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Auditoria aponta suspeitas de R$ 400 milhões na Cedae Saúde e dívida de Cláudio Castro com plano médico

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Levantamento relata pagamentos a empresas ligadas ao ex-presidente da entidade – Foto: Reprodução/ Facebook

Uma auditoria na Cedae Saúde, entidade responsável pela assistência médica de empregados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, apontou indícios de irregularidades financeiras que ultrapassam R$ 400 milhões. Contratado pelo governo estadual, o levantamento identificou operações suspeitas e a inclusão do ex-governador Cláudio Castro (PL) no plano de saúde, apesar de ele não possuir vínculo empregatício com a estatal. O relatório será encaminhado ao Ministério Público para avaliação e eventual aprofundamento das apurações.

Segundo a atual administração, Castro foi cadastrado como funcionário da Cedae e teve acesso à cobertura médica durante 547 dias, entre fevereiro de 2025 e agosto de 2026. A esposa e os dois filhos também foram inscritos como dependentes. A direção afirma que não houve pagamentos correspondentes ao benefício nesse período, o que resultou em uma dívida de aproximadamente R$ 141 mil e no cancelamento do plano em agosto. A análise de registros de dez anos não teria encontrado outros governadores atendidos nas mesmas condições.

Em sua manifestação, Castro declarou que a própria diretoria da companhia informou que ele poderia utilizar o serviço e providenciou sua carteirinha. O ex-governador afirmou que não recebeu boletos, cobranças mensais ou avisos de inadimplência enquanto esteve no plano. Segundo sua versão, a primeira notificação chegou pelos Correios cerca de uma semana antes da publicação da reportagem. Ele informou que quitará o valor cobrado e contestou o encerramento da cobertura sem comunicação prévia.

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Outra frente da auditoria envolve R$ 95 milhões pagos a quatro empresas que, conforme os auditores, estariam relacionadas a Eric Frederik Gualberto, ex-presidente da Cedae Saúde. O levantamento aponta vínculos por meio de uma estrutura offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e possíveis favorecimentos na contratação de fornecedores. A constituição de uma offshore, isoladamente, não caracteriza ilegalidade; o questionamento recai sobre as relações identificadas e a aplicação dos recursos. O material fornecido não apresenta manifestação de Gualberto sobre os apontamentos.

Conduzido pela consultoria Grant Thornton, com acompanhamento do Gabinete de Segurança Institucional e da Cedae, o trabalho começou após a exoneração de Gualberto, em 23 de junho de 2026. Ao assumir a entidade, a nova gestão constatou a exclusão de arquivos contábeis e de informações sobre fornecedores referentes ao período de dezembro de 2023 a abril de 2026. Os dados foram recuperados, permitindo aos auditores reconstruir movimentações financeiras e examinar operações da administração anterior.

A diferença nos repasses mensais também passou a integrar a apuração. Conforme a atual direção, a Cedae transferia aproximadamente R$ 20 milhões por mês à entidade na gestão passada, enquanto o valor caiu para cerca de R$ 6 milhões após a mudança administrativa redução de aproximadamente 70%. A administração sustenta que os repasses anteriores superavam as necessidades de funcionamento. Essa comparação, contudo, não comprova por si só a ocorrência de desvios e deverá ser analisada junto aos demais registros.

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Fundada em 1988, a Cedae Saúde atende aproximadamente 17 mil beneficiários, entre trabalhadores ativos, aposentados, pensionistas e dependentes. Além da assistência médica, a instituição atua em saúde ocupacional e segurança do trabalho, fornece medicamentos de uso contínuo e realiza exames admissionais e periódicos. Os indícios levantados pela auditoria colocam sob análise a gestão dos recursos destinados a esses serviços e as relações mantidas com fornecedores.

A fiscalização ocorreu no contexto do Decreto 50.254/2026, assinado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que determinou a revisão de contratos de órgãos e empresas públicas estaduais. Com o envio do relatório ao Ministério Público, caberá ao órgão avaliar a necessidade de novas diligências, apurar possíveis responsabilidades e examinar medidas para eventual recuperação de valores. Os apontamentos da auditoria constituem indícios que ainda dependerão de investigação para determinar a existência e a extensão de eventuais ilícitos. As informações e do  jornal O Globo

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Marcelo Freixo alerta que propostas de Flávio Bolsonaro podem ameaçar acesso às praias e prejudicar turismo no Brasil

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Ex-presidente da Embratur critica possibilidade de privatização de espaços públicos – Foto: Instagram/ @flaviobolsonaro/ Instagram/ @marcelofreixo

O deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro e ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), fez duras críticas às propostas atribuídas ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Freixo, uma eventual vitória do adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia colocar em risco políticas públicas voltadas ao turismo e abrir caminho para a privatização de espaços que pertencem à população, incluindo áreas de acesso às praias brasileiras.

Durante suas declarações, Freixo afirmou que não é contrário à participação da iniciativa privada no desenvolvimento turístico do país. Ele destacou que parcerias com empresas e investimentos em aeroportos contribuíram para ampliar a conectividade internacional do Brasil. Entretanto, fez uma distinção entre investimentos privados em infraestrutura e propostas que, em sua avaliação, poderiam restringir o uso de espaços públicos. O ex-presidente da Embratur não apresentou, nas declarações reproduzidas, uma medida específica do programa de Flávio Bolsonaro que determinasse a privatização das praias.

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O ex-dirigente também demonstrou preocupação com a possibilidade de mudanças na estratégia de promoção internacional do Brasil. Conforme os números apresentados por Freixo, o país passou de aproximadamente 3,5 milhões de visitantes estrangeiros para 9,3 milhões, resultado que ele atribui ao fortalecimento das políticas de turismo durante a administração de Lula. Para o parlamentar, o crescimento representa não apenas maior circulação de estrangeiros, mas também oportunidades de emprego, movimentação econômica e aumento da renda em diferentes regiões brasileiras.

Outro ponto defendido por Freixo foi a modernização da Embratur, especialmente com a criação de uma estrutura de inteligência de dados destinada a identificar o comportamento dos turistas internacionais. Segundo ele, as informações permitem conhecer os principais países emissores de visitantes, os destinos brasileiros mais procurados e os gastos realizados durante as viagens. O deputado também criticou a administração da agência durante o governo de Jair Bolsonaro, alegando que faltava profissionalização e que cargos eram utilizados para atender interesses políticos.

Freixo ainda associou o desempenho do turismo brasileiro à imagem internacional do país e à condução das relações diplomáticas. Na avaliação do petista, conflitos diplomáticos e posicionamentos ambientais adotados durante o governo anterior prejudicaram a capacidade brasileira de atrair visitantes. Ele argumentou que a preservação da Amazônia, o combate ao desmatamento e a responsabilidade climática passaram a influenciar as escolhas de turistas, especialmente os europeus, tornando a política ambiental um fator importante para a competitividade do setor.

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Na reta final da disputa presidencial, Freixo defendeu que o turismo seja tratado como uma prioridade econômica e social. Para ele, hotéis, restaurantes, transportes e pequenos empreendimentos dependem diretamente da movimentação de visitantes, garantindo trabalho a milhares de brasileiros. O parlamentar afirmou que a continuidade das políticas desenvolvidas durante o governo Lula permitiria ampliar as conexões aéreas, conquistar novos mercados, como o chinês, e fortalecer o Brasil como destino internacional. As críticas de Freixo representam sua avaliação política sobre uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro, e não a confirmação de que o candidato tenha anunciado medidas para restringir o acesso público às praias.

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