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Senador do Rio de Janeiro, Romário recua de proposta alternativa e declara apoio ao fim da escala 6×1

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Senador afirma que ouviu a população e decidiu apoiar a PEC que reduz a jornada de trabalho dos brasileiros – Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganhou um novo capítulo nesta semana após o senador Romário (PL-RJ) anunciar que votará favoravelmente à proposta que prevê o fim da escala 6×1. A decisão marca uma mudança de posicionamento do parlamentar e amplia a discussão em torno das regras trabalhistas em análise no Congresso Nacional.

Inicialmente, Romário havia apoiado uma proposta alternativa apresentada por parlamentares de seu partido. O texto defendia a possibilidade de o trabalhador escolher entre o modelo tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um sistema baseado na quantidade total de horas trabalhadas ao longo do período contratual.

No entanto, diante da repercussão do tema e das manifestações de diversos setores da sociedade, o senador decidiu retirar sua assinatura da proposta alternativa. A comunicação oficial foi encaminhada à presidência do Senado, reforçando seu novo posicionamento em favor da PEC que propõe mudanças na atual escala de trabalho.

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Ao justificar a decisão, Romário destacou a importância de ouvir a população e preservar o debate sobre medidas que possam garantir melhores condições de vida aos trabalhadores brasileiros. Segundo ele, a interpretação de parte da sociedade sobre o texto alternativo pesou na mudança de entendimento.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que reavaliou a proposta após acompanhar as discussões públicas em torno do tema. Para Romário, qualquer alteração na legislação trabalhista deve priorizar os interesses dos trabalhadores e buscar maior equilíbrio entre vida profissional e qualidade de vida.

A mudança de posição também repercutiu dentro do Partido Liberal, onde parte dos parlamentares vinha defendendo alternativas diferentes para a reorganização da jornada de trabalho. O assunto tem provocado divergências internas e mobilizado lideranças políticas em Brasília.

Nos últimos dias, defensores do fim da escala 6×1 intensificaram as cobranças públicas a parlamentares que ainda não haviam declarado posição sobre a proposta. Movimentos sociais, representantes sindicais e lideranças políticas passaram a pressionar por uma definição clara dos congressistas.

Com a adesão de Romário ao grupo favorável à PEC, o debate sobre a redução da jornada de trabalho ganha novo impulso no Senado. A expectativa é que a proposta continue sendo discutida nas próximas semanas, em meio a negociações entre governo, oposição e representantes dos trabalhadores. As informações são do jornal O Globo.

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Haddad diz que Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro não defendem os interesses do Brasil diante de Trump

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Pré-candidato ao governo de São Paulo diz que sistema de pagamentos brasileiro incomoda grandes empresas norte-americanas – Foto: Gerado por IA

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad voltou ao centro do debate político após comentar as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a economia brasileira. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Haddad afirmou que os ataques ao Pix e a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros estão ligados aos interesses de grandes corporações internacionais que perderam espaço com o avanço do sistema de pagamentos criado pelo Banco Central.

De acordo com o petista, o Pix se consolidou como uma ferramenta que revolucionou as transações financeiras no Brasil ao oferecer praticidade, rapidez e baixo custo para milhões de usuários. Na avaliação de Haddad, o sucesso do sistema brasileiro passou a incomodar empresas que dominavam parte significativa do mercado global de pagamentos eletrônicos.

Durante a gravação, o ex-ministro argumentou que a medida anunciada por Trump não se limita a uma disputa econômica entre países. Segundo ele, as novas tarifas podem gerar impactos negativos em diversos setores da economia brasileira, atingindo atividades industriais, comerciais e produtivas que dependem das exportações para o mercado norte-americano.

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Haddad também relacionou a ofensiva do governo dos Estados Unidos à atuação de lideranças políticas brasileiras alinhadas ao ex-presidente norte-americano. Sem poupar críticas, o petista afirmou que integrantes da família Bolsonaro e aliados políticos mantêm proximidade com Trump e não têm demonstrado firmeza na defesa dos interesses nacionais diante das pressões externas.

Ao abordar a importância do Pix, Haddad destacou que o sistema representa um avanço estratégico para o país, reduzindo custos para consumidores, empresas e pequenos empreendedores. Para ele, a ferramenta se transformou em um patrimônio nacional e simboliza a capacidade do Brasil de desenvolver soluções tecnológicas próprias e competitivas.

Encerrando sua manifestação, o pré-candidato ao governo de São Paulo defendeu a união da população em torno da proteção dos interesses econômicos do país. Haddad afirmou que o debate ultrapassa questões partidárias e envolve a defesa da soberania nacional, da inovação tecnológica e da geração de empregos para os brasileiros.

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