Polícia
Foragido há 23 anos, homem condenado por tentar matar companheira é preso em Campina Grande, na Paraíba
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Condenado a mais de 12 anos de prisão, homem de 55 anos foi localizado após trabalho conjunto das forças de segurança da Paraíba e do DF – Foto: PC da Paraíba
Um homem de 55 anos, que estava sendo procurado pela Justiça há mais de duas décadas, foi preso na quinta-feira (8), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Ele havia sido condenado por tentar assassinar a própria companheira, em um crime ocorrido no Distrito Federal. Desde 2003, o condenado era considerado foragido e conseguiu permanecer longe do alcance das autoridades até ser localizado nesta semana.
A prisão aconteceu no bairro da Liberdade, durante uma operação conduzida por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande. A localização do homem foi possível graças ao compartilhamento de informações entre equipes de inteligência das polícias Civil e Militar do Distrito Federal e agentes da Polícia Civil paraibana.
Segundo as investigações, a tentativa de homicídio ocorreu em 25 de fevereiro de 2001, na região de Recanto das Emas, no Distrito Federal. Na ocasião, após um desentendimento com a companheira, o homem teria saído de casa, adquirido uma faca peixeira e retornado ao imóvel, onde atacou a mulher com golpes da arma branca. Familiares conseguiram interromper a agressão e prestar socorro à vítima, que precisou ser encaminhada ao hospital. Depois do episódio, o agressor deixou o Distrito Federal e passou a viver foragido.
Pelo crime, o homem recebeu uma condenação de 12 anos, cinco meses e dez dias de reclusão, com determinação de cumprimento da pena em regime fechado. A ordem de prisão definitiva foi expedida na terça-feira (6), pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. Após ser capturado na Paraíba, o condenado deverá passar pelos procedimentos judiciais, incluindo audiência de custódia, antes de ser encaminhado a uma unidade prisional para cumprir a sentença.
Polícia
Ossada encontrada em mata de João Pessoa pode ser de policial militar desaparecido desde fevereiro
Polícia Civil da Paraíba investiga possível ligação entre os restos mortais e o desaparecimento do cabo José César – Foto: TV Cabo Branco
A descoberta de uma ossada na Mata do Buraquinho, em João Pessoa, capital da Paraíba abriu uma nova linha de investigação sobre o desaparecimento do cabo da Polícia Militar José César, que não é visto desde fevereiro deste ano. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de os restos mortais pertencerem ao militar, mas a confirmação depende dos resultados dos exames periciais.
O material encontrado foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC), responsável pelos procedimentos de identificação. Segundo a diretora-geral do órgão, Raquel Azevêdo, os especialistas estão realizando análises antropológicas e exames de DNA para determinar a identidade da vítima. Até o momento, não existe confirmação oficial de que a ossada seja do policial desaparecido.
Como parte do trabalho de identificação, investigadores entraram em contato com familiares do cabo José César, que residem em Pernambuco. A intenção é recolher amostras genéticas para comparação com o material encontrado na área de mata. O procedimento poderá esclarecer se existe relação entre a ossada e o desaparecimento do militar.
José César desapareceu na madrugada de 12 de fevereiro, depois de deixar sua residência em João Pessoa. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido. O caso passou a integrar uma investigação mais ampla da Polícia Civil sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em assassinatos e outros episódios de violência na capital paraibana.
Deflagrada na quarta-feira (7), a Operação Carrasco apura 12 homicídios supostamente relacionados a integrantes de um grupo criminoso. Entre os episódios investigados está o desaparecimento do policial militar. Conforme informações apresentadas pela Polícia Civil, José César enfrentava problemas de dependência química e dívidas, além de ter sido proibido de frequentar uma comunidade sob influência da organização.
De acordo com a versão apresentada por um delegado responsável pelas investigações, o cabo teria recebido anteriormente uma punição imposta por integrantes da facção. Mesmo proibido de retornar ao local, ele teria entrado novamente na comunidade no dia em que desapareceu. Os investigadores suspeitam que esse episódio possa estar relacionado ao seu desaparecimento. Entretanto, a hipótese ainda depende de comprovação, assim como a identidade da ossada encontrada na Mata do Buraquinho.
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