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Artista plástico, criado no Morro do Otto, no Rio de Janeiro, retrata como é ser favelado, negro e transexual

O artista sabe que sua temática é nova e desafiadora e o caminho do artista é cheio de incertezas, por isso já pensou diversas vezes em trocar tudo por um emprego de carteira assinada.

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O artista plástico Zayre Ferro, de 30 anos, criado no Morro do Otto, no Barreto, e se autodenomina homem trans, usa sua arte para mostrar a retomada identitária de narrativas faveladas.

A arte entrou em sua vida pra valer em 2016, quando participou de oficinas audiovisuais oferecidas na Casa Nem, local de acolhimento LGBTQIAPN+ no Centro do Rio de Janeiro.

“Num primeiro momento fiquei na produção de fotos e vídeos, mas logo me encantei pela pintura. Andar pela favela, ver as cenas e poder reproduzi-las de forma poética e universal e mostrar como vivem e sentem estas pessoas. Comecei a pensar que precisava registrar a vida através da pintura. Eu me vejo buscando o Erê que vive em mim”, diz.

Sua obra já foi vista na exposição “Quem é você Brasil?”, no Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense; e no Festival TransArte, no Teatro Gonzaguinha, ambos em 2022. Seu trabalho também está registrado na capa da revista brasileira de estudos da homocultura a obra “Jesus cria”, de 2021.

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O artista sabe que sua temática é nova e desafiadora e o caminho do artista é cheio de incertezas, por isso já pensou diversas vezes em trocar tudo por um emprego de carteira assinada.

“Será que vou conseguir me sustentar? Vender alguma obra?”. Mas esse encontro foi um divisor de águas para mim. Conhecer as pessoas do mundo da arte abriu minha perspectiva — reflete. Zayre tem como referência as trajetórias dos artistas cariocas Maxwell Alexandra, da Rocinha, que vem ganhando projeção internacional com uma obra calcada na questão racial; e Johny Alexandre Gomes, o Jota, cria do Complexo do Chapadão. Os dois vêm abrindo caminho e revelando um mundo que poucos ainda conhecem.

“Aqui no morro é o meu lugar, e quero que as pessoas possam ver isso. Estamos abrindo as brechas. A minha existência enquanto corpo trans e negro é a base da minha obra. E hoje percebo o quanto a arte me traz essa conexão com as pessoa”, revela Zayre.

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Ministério do Turismo destaca destinos da Amazônia e apresenta roteiro pelos principais atrativos naturais da região

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Levantamento reúne experiências de ecoturismo, turismo de base comunitária e paisagens preservadas em nove estados brasileiros – Foto: Divulgação

A Amazônia segue como um dos maiores patrimônios naturais do planeta e concentra algumas das mais impressionantes paisagens do Brasil. Com o objetivo de incentivar o turismo sustentável, o Ministério do Turismo reuniu uma seleção de destinos espalhados pelos nove estados que compõem o bioma, valorizando experiências ligadas à natureza, à cultura e às comunidades tradicionais.

O levantamento apresenta opções para diferentes perfis de visitantes, desde aventureiros interessados em trilhas e montanhismo até turistas que buscam passeios fluviais, observação da fauna, cachoeiras e vivências em territórios indígenas e ribeirinhos. A proposta é mostrar a diversidade de ambientes e culturas existentes dentro da maior floresta tropical do mundo.

No Acre, um dos destaques é o Parque Nacional da Serra do Divisor, considerado um dos principais polos de ecoturismo da região amazônica. O local oferece trilhas em meio à floresta, cachoeiras, rica biodiversidade e contato direto com comunidades tradicionais, proporcionando uma experiência de imersão na natureza.

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O roteiro também contempla destinos conhecidos nacionalmente, como Anavilhanas e Mamirauá, no Amazonas; Alter do Chão e a Ilha de Marajó, no Pará; além do Monte Roraima, da Serra do Tepequém e do Parque Nacional do Viruá, em Roraima. Cada local reúne características próprias que reforçam o potencial turístico da Amazônia brasileira.

Outros estados também aparecem com atrações voltadas ao turismo de natureza e de base comunitária. Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins oferecem opções que incluem passeios por manguezais, observação de aves, pesca esportiva, trilhas em áreas preservadas, navegação por rios e experiências culturais conduzidas pelas próprias comunidades locais.

Segundo o Ministério do Turismo, além de incentivar o lazer, a iniciativa busca fortalecer práticas de conservação ambiental e gerar oportunidades econômicas para populações que vivem na floresta. O turismo sustentável é apontado como uma alternativa para promover o desenvolvimento regional aliado à preservação dos ecossistemas amazônicos.

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