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Otoni de Paula acusa Flávio Bolsonaro de ligação financeira com advogado investigado por fraudes no INSS

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Deputado questiona relação entre o candidato à Presidência e Willer Tomaz após divulgação de informações bancárias obtidas pela PF – Foto: psd.org.br

O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) elevou o tom das críticas contra o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) neste sábado (10). Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar acusou o presidenciável de manter uma relação financeira com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeitas de envolvimento em irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A declaração surgiu após a divulgação de informações sobre documentos bancários analisados pela Polícia Federal. Os registros indicariam que uma conta identificada com o nome de Flávio Bolsonaro aparecia vinculada a um perfil de acesso bancário relacionado ao advogado. A descoberta levantou questionamentos sobre a natureza da relação entre os dois, embora os elementos apresentados não comprovem, por si só, a existência de uma conta conjunta ou sociedade empresarial.

Em vídeo divulgado na plataforma X, Otoni de Paula afirmou que a ligação entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz ultrapassaria uma relação de amizade. O deputado sustentou que os dois já mantinham escritórios no mesmo edifício e utilizou as informações bancárias para acusar o senador de ser sócio do advogado.

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Willer Tomaz está entre os investigados na Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo recursos de aposentados e pensionistas do INSS. A presença do nome do advogado nas investigações passou a alimentar questionamentos políticos sobre suas relações profissionais e financeiras, especialmente diante das informações que mencionam Flávio Bolsonaro.

Otoni de Paula também criticou a proximidade entre o senador e o advogado, argumentando que a eventual existência de uma conta compartilhada exigiria esclarecimentos. A afirmação, entretanto, representa uma acusação feita pelo deputado e não uma conclusão oficialmente estabelecida pela Polícia Federal.

A repercussão ganhou outro capítulo com uma representação apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O parlamentar solicitou a investigação das possíveis conexões financeiras entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz, incluindo pedidos de quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador e de seu escritório de advocacia.

O pedido menciona correspondências eletrônicas obtidas pelos investigadores que apontariam uma conta identificada como pertencente a Flávio Bolsonaro associada ao mesmo ambiente de acesso bancário relacionado ao advogado. Para Lindbergh, os documentos justificariam uma apuração mais aprofundada sobre possíveis movimentações financeiras e eventuais vínculos entre os envolvidos.

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A controvérsia surge em meio à disputa presidencial e coloca Flávio Bolsonaro diante de novos questionamentos sobre suas relações com pessoas investigadas pela Polícia Federal. Até o momento, as informações apresentadas não permitem afirmar que o senador tenha participado das supostas fraudes contra o INSS. O esclarecimento da natureza dos vínculos bancários depende da análise dos documentos e de eventuais diligências das autoridades competentes.

Veja o vídeo:

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TSE manda vice de Flávio Bolsonaro apagar vídeo com acusações contra Lula e ameaça aplicar multa diária

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Justiça Eleitoral considera que Alfredo Gaspar ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao divulgar acusações sem comprovação – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, neste sábado (10), a retirada de uma publicação feita pelo candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL), integrante da chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). O vídeo, divulgado no Instagram, apresenta acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, segundo a decisão judicial, não possuem sustentação em provas. O candidato recebeu prazo de 24 horas para excluir o material, sob risco de multa diária.

A determinação partiu do ministro Marco Aurélio Bellizze, que identificou possíveis abusos no conteúdo divulgado durante a campanha presidencial. Na avaliação do magistrado, a liberdade de manifestação política não autoriza a atribuição de crimes a adversários sem elementos concretos que sustentem as afirmações. A decisão destaca especialmente as acusações que associam Lula a uma suposta organização criminosa e a outras práticas ilícitas.

A controvérsia começou após a divulgação de informações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e uma suposta transferência de R$ 30 milhões em espécie para o Instituto Lula. O dinheiro teria sido destinado à produção de um documentário sobre o presidente. A narrativa ganhou repercussão política e passou a circular nas redes sociais, apesar dos questionamentos sobre a existência de documentos ou depoimentos capazes de confirmar a versão apresentada.

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O conteúdo, entretanto, foi contestado por manifestações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PF esclareceu que Vorcaro não prestou depoimento com as declarações atribuídas a ele e que não foram entregues à instituição documentos ou outros materiais contendo as informações divulgadas. Os esclarecimentos colocaram em dúvida a base factual utilizada para sustentar as acusações que chegaram ao debate eleitoral.

A Procuradoria-Geral da República também esclareceu que não houve depoimento presencial ou contato direto de seus integrantes com o empresário sobre o episódio. Segundo o órgão, as comunicações relacionadas ao caso ocorreram por intermédio dos representantes legais de Vorcaro. A defesa do empresário igualmente contestou a versão que circulou publicamente, ampliando os questionamentos sobre a origem das alegações.

Com a decisão do TSE, Alfredo Gaspar deverá retirar o vídeo dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Caso a determinação não seja cumprida, a Meta, responsável pelo Instagram, deverá providenciar a exclusão da publicação. O episódio reacende a discussão sobre a circulação de acusações não comprovadas nas redes sociais e a responsabilidade dos candidatos pela divulgação de informações durante a disputa presidencial.

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