Amazônia
Governo Federal inutiliza aeronave utilizada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami
Monitoramento na região do espaço aéreo foi intensificado desde 2023. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) utiliza a rede de radares existente para o controle do espaço aéreo e, em complemento, tem mantido operações inopinadas de Inteligência
Amazônia
Foto: Divulgação
(FAB) – Uma aeronave H-60L Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB) apoiou a Polícia Federal (PF) em uma ação que resultou na inutilização de uma aeronave utilizada pelo garimpo ilegal na região da Terra Indígena Yanomami. A ação faz parte do apoio da FAB à PF no contexto da Operação Libertação, que recolhe ou inutiliza materiais utilizados na logística ou segurança dos garimpeiros ilegais.
Nos próximos dois meses, a FAB, por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), também deve distribuir 15.000 cestas de alimentos a comunidades indígenas na região. A ação é coordenada pelo Ministério da Defesa, conforme a Portaria de nº 263, de 16 de janeiro de 2024, e visa à distribuição dos alimentos em caráter emergencial, por meio do Comando Operacional Conjunto Catrimani, ativado no período entre 17 de janeiro e 31 de março de 2024.
Para o apoio aerologístico na Operação Catrimani, a FAB engajou, até o momento, duas aeronaves C-105 Amazonas: uma do Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAV – Esquadrão Arara) e uma do Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação (1º/15º GAV – Esquadrão Onça), localizados em Manaus (AM) e Campo Grande (MS), respectivamente, que fazem o lançamento de cerca de 140 cestas por voo.
Além disso, quatro aviões C-98 Caravan estão realizando missões em apoio à operação: dois do Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo (7º ETA – Esquadrão Cobra), situado em Manaus (AM), um do Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo (1º ETA – Esquadrão Tracajá), localizado em Belém (PA), e um da Base Aérea de Boa Vista (BABV).
As primeiras 600 cestas entregues pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) chegaram à BABV. De lá, as aeronaves da FAB transportaram os alimentos para a área indígena de Surucucu, de onde as cestas serão distribuídas com apoio de helicópteros das Forças Armadas. A previsão é que a FAB realize o lançamento de cerca de 300 cestas por dia, na base de apoio de Surucucu.
Fotos: FAB
Monitoramento do Espaço Aéreo
O monitoramento na região foi intensificado em 2023 por meio da ativação da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) sobre o espaço aéreo sobrejacente e adjacente à TIY, a fim de incrementar as ações de repressão ao garimpo ilegal.
A ZIDA permanece ativada e os sobrevoos previstos estão autorizados, desde que seja preenchido o plano de voo regulamentar e seguidas as regras de tráfego aéreo, além das observações técnicas disponíveis a todos os tripulantes, em especial os NOTAM (Aviso aos Aeronavegantes) G2260/23 e G2261/23.
O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) utiliza a rede de radares existente para o controle do espaço aéreo e, em complemento, tem mantido operações inopinadas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), principalmente com aviões-radar E-99 que aumentam significativamente a capacidade de cobertura do monitoramento realizado diuturnamente pela FAB.
“Trata-se de um cenário dinâmico e de operação complexa, à luz das legislações e protocolos em vigor, em uma área correspondente ao tamanho de Portugal”, ressalta o Coronel Aviador Leonardo Venancio Mangrich, do Centro Conjunto de Operações Aeroespaciais (CCOA) do COMAE. “Qualquer voo sob monitoramento do controle do espaço aéreo brasileiro é submetido sistematicamente aos processos de identificação e, em sendo necessário, utilizando-se aeronaves de defesa aérea. Isso é um trabalho realizado em todo o território nacional”, completa o oficial.
Fotos: FAB
Amazônia
Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas
Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.
De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.
Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.
O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.
Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.
Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.
-
Amazônia4 dias atrásDesmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas
-
Região Centro-oeste4 dias atrásLula anuncia mais de R$ 7 bilhões em investimentos no Amazonas com foco em energia, logística e desenvolvimento
-
Política Destaque4 dias atrásPresidente Lula trabalha nos bastidores para devolver Jorge Messias à disputa por vaga no Supremo Tribunal Federal
-
Região Sul4 dias atrásDeputado Fabiano da Luz denuncia cortes do governo de SC e baixo investimento em prevenção de enchentes




