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Projeto social ensina educação financeira e vai financiar empreendedorismo para alunos da rede pública

Motivado por seus pais, professores e orientadores, o jovem João Victor Slapak, de 19 anos, idealizou e lançou um projeto para levar educação financeira a estudantes de escolas públicas em Mato Grosso.

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O projeto começou como objetivo desenvolver uma atividade extracurricular, mas ganhou corpo, apoio e patrocínio, se transformando na ONG “Salvar o Amanhã”. O projeto começou a ser idealizado em fevereiro deste ano e foi oficialmente lançado em 2 de agosto. Com apenas dois meses no ar, a organização já atende a 107 jovens.

O “Salvar o Amanhã” está disponível na internet, onde os interessados têm acesso ao conteúdo totalmente preparado por professores e outros profissionais gabaritados. Ao todo, o conteúdo tem 37 videoaulas, que estão divididas em nove módulos.

Além do conteúdo em vídeo, os alunos ainda têm acesso a materiais relacionados às aulas disponíveis para download, para poder se aprofundar conforme sua disponibilidade. O portal também conta com quizzes para testar o conhecimento do aluno.

“Esses questionários são importantes não só para testar o aprendizado. Mais que isso, ele permite ao estudante que identifique aqueles temas que precisam de mais atenção. O nosso objetivo é fornecer as ferramentas certas e complementares, para transformar a realidade desses jovens”, explica João.

Embora seja fundamental para uma vida estável, poucos brasileiros têm conhecimento sobre educação financeira. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) de 2019, apenas 32,6% dos brasileiros com mais de 15 anos tinham noções básicas sobre o assunto.

O termo “educação financeira” pode levar à ideia de uma planilha com gastos e ganhos, mas seu impacto é muito maior. Além da carteira organizada e objetivos atingidos, a educação financeira ajuda a transformar a realidade onde a pessoa se encontra.

“A educação financeira permite a reorganização das finanças, reduz o número de pessoas endividadas e aumenta a quantidade de consumidores. E o melhor: consumidores conscientes, que terão conhecimento e ferramentas para não se prejudicar. Isso gira a economia, principalmente da comunidade onde essa pessoa mora”, explica o Slapak.

Além dos motivos já citados, João Victor conta que os efeitos da pandemia de Covid-19 sobre as taxas de desemprego no mundo também foram levados em consideração. Além das milhões de morte por todo o planeta, a crise sanitária atingiu duramente a economia global, fechando empresas e deixando pessoas desempregadas.

Em meio a isso, capacitar o jovem para o mercado de trabalho é ajudá-lo a enfrentar os desafios econômicos. Não é só isso, o conhecimento não contribui apenas na vida pessoal, mas também servirá como complemento para as atividades profissionais desse jovem quando estiver no mercado de trabalho.

Financiamento

O projeto “Salvar o Amanhã” também pretende fomentar o empreendedorismo juvenil. Alunos que se destacarem no curso receberão financiamento para iniciar o próprio negócio, colocar em prática o conhecimento adquirido e desenvolver suas ideias empreendedoras.

“O financiamento oferecido aos alunos empreendedores não tem a intenção de gerar um ônus financeiro. O projeto “Salvar o Amanhã” acredita na capacidade dos jovens e busca fomentar oportunidades, com a expectativa de que, no futuro, esses empreendedores possam devolver o valor financiado. Essa devolução permitirá reinvestir os recursos em outros alunos, estabelecendo um ciclo contínuo de aprendizado e desenvolvimento”, explica João Victor.

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Educação

Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil

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Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE

O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.

Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.

A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.

Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.

Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.

Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.

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