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Acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, segue sob análise no Supremo Tribunal Federal
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Caso surgiu durante a CPMI do INSS, foi levado à Polícia Federal e chegou ao Supremo – Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha
A poucos dias da eleição presidencial, uma grave acusação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), permanece como um dos episódios controversos de sua trajetória recente. Gaspar foi acusado por parlamentares de possível estupro de vulnerável, suspeita que ele rejeita de forma categórica e que ainda depende de esclarecimento pelas autoridades competentes.
O episódio ganhou repercussão em 27 de março, durante os momentos finais da CPMI do INSS. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke levaram o caso à Polícia Federal por meio de uma notícia de fato. A comunicação tratava de informações sobre um possível estupro de vulnerável e suposta tentativa de ocultação do episódio. Reportagem publicada na ocasião ressaltou que o documento apresentado pelos parlamentares não continha provas conclusivas da acusação.
Gaspar reagiu duramente às declarações e negou qualquer envolvimento no suposto crime. Posteriormente, o parlamentar apresentou material genético com o objetivo de contestar a suspeita de que teria mantido relação sexual e tido uma filha com uma adolescente que teria 13 anos à época dos fatos. O deputado sustenta que houve uma confusão de identidade envolvendo um parente.
A disputa entre os parlamentares também chegou ao Supremo Tribunal Federal. Documento do STF registra que Gaspar apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya, atribuindo aos dois, em tese, crimes de calúnia e injúria. Na petição, a defesa do deputado relata que ele teria sido chamado de “estuprador” durante os trabalhos da CPMI e que posteriormente os parlamentares teriam feito declarações à imprensa imputando a ele o crime de estupro de vulnerável.
Paralelamente, a acusação passou a ser analisada pelas autoridades. Em agosto, a Procuradoria-Geral da República pediu novas diligências relacionadas ao caso. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, havia pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito, ainda dependente de decisão do ministro Gilmar Mendes. Gaspar entregou material genético e manteve sua posição de que a acusação é falsa.
Gilmar Mendes também determinou que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentassem informações que pudessem auxiliar na apuração, incluindo elementos relacionados às mensagens anexadas ao procedimento e registros de chamadas telefônicas. O ministro é responsável pela análise do caso no Supremo.
A controvérsia voltou aos holofotes depois que Gaspar foi escolhido para integrar a chapa presidencial do PL. Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente o deputado alagoano como candidato a vice em 5 de agosto. Enquanto reportagem da Folha de S.Paulo informou que a definição ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Gaspar havia sido escolhido por Flávio e Rogério Marinho meses antes.
Com a eleição presidencial na reta final, o caso continua cercado por versões conflitantes. De um lado, Lindbergh e Soraya levaram a suspeita às autoridades; de outro, Alfredo Gaspar nega categoricamente qualquer crime e adotou medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações. Até que as apurações sejam concluídas pelas autoridades competentes, a imputação contra o candidato a vice permanece uma acusação, e não uma constatação de culpa. As Informações e do Portal Brasil 247
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“Eu gosto do povo, eu gosto de gente”: Presidente Lula relembra origem pobre e diz que trajetória moldou sua forma de governar
Presidente associou sua história de vida às políticas voltadas aos mais pobres e falou sobre distribuição de renda, educação e endividamento – Foto: Ricardo Stuckert
Na reta final da campanha presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou sua participação no Flow Podcast para relacionar sua trajetória pessoal às políticas que defende para o país. Durante a conversa com Igor Coelho, o Igor 3K, na noite de quinta-feira (1º), Lula afirmou que sua ligação com as camadas populares é um dos elementos que explicam sua permanência na política. “Eu gosto do povo. Eu gosto de gente”, declarou.
A entrevista ocorreu a poucos dias do primeiro turno e no mesmo horário em que estava previsto o último debate presidencial da TV Globo, posteriormente cancelado. A transmissão do Flow alcançou aproximadamente 1,65 milhão de espectadores simultâneos, segundo acompanhamento divulgado após o programa, colocando o presidente diante de uma das maiores audiências digitais desta reta final da eleição.
Ao falar sobre sua história, Lula relembrou as dificuldades enfrentadas antes de chegar à Presidência e afirmou que experiências como pobreza e fome influenciaram sua visão sobre o papel do Estado. O presidente disse considerar que possui uma responsabilidade especial com a população de baixa renda e defendeu políticas públicas capazes de ampliar o acesso a educação, emprego, renda e oportunidades.
Lula também relacionou sua candidatura à disputa contra o campo político bolsonarista e declarou que pretende impedir o retorno da extrema direita ao comando do país. Segundo o presidente, sua permanência na política está ligada, entre outros fatores, ao enfrentamento desse grupo. Ao tratar de sua conduta na vida pública, ele também afirmou que nunca admitiu pagamento de propina e desafiou pessoas que conviveram com ele a apontarem situação em que tivesse aceitado vantagem ilícita.
Outro ponto destacado foi a ampliação do acesso de brasileiros pobres às universidades e às políticas destinadas às populações negra, indígena e quilombola. Lula argumentou que mudanças sociais promovidas durante governos petistas atingiram estruturas historicamente desiguais e, em sua avaliação, também provocaram resistência de setores contrários às políticas de inclusão.
Na economia, o presidente voltou a defender a distribuição de renda como instrumento para estimular o mercado interno. Lula resumiu seu argumento com a frase “muito dinheiro na mão de poucos é pobreza; pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”. Segundo ele, trabalhadores com maior renda aumentam o consumo, movimentam o comércio e geram novas encomendas para a indústria, criando condições para investimentos, produção e abertura de empregos.
Lula também abordou o endividamento dos brasileiros e criticou a combinação entre juros elevados e concessão de crédito sem avaliação adequada da capacidade de pagamento do consumidor. O presidente defendeu regras mais responsáveis para cartões e limites de crédito, afirmando que o acesso ao sistema financeiro não pode acabar transformando famílias endividadas em reféns de compromissos que não conseguem pagar.
Ao longo da entrevista, Lula ainda tratou de iniciativas para renegociação de dívidas e recuperação do poder de compra da população. Ao reunir temas como pobreza, educação, distribuição de renda, inclusão social e crédito, o presidente procurou apresentar sua experiência pessoal como parte da explicação para as políticas que defende. A frase “eu gosto do povo, eu gosto de gente” acabou sintetizando a mensagem adotada por Lula durante a conversa no Flow às vésperas da votação.
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