RIO DE JANEIRO

Política Destaque

TSE cobra explicações de Flávio Bolsonaro antes de decidir sobre ação contra Lula, Alckmin e Janones

Publicados

Política Destaque

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva deu prazo de 72 horas para o senador esclarecer pedidos contra a campanha petista – Foto: Reprodução I Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro terá que apresentar novos esclarecimentos à Justiça Eleitoral antes que sejam analisadas as medidas urgentes solicitadas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o deputado federal André Janones. A determinação foi assinada neste sábado (10) pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que estabeleceu prazo de 72 horas para a complementação das informações apresentadas na ação.

A iniciativa judicial de Flávio Bolsonaro busca atingir diretamente a chapa presidencial formada por Lula e Alckmin. O senador solicita a cassação do registro ou diploma dos candidatos e a aplicação de inelegibilidade aos envolvidos em supostos abusos eleitorais. A acusação sustenta que André Janones teria participado da organização de uma estratégia digital para divulgar ataques e informações falsas contra o candidato do PL, supostamente com o conhecimento e em benefício da campanha governista.

Um dos principais pontos levantados pelo corregedor diz respeito à possibilidade de Flávio Bolsonaro estar repetindo solicitações já apresentadas em outros processos. Por isso, o ministro determinou que o senador identifique eventuais ações semelhantes, informe decisões anteriormente tomadas e esclareça quais publicações considera irregulares. A Justiça também quer saber quais anúncios continuariam sendo impulsionados e quais informações digitais precisam ser preservadas.

Leia Também:  Lula endurece discurso após primeiro turno, mira Flávio Bolsonaro e promete colocar biografias, suspeitas e projetos frente a frente

A ofensiva judicial envolve ainda o canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, apontado pela acusação como instrumento utilizado para organizar o compartilhamento de conteúdos políticos. Flávio pede a suspensão desse canal e do perfil @janones.apoio, além da retirada de publicações e da interrupção de anúncios pagos. Entretanto, a análise dessas medidas dependerá de informações mais precisas sobre os fatos denunciados e sua possível relação com infrações eleitorais.

Outra exigência estabelecida por Ricardo Villas Bôas Cueva envolve a apresentação das provas digitais. O senador recebeu cinco dias para incluir no processo eletrônico os vídeos, mensagens e demais arquivos mencionados na denúncia, de maneira organizada e identificada. Embora um dispositivo de armazenamento tenha sido entregue à Secretaria Judiciária, o material deverá integrar formalmente os autos para possibilitar sua análise e garantir que os investigados tenham acesso aos elementos utilizados na acusação.

Apesar das pendências apontadas, o corregedor autorizou o andamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e determinou que Lula, Alckmin e Janones sejam notificados para apresentar defesa no prazo de cinco dias. O ministro também rejeitou o pedido de sigilo integral do processo, mantendo a possibilidade de proteção de informações específicas. A decisão não representa reconhecimento de irregularidades nem antecipação de condenação, uma vez que as acusações ainda precisarão ser examinadas à luz das provas e dos argumentos apresentados pelas partes.

Leia Também:  Lula promete vitória no segundo turno e afirma que Brasil não voltará a ser governado pelo fascismo: “Nós vamos ganhar essas eleições”
Propaganda

Política Destaque

Presidente Lula critica suspensão do “Exército do Lula” por Nunes Marques e acusa Justiça Eleitoral de favorecer Flávio Bolsonaro

Publicados

em

Presidente denuncia decisões que considera tendenciosas, questiona a atuação do comando do TSE – Foto: Ricardo Stuckert 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu neste domingo (11) à determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que ordenou a suspensão do canal “Exército do Lula”, mantido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. Lula classificou a medida como mais um episódio de tratamento desigual na disputa presidencial e acusou a Justiça Eleitoral de adotar decisões que, em sua avaliação, prejudicam sua campanha e acabam beneficiando seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A manifestação do presidente ocorreu após o TSE atender a uma solicitação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro, que atribuiu ao canal a divulgação organizada de informações falsas contra o candidato do PL. Pela determinação judicial, o WhatsApp deverá impedir novas publicações e a entrada de participantes no grupo de mobilização até a homologação do resultado do segundo turno. A plataforma recebeu prazo de três horas, após ser oficialmente notificada, para cumprir a ordem.

Leia Também:  Otoni de Paula acusa Flávio Bolsonaro de ligação financeira com advogado investigado por fraudes no INSS

Ao comentar o episódio, Lula demonstrou insatisfação com a postura da cúpula eleitoral e afirmou que não aceitará restrições que considera injustificadas à participação de seus apoiadores no debate político. O presidente também questionou a imparcialidade das decisões recentes e defendeu que a Justiça assegure condições equivalentes às duas candidaturas, sem comprometer a liberdade de manifestação dos eleitores durante a campanha.
Bloqueio de canal com milhões de seguidores amplia confronto político

Com mais de 3 milhões de seguidores, o canal administrado por André Janones tornou-se uma das principais ferramentas de mobilização digital dos apoiadores de Lula nesta reta final da eleição. Para Nunes Marques, entretanto, a estrutura vinha sendo utilizada para distribuir conteúdos considerados irregulares pela Justiça Eleitoral. Entre os materiais questionados pela campanha de Flávio estão publicações sobre supostas ligações com milícias e possíveis mudanças em programas sociais. Essas alegações integram a controvérsia judicial e não representam fatos comprovados.

Lula afirmou que o crescimento da mobilização de seus apoiadores nas redes sociais pode estar relacionado ao aumento das restrições impostas a integrantes de sua campanha. Segundo o presidente, enquanto canais ligados ao campo governista enfrentam bloqueios, publicações de seus adversários continuariam circulando. Diante desse cenário, anunciou que o PT buscará medidas judiciais para contestar as decisões e cobrar equilíbrio na atuação da Justiça Eleitoral. A coordenação da campanha também informou que analisa os instrumentos jurídicos disponíveis para tentar reverter a suspensão.

Leia Também:  Caso INSS: E-mails citam conta com nome de Flávio Bolsonaro em acesso bancário ligado a Willer Tomaz; senador nega vínculo

A controvérsia acontece em um momento decisivo da corrida presidencial e amplia a tensão entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Além do bloqueio do canal, o candidato do PL apresentou uma ação contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e André Janones, solicitando sanções eleitorais por supostas práticas abusivas. O processo ainda depende de análise judicial, e as acusações não foram definitivamente comprovadas. Enquanto isso, a discussão sobre os limites da propaganda política nas plataformas digitais ganha força e coloca novamente a atuação do TSE no centro do debate sobre a igualdade de condições na eleição de 2026.

Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA