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Lula chega à véspera da eleição na liderança, abre mais de 5 pontos sobre Flávio Bolsonaro e mantém vantagem na disputa presidencial, aponta CNT/MDA

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Levantamento divulgado neste sábado mostra os dois candidatos separados por 5,1 pontos percentuais – Foto:  Ricardo Stuckert/ Carlos Moura/ Agência Senado

A última rodada da Pesquisa CNT/MDA antes do primeiro turno das eleições de 2026 aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43,1% das intenções de voto para presidente, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 38%. O levantamento foi divulgado neste sábado (3), a um dia da votação.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Augusto Cury aparece com 3,2%, seguido por Ronaldo Caiado, com 3%, Renan Santos, com 1,5%, e Romeu Zema, com 0,8%. Os demais candidatos somam 0,5%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 4,7% não indicaram candidato.

Quando são considerados apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, Lula registra 47,8%, contra 42,1% de Flávio Bolsonaro. Dessa forma, segundo o levantamento, nenhum dos dois alcança os mais de 50% dos votos válidos necessários para uma vitória no primeiro turno.

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A CNT/MDA também apresentou simulações para um eventual segundo turno. No confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47,3%, enquanto o senador registra 43,1%. Outros 7,6% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 1,9% não souberam ou preferiram não responder.

Nos demais cenários testados, Lula registra 46,8% contra 37,9% de Augusto Cury; 47% diante de 37,3% de Ronaldo Caiado; 48,1% contra 34,3% de Renan Santos; e 49,2% diante dos 34,2% atribuídos a Romeu Zema.

Além das intenções de voto, o levantamento avaliou a percepção dos entrevistados sobre o governo federal. Segundo os números apresentados, 35,3% classificam a administração Lula de forma positiva, 22,7% consideram regular e 41,1% avaliam negativamente. Sobre o desempenho pessoal do presidente, 47,4% afirmam aprovar sua atuação, enquanto 49,2% desaprovam.

Outro dado da pesquisa trata do grau de decisão do eleitorado na reta final da campanha. Ao todo, 87,6% dos entrevistados afirmaram que a escolha para presidente já é definitiva, enquanto 12,4% disseram que ainda existe possibilidade de mudar o voto antes da eleição.

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A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre 30 de setembro e 2 de outubro. Foram ouvidos 2.007 eleitores em todo o país, com entrevistas presenciais. A margem de erro informada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04756/2026.

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Acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, segue sob análise no Supremo Tribunal Federal

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Caso surgiu durante a CPMI do INSS, foi levado à Polícia Federal e chegou ao Supremo – Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha

A poucos dias da eleição presidencial, uma grave acusação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), permanece como um dos episódios controversos de sua trajetória recente. Gaspar foi acusado por parlamentares de possível estupro de vulnerável, suspeita que ele rejeita de forma categórica e que ainda depende de esclarecimento pelas autoridades competentes.

O episódio ganhou repercussão em 27 de março, durante os momentos finais da CPMI do INSS. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke levaram o caso à Polícia Federal por meio de uma notícia de fato. A comunicação tratava de informações sobre um possível estupro de vulnerável e suposta tentativa de ocultação do episódio. Reportagem publicada na ocasião ressaltou que o documento apresentado pelos parlamentares não continha provas conclusivas da acusação.

Gaspar reagiu duramente às declarações e negou qualquer envolvimento no suposto crime. Posteriormente, o parlamentar apresentou material genético com o objetivo de contestar a suspeita de que teria mantido relação sexual e tido uma filha com uma adolescente que teria 13 anos à época dos fatos. O deputado sustenta que houve uma confusão de identidade envolvendo um parente.

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A disputa entre os parlamentares também chegou ao Supremo Tribunal Federal. Documento do STF registra que Gaspar apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya, atribuindo aos dois, em tese, crimes de calúnia e injúria. Na petição, a defesa do deputado relata que ele teria sido chamado de “estuprador” durante os trabalhos da CPMI e que posteriormente os parlamentares teriam feito declarações à imprensa imputando a ele o crime de estupro de vulnerável.

Paralelamente, a acusação passou a ser analisada pelas autoridades. Em agosto, a Procuradoria-Geral da República pediu novas diligências relacionadas ao caso. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, havia pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito, ainda dependente de decisão do ministro Gilmar Mendes. Gaspar entregou material genético e manteve sua posição de que a acusação é falsa.

Gilmar Mendes também determinou que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentassem informações que pudessem auxiliar na apuração, incluindo elementos relacionados às mensagens anexadas ao procedimento e registros de chamadas telefônicas. O ministro é responsável pela análise do caso no Supremo.

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A controvérsia voltou aos holofotes depois que Gaspar foi escolhido para integrar a chapa presidencial do PL. Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente o deputado alagoano como candidato a vice em 5 de agosto. Enquanto reportagem da Folha de S.Paulo informou que a definição ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Gaspar havia sido escolhido por Flávio e Rogério Marinho meses antes.

Com a eleição presidencial na reta final, o caso continua cercado por versões conflitantes. De um lado, Lindbergh e Soraya levaram a suspeita às autoridades; de outro, Alfredo Gaspar nega categoricamente qualquer crime e adotou medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações. Até que as apurações sejam concluídas pelas autoridades competentes, a imputação contra o candidato a vice permanece uma acusação, e não uma constatação de culpa. As Informações e do Portal Brasil 247

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