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Pastor é alvo de operação no Rio após fiéis denunciarem prejuízo de R$ 1 milhão em suposta pirâmide financeira

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Investigação aponta que Roberto Vieira Soares oferecia retornos de até 10% ao mês a integrantes de igreja em Niterói – Foto: Reprodução

O pastor Roberto Vieira Soares, ligado à Igreja Apostólica Vida e Adoração, em Niterói, entrou na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma investigação sobre um suposto esquema de pirâmide financeira. Nesta terça-feira (18), agentes realizaram buscas em endereços relacionados ao religioso e a outros investigados. Pelo menos sete registros de ocorrência já foram feitos contra o pastor, com perdas relatadas que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 1 milhão.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). Ao todo, foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão contra 12 alvos, com diligências no Rio de Janeiro e em São Paulo. Entre os imóveis vistoriados está uma mansão localizada na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense, apontada como pertencente a Roberto.

De acordo com a investigação, a influência religiosa teria sido usada para conquistar a confiança de possíveis investidores. O delegado Vinícius Miranda afirmou que o pastor transformava o púlpito em um “balcão de negócios”. Os investigadores apuram se integrantes da própria congregação eram incentivados a colocar dinheiro em aplicações apresentadas como altamente rentáveis.

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Relatos entregues à polícia indicam que os fiéis recebiam uma proposta considerada ainda mais vantajosa: rentabilidade de 10% ao mês, enquanto investidores sem ligação com a igreja teriam retorno prometido de 5%. Além dos pagamentos mensais, o acordo apresentado previa a devolução integral do dinheiro aplicado depois de 12 meses. Uma das vítimas declarou ter investido R$ 150 mil após acreditar nas garantias apresentadas.

A Polícia Civil afirma que os primeiros investidores chegaram a receber os rendimentos prometidos, circunstância que teria ajudado a aumentar a credibilidade do negócio e atrair novos participantes. Posteriormente, porém, os pagamentos teriam começado a atrasar até serem interrompidos. O dinheiro era direcionado à GAL Invest Bank, instituição digital que, segundo a investigação, ficou conhecida entre os envolvidos como “Banco do Pastor”.

Quando investidores passaram a cobrar os valores, integrantes do grupo investigado teriam apresentado diferentes justificativas para os atrasos, como bloqueios de contas e dificuldades no fluxo de caixa. A polícia apura agora a participação de cada suspeito, a movimentação dos recursos e o número total de pessoas que podem ter sido prejudicadas. A investigação também busca esclarecer se a estrutura financeira funcionava efetivamente como uma pirâmide e qual teria sido o montante movimentado pelo grupo.

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PF indicia ‘Rei do Lixo’ e mais 24 pessoas em investigação sobre esquema bilionário de contratos públicos

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Operação Overclean apura suspeitas envolvendo emendas parlamentares e contratos que teriam movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão – Foto:  Reprodução/Instagram

A Polícia Federal concluiu mais uma etapa da Operação Overclean com o indiciamento de 25 pessoas investigadas por supostas irregularidades envolvendo recursos públicos. Entre os nomes está o empresário José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Fábio e Alex Parentes também aparecem entre os indiciados no inquérito.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de atuar em um esquema relacionado à destinação de emendas parlamentares e à celebração de contratos considerados fraudulentos. A estimativa da PF é de que aproximadamente R$ 1,4 bilhão tenha circulado por meio das contratações investigadas. As apurações envolvem suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.

Com o encerramento do trabalho policial, o inquérito seguirá para análise do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Caberá à PGR avaliar os elementos reunidos pela Polícia Federal e decidir se apresenta denúncia, solicita novas diligências ou requer o arquivamento. No Supremo, o caso está sob a relatoria do ministro Nunes Marques e chegou à Corte após surgirem indícios de possível envolvimento de autoridades com foro privilegiado.

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A Operação Overclean teve sua primeira fase deflagrada em dezembro de 2024, com autorização da Justiça Federal, e avançou em diferentes frentes desde então. Em uma das fases mais recentes, realizada em janeiro, o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) esteve entre os alvos das diligências. A investigação é conduzida pela Polícia Federal e conta com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.

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