Polícia
Polícia Federal acompanha caso de símbolos nazistas encontrados em banheiros da UFPB, em João Pessoa
Polícia
Universidade repudia manifestações de apologia ao nazismo, promete adotar providências – Foto: Reprodução
A presença de símbolos associados ao nazismo nas dependências da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, provocou preocupação na comunidade acadêmica e chamou a atenção da Polícia Federal. A corporação confirmou que acompanha o episódio envolvendo desenhos de suásticas encontrados em banheiros da instituição, levantando questionamentos sobre a autoria e as circunstâncias das manifestações.
As inscrições foram identificadas na sexta-feira (9), em instalações do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). Registros fotográficos mostram símbolos pintados em diferentes superfícies, utilizando as cores vermelha e branca. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis suspeitos ou sobre como os desenhos foram feitos.
Diante da gravidade do episódio, a administração da UFPB se posicionou publicamente contra a utilização de símbolos ligados ao regime nazista. A instituição destacou que o ambiente universitário deve garantir a liberdade de pensamento e o respeito às diferenças, mas ressaltou que manifestações relacionadas à exaltação de ideologias responsáveis por perseguições e extermínios não podem ser confundidas com o exercício legítimo da liberdade de expressão.
A Polícia Federal informou que eventuais procedimentos de levantamento de informações serão mantidos sob sigilo, sem apresentar detalhes sobre possíveis diligências. A universidade, por sua vez, assegurou que tomará as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido e reforçou seu compromisso com a proteção de estudantes, professores, servidores e demais trabalhadores, independentemente de religião, raça, orientação sexual ou identidade.
O episódio também chama a atenção para a necessidade de combater manifestações de ódio em instituições de ensino. No Brasil, a Lei nº 7.716/1989 criminaliza a divulgação de símbolos nazistas quando utilizados para fins de divulgação do nazismo. A identificação dos responsáveis e a apuração das circunstâncias serão fundamentais para determinar eventuais responsabilidades criminais. Enquanto isso, a UFPB reafirma que o espaço acadêmico deve permanecer comprometido com a diversidade, a convivência democrática e o respeito aos direitos humanos.
Polícia
Ossada encontrada em mata de João Pessoa pode ser de policial militar desaparecido desde fevereiro
Polícia Civil da Paraíba investiga possível ligação entre os restos mortais e o desaparecimento do cabo José César – Foto: TV Cabo Branco
A descoberta de uma ossada na Mata do Buraquinho, em João Pessoa, capital da Paraíba abriu uma nova linha de investigação sobre o desaparecimento do cabo da Polícia Militar José César, que não é visto desde fevereiro deste ano. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de os restos mortais pertencerem ao militar, mas a confirmação depende dos resultados dos exames periciais.
O material encontrado foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC), responsável pelos procedimentos de identificação. Segundo a diretora-geral do órgão, Raquel Azevêdo, os especialistas estão realizando análises antropológicas e exames de DNA para determinar a identidade da vítima. Até o momento, não existe confirmação oficial de que a ossada seja do policial desaparecido.
Como parte do trabalho de identificação, investigadores entraram em contato com familiares do cabo José César, que residem em Pernambuco. A intenção é recolher amostras genéticas para comparação com o material encontrado na área de mata. O procedimento poderá esclarecer se existe relação entre a ossada e o desaparecimento do militar.
José César desapareceu na madrugada de 12 de fevereiro, depois de deixar sua residência em João Pessoa. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido. O caso passou a integrar uma investigação mais ampla da Polícia Civil sobre a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em assassinatos e outros episódios de violência na capital paraibana.
Deflagrada na quarta-feira (7), a Operação Carrasco apura 12 homicídios supostamente relacionados a integrantes de um grupo criminoso. Entre os episódios investigados está o desaparecimento do policial militar. Conforme informações apresentadas pela Polícia Civil, José César enfrentava problemas de dependência química e dívidas, além de ter sido proibido de frequentar uma comunidade sob influência da organização.
De acordo com a versão apresentada por um delegado responsável pelas investigações, o cabo teria recebido anteriormente uma punição imposta por integrantes da facção. Mesmo proibido de retornar ao local, ele teria entrado novamente na comunidade no dia em que desapareceu. Os investigadores suspeitam que esse episódio possa estar relacionado ao seu desaparecimento. Entretanto, a hipótese ainda depende de comprovação, assim como a identidade da ossada encontrada na Mata do Buraquinho.
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