplicar grandes quantias no projeto. Entre os benefícios prometidos estariam participação nos lucros do filme, acesso a decisões estratégicas da produção e até possibilidades ligadas à imigração para os Estados Unidos.
A investigação também identificou movimentações financeiras ligadas a fundos internacionais e empresas conectadas a aliados políticos do grupo bolsonarista. Parte dos recursos destinados ao projeto teria circulado por estruturas financeiras sediadas no estado do Texas, nos Estados Unidos.
Enquanto as denúncias aumentam, a Polícia Federal acompanha o caso e busca esclarecer se houve utilização irregular de recursos ligados à produção do filme. Há suspeitas de que parte do dinheiro negociado para o projeto possa ter ajudado a custear despesas relacionadas à permanência de Eduardo Bolsonaro fora do Brasil.
Eduardo Bolsonaro nega irregularidades e afirma que não participou da administração financeira do filme da maneira apontada pelas denúncias. Mesmo assim, o episódio provocou novos desgastes políticos para a família Bolsonaro em meio a uma série de investigações e disputas judiciais envolvendo aliados do ex-presidente.
Com a repercussão do caso, parlamentares da oposição passaram a defender aprofundamento das investigações sobre a origem dos recursos e os possíveis interesses políticos e econômicos envolvidos na produção cinematográfica ligada à família Bolsonaro. Veja matéria completa no Intercept Brasil
Política Destaque
“Dark Horse”: Ex-deputado Eduardo Bolsonaro revela que recuperou US$ 50 mil aplicados em produção de filme sobre Jair Bolsonaro
Ex-deputado afirma que investiu recursos próprios no projeto audiovisual e rebate acusações após revelações – Foto: Bruno Spada/ CdosD
O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para negar qualquer vínculo financeiro com o banqueiro Daniel Vorcaro em torno da produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado na internet, Eduardo afirmou que participou apenas no início do projeto audiovisual e garantiu que todo o investimento realizado partiu de recursos pessoais.
Segundo ele, foram aplicados cerca de US$ 50 mil para assegurar a contratação de um diretor de Hollywood responsável pela elaboração inicial do roteiro e desenvolvimento do longa-metragem nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro declarou ainda que o valor posteriormente foi devolvido, negando qualquer participação de fundos de investimento na operação financeira.
O ex-parlamentar também rebateu informações divulgadas pela imprensa de que teria sido financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com Eduardo, a acusação seria falsa e não existiria qualquer relação financeira direta entre ele e o empresário. O filho do ex-presidente afirmou que assumiu sozinho os riscos do contrato firmado no início da produção cinematográfica.
Durante o pronunciamento, Eduardo explicou que o projeto passou por mudanças estruturais após o surgimento de novos investidores interessados em financiar o filme. Segundo ele, a entrada de um grupo de investidores alterou completamente o modelo de produção, levando ao seu afastamento da função executiva do longa-metragem.
Mesmo deixando a produção executiva, Eduardo Bolsonaro afirmou que manteve participação ligada aos direitos autorais da obra, permitindo que um ator pudesse representá-lo futuramente no filme. Ele argumentou que a medida evitaria possíveis disputas judiciais envolvendo sua imagem ou participação na produção.
A polêmica ganhou repercussão após reportagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil apontarem a existência de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos ligados ao projeto audiovisual. As publicações também mencionam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria participado financeiramente do empreendimento com cifras milionárias.
Documentos revelados pela imprensa indicam ainda que Eduardo Bolsonaro assinou digitalmente um contrato de produção em janeiro de 2024, aparecendo ao lado do deputado federal Mario Frias como produtor-executivo do filme. O contrato teria sido firmado com a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos.
Trechos do documento apontam que os produtores-executivos teriam responsabilidades relacionadas à busca de financiamento, captação de investidores e estratégias comerciais para viabilizar o longa-metragem. A repercussão do caso aumentou após a divulgação das informações envolvendo possíveis investimentos milionários e bastidores da produção audiovisual ligada à família Bolsonaro.
-
Polícia5 dias atrásMadrasta é presa suspeita de envolvimento na morte de adolescente de 12 anos em São João de Meriti
-
Região Sudeste5 dias atrásCiro Nogueira troca triplex adquirido após aproximação com Vorcaro por mansão milionária nos Jardins
-
Famosos5 dias atrásPedro Cardoso sai em defesa de Lula e pede eleição de parlamentares comprometidos com a democracia
-
Região Sudeste5 dias atrásBenedita da Silva destaca inauguração da Carreta da Saúde da Mulher e reforça ações de prevenção em Itaguaí





