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Programa de Aquisição de Alimentos fortalece agricultura familiar e amplia segurança alimentar no Semiárido

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PAA Leite completa 23 anos como uma das principais políticas públicas de incentivo à produção rural – Foto:  Crislayne Menezes da Costa – Acervo da Prefeitura de Cabaceiras

O Governo Federal celebrou os 23 anos da criação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa que se consolidou como uma das principais ferramentas de fortalecimento da agricultura familiar e de combate à insegurança alimentar no Brasil. Entre as modalidades do programa, o PAA Leite se destaca por incentivar a produção rural enquanto garante alimento de qualidade para milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o programa é executado em parceria com os estados do Semiárido brasileiro. A iniciativa atende os nove estados do Nordeste, além de municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, promovendo o desenvolvimento regional por meio da compra da produção de agricultores familiares.

Na Paraíba, o PAA Leite está presente em 136 municípios, impulsionando a economia local e fortalecendo cooperativas e pequenos produtores. Além de assegurar renda para quem vive da atividade rural, o programa contribui para o abastecimento de escolas, instituições sociais e demais equipamentos públicos voltados à segurança alimentar.

Entre as histórias de transformação está a da agricultora familiar Telma Soares, moradora de Cabaceiras, no Cariri paraibano. Integrante de uma cooperativa da região, ela fornece leite de cabra por meio do programa, permitindo que o produto chegue diariamente à alimentação escolar de diversos municípios do estado.

Segundo Telma, a participação no PAA Leite trouxe estabilidade financeira para sua família e garantiu a valorização do trabalho desenvolvido no campo. Para ela, a oportunidade de ver a produção local sendo consumida por crianças das escolas representa reconhecimento ao esforço dos agricultores familiares e incentivo para permanecer na atividade.

Em Alagoas, o programa também tem promovido mudanças significativas na vida de produtores rurais. A agricultora Luciene Gadi da Costa, do município de Pão de Açúcar, passou a fornecer leite para o PAA em 2013 e, com a renda obtida, conseguiu concluir o ensino superior, assumir a presidência de sua cooperativa e, posteriormente, do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).

Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social mostram que, entre janeiro de 2023 e maio de 2026, o PAA Leite destinou mais de R$ 244 milhões para o pagamento de mais de 10 mil agricultores familiares. Nesse período, foram distribuídos mais de 93 milhões de litros de leite, fortalecendo a produção rural e ampliando o acesso à alimentação saudável em diversas comunidades.

A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, destacou que a gestão integrada entre União, estados e municípios é fundamental para manter a eficiência do programa. Segundo ela, o objetivo é assegurar que alimentos de qualidade continuem chegando às famílias que mais necessitam, ao mesmo tempo em que o PAA fortalece a agricultura familiar, estimula o desenvolvimento regional e contribui para a redução das desigualdades sociais.

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Programa de transferência de embriões promete triplicar produtividade de rebanhos leiteiros

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Tecnologia no campo transforma produção de leite e promete salto histórico na agricultura familiar – Foto: Reprodução/ MDA

Uma nova estratégia do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar está abrindo caminho para uma verdadeira revolução na pecuária leiteira da agricultura familiar. Por meio do programa de Transferência de Embriões, pequenos produtores passam a ter acesso ao melhoramento genético do rebanho, tecnologia capaz de elevar a produção diária de leite de cerca de 5 litros para até 30 litros por animal.

O tema foi destaque em um episódio recente do podcast institucional MDÁudio, que mostra na prática como a inovação já começa a mudar a realidade no campo.

Produtores relatam ganhos de produtividade e qualidade

Um dos exemplos apresentados é o do agricultor assentado Wellington Oliveira, que compartilha como a técnica trouxe resultados imediatos: menos esforço no manejo, aumento da produção e melhoria significativa na qualidade do leite. Segundo ele, o acesso à genética avançada tornou possível estruturar uma produção própria com mais segurança e retorno financeiro.

A secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Ana Terra Reis, explica que o investimento em genética é decisivo para ampliar a eficiência das propriedades familiares.

“Com a mesma alimentação e os mesmos cuidados, um animal melhorado geneticamente pode produzir muito mais leite. Para o agricultor familiar, isso significa mais renda, mais estabilidade e mais futuro no campo”, destacou.

Como funciona o programa de melhoramento genético

A política pública combina três frentes principais:

  • Uso de embriões certificados, embriões de alta linhagem, como os do gado Gir Leiteiro, são implantados em vacas comuns, gerando bezerros com grande potencial produtivo.
  • Crédito rural acessível, agricultores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) podem financiar a tecnologia por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, facilitando o acesso ao melhoramento genético.
  • Meta nacional ambiciosa, o Governo do Brasil planeja distribuir cerca de 300 mil embriões para propriedades familiares, integrando a ação à assistência técnica e às políticas de sucessão rural.

Governo aposta em inovação para fortalecer a agricultura familiar

A iniciativa reforça a estratégia de modernização do campo, levando ciência e tecnologia diretamente aos pequenos produtores. A expectativa é que o programa impulsione a renda das famílias rurais, fortaleça as cadeias locais de leite e derivados e contribua para a segurança alimentar do país.

Com genética de ponta, crédito orientado e acompanhamento técnico, a agricultura familiar passa a ocupar um novo patamar produtivo, mostrando que inovação também nasce no campo e pode transformar vidas.

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