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Lula promete vitória no segundo turno e afirma que Brasil não voltará a ser governado pelo fascismo: “Nós vamos ganhar essas eleições”

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Durante caminhada no Distrito Federal, presidente critica adversários, menciona escândalo do Banco Master – Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom contra seus adversários políticos nesta sexta-feira (9), durante uma caminhada com apoiadores em Ceilândia, no Distrito Federal. Em meio à campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, Lula demonstrou confiança na vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e declarou que não permitirá o retorno de forças que classificou como fascistas ao comando do país.

A manifestação ocorreu poucos dias depois de um primeiro turno marcado por uma disputa apertada entre os dois candidatos. Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. Apesar da vantagem inicial do adversário, o presidente aposta na mobilização popular e na intensificação das atividades de campanha para conquistar novos eleitores e reverter o resultado nas urnas.

Diante dos militantes, Lula fez duras críticas ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e relembrou a condução da pandemia de Covid-19, período em que o Brasil registrou mais de 700 mil mortes. “Nós vamos ganhar essas eleições. Podem ficar certos de que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19”, declarou o presidente, responsabilizando politicamente seus adversários pelas consequências da crise sanitária.

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Outro ponto do discurso foi o escândalo envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Lula associou seus opositores a pessoas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro e mencionou supostas irregularidades financeiras. “Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro”, afirmou. As declarações representam acusações políticas feitas pelo presidente e não significam, por si só, comprovação de envolvimento de Flávio Bolsonaro nos fatos investigados.

Aproveitando a presença no Distrito Federal, Lula também pediu apoio à candidatura de Leandro Grass (PT) ao governo local. O presidente destacou que pretende ampliar sua participação nas redes sociais e intensificar o contato direto com a população durante as próximas semanas. Em tom descontraído, afirmou que está se transformando no “rei das selfies” e prometeu participar de debates na televisão e na internet para apresentar suas propostas e confrontar o projeto político do adversário.

Na parte final do pronunciamento, Lula colocou a defesa da soberania brasileira no centro de sua mensagem eleitoral. O presidente afirmou que sua campanha representa aqueles que valorizam a bandeira nacional e defendem que as riquezas do país permaneçam sob controle dos brasileiros. Ao criticar o que considera uma postura de submissão aos interesses dos Estados Unidos por parte de seus adversários, encerrou com uma declaração enfática: “O Brasil e as riquezas do Brasil são do povo brasileiro! E aqui ninguém tasca!”. A fala reforçou a estratégia de apresentar o segundo turno como uma disputa entre diferentes projetos para o futuro do Brasil.

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Suspeita de manobra para prejudicar Lula no 2º turno leva advogados a pedir investigação sobre Vorcaro e aliados de Flávio Bolsonaro

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Juristas querem que a PF investigue possível articulação para divulgar acusações contra Lula – Foto: Ton Molina/ Agência Senado | Brasil247/ DALL-E

Uma possível operação política envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e pessoas ligadas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) passou a ser alvo de um pedido de investigação apresentado à Polícia Federal. A iniciativa partiu dos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, que protocolaram, nesta quinta-feira (8), uma notícia de fato apontando suspeitas de uma articulação destinada a atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

A preocupação dos juristas está relacionada à possível divulgação de declarações de Vorcaro contendo acusações contra integrantes do governo federal e adversários políticos do candidato do PL. Informações publicadas pela Folha de S.Paulo indicam que representantes do empresário procuraram emissoras de televisão para negociar uma entrevista exclusiva. Segundo a reportagem, a TV Globo foi procurada, enquanto a Record também teria manifestado interesse na exibição do conteúdo.

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Outro elemento mencionado na representação é a suposta existência de um HD com depoimentos gravados por Vorcaro, que teria sido entregue a terceiros fora dos procedimentos oficiais de investigação. Os advogados suspeitam que o material possa conter acusações sem sustentação probatória contra autoridades federais, com potencial de provocar repercussão política poucos dias antes da votação. A existência de uma estratégia eleitoral coordenada, entretanto, ainda depende de apuração.

A representação também recupera informações sobre supostas relações financeiras entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Entre os episódios citados estão negociações envolvendo aproximadamente R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, dos quais cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados. Os advogados mencionam ainda suspeitas relacionadas ao possível financiamento de atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, assunto que, segundo o documento, já estaria sob investigação.

Na avaliação dos representantes do Grupo Prerrogativas, a movimentação atribuída a interlocutores de Vorcaro poderia ter objetivos que ultrapassam a disputa eleitoral. Uma das hipóteses apresentadas é a tentativa de reduzir a atenção pública sobre as investigações do Banco Master, ao mesmo tempo em que eventuais denúncias contra integrantes do governo Lula poderiam provocar desgaste político. Os juristas também questionam a possibilidade de acusações não aceitas em propostas de colaboração premiada serem divulgadas diretamente pela imprensa, sem a necessária verificação das provas.

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Diante da proximidade do segundo turno, os advogados solicitam prioridade na análise da representação e pedem que sejam identificados os responsáveis pela produção e circulação das gravações, além de eventuais vínculos entre os intermediários de Vorcaro e a campanha de Flávio Bolsonaro. Também requerem que informações relevantes sejam encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral Eleitoral. O pedido ressalta a necessidade de preservar o sigilo das fontes jornalísticas e a liberdade de imprensa. Até o momento, as suspeitas relatadas não comprovam participação da campanha do candidato do PL em qualquer operação irregular.

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