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Deputada Ana Elisa anuncia ação contra Nikolas Ferreira por divulgação falsa sobre fechamento de igrejas
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Ana Elisa também denuncia ameaças de morte, violência sexual e ataques racistas nas redes sociais – Foto: Gabriel Paiva/ PT na Câmara | Kayo Magalhães/ CdosD
A equipe da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) anunciou, nesta sexta-feira (9), que pretende recorrer à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A decisão ocorre após a circulação de uma imagem atribuída à petista, na qual ela supostamente defenderia o fechamento de igrejas. Segundo a assessoria da parlamentar eleita, o conteúdo foi fabricado e divulgado como se fosse uma publicação verdadeira feita por Ana Elisa em outubro de 2022.
De acordo com o comunicado divulgado pela equipe, Nikolas Ferreira compartilhou a imagem na quinta-feira (8), ampliando sua circulação nas redes sociais. A assessoria sustenta que a mensagem jamais foi escrita pela deputada e que não existe registro da publicação em seu perfil. Para esclarecer a origem do material, os representantes de Ana Elisa pretendem solicitar uma perícia técnica que possa identificar possíveis manipulações na imagem apresentada como prova.
Outro ponto destacado pela equipe é a idade da parlamentar na época em que a suposta publicação teria sido feita. Em outubro de 2022, Ana Elisa tinha apenas 17 anos. A assessoria considera que a utilização de uma mensagem atribuída à sua adolescência, especialmente durante o período eleitoral, exige apuração sobre a autenticidade do conteúdo e a responsabilidade daqueles que participaram de sua divulgação.
A iniciativa jurídica anunciada pela equipe deverá mencionar dispositivos do Código Eleitoral relacionados à divulgação de informações falsas e à violência política contra mulheres. Entre os artigos citados estão o 323, que trata da divulgação de fatos sabidamente inverídicos na propaganda eleitoral, e o 326-B, referente à violência política de gênero. A eventual configuração desses crimes dependerá da análise das autoridades competentes.
Além da controvérsia envolvendo a imagem, Ana Elisa denuncia ter se tornado alvo de uma sequência de ataques nas plataformas digitais. Segundo sua assessoria, as manifestações incluem ofensas racistas, montagens depreciativas e ameaças de estupro e assassinato. A equipe afirma que a situação se agravou depois que a parlamentar eleita intensificou sua participação nas atividades de campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Deputada desativa perfil após ameaças e anuncia continuidade de atuação política
Diante das ameaças relatadas, Ana Elisa decidiu suspender temporariamente suas atividades na rede social X, antigo Twitter. A medida foi apresentada por sua equipe como uma forma de preservar sua segurança enquanto são avaliadas providências legais. Apesar do afastamento da plataforma, a deputada eleita continuará participando das discussões políticas e das atividades eleitorais por meio de outros canais de comunicação.
O comunicado também aborda publicações antigas que a própria Ana Elisa reconhece ter escrito durante a adolescência. Segundo a assessoria, algumas dessas manifestações foram divulgadas sem o contexto original. A parlamentar eleita pediu desculpas a pessoas que possam ter se sentido ofendidas e afirmou que suas posições mudaram com o passar dos anos. Atualmente, aos 21 anos, ela se apresenta como católica praticante e defensora da liberdade religiosa, da democracia e da separação entre Estado e religião.
Ao concluir o posicionamento, a assessoria de Ana Elisa afirmou que buscará identificar os responsáveis pela divulgação do conteúdo contestado e pelas ameaças direcionadas à parlamentar eleita. O comunicado também recorda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante as eleições de 2022, envolvendo uma publicação de Nikolas Ferreira sobre um suposto fechamento de igrejas em um eventual governo Lula. Para a equipe, o episódio reforça a necessidade de investigação das acusações atuais. Até o momento, as alegações apresentadas constituem a versão da assessoria de Ana Elisa, e o texto fornecido não inclui manifestação de Nikolas Ferreira sobre o novo caso.
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Auditoria aponta suspeitas de R$ 400 milhões na Cedae Saúde e dívida de Cláudio Castro com plano médico
Levantamento relata pagamentos a empresas ligadas ao ex-presidente da entidade – Foto: Reprodução/ Facebook
Uma auditoria na Cedae Saúde, entidade responsável pela assistência médica de empregados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, apontou indícios de irregularidades financeiras que ultrapassam R$ 400 milhões. Contratado pelo governo estadual, o levantamento identificou operações suspeitas e a inclusão do ex-governador Cláudio Castro (PL) no plano de saúde, apesar de ele não possuir vínculo empregatício com a estatal. O relatório será encaminhado ao Ministério Público para avaliação e eventual aprofundamento das apurações.
Segundo a atual administração, Castro foi cadastrado como funcionário da Cedae e teve acesso à cobertura médica durante 547 dias, entre fevereiro de 2025 e agosto de 2026. A esposa e os dois filhos também foram inscritos como dependentes. A direção afirma que não houve pagamentos correspondentes ao benefício nesse período, o que resultou em uma dívida de aproximadamente R$ 141 mil e no cancelamento do plano em agosto. A análise de registros de dez anos não teria encontrado outros governadores atendidos nas mesmas condições.
Em sua manifestação, Castro declarou que a própria diretoria da companhia informou que ele poderia utilizar o serviço e providenciou sua carteirinha. O ex-governador afirmou que não recebeu boletos, cobranças mensais ou avisos de inadimplência enquanto esteve no plano. Segundo sua versão, a primeira notificação chegou pelos Correios cerca de uma semana antes da publicação da reportagem. Ele informou que quitará o valor cobrado e contestou o encerramento da cobertura sem comunicação prévia.
Outra frente da auditoria envolve R$ 95 milhões pagos a quatro empresas que, conforme os auditores, estariam relacionadas a Eric Frederik Gualberto, ex-presidente da Cedae Saúde. O levantamento aponta vínculos por meio de uma estrutura offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e possíveis favorecimentos na contratação de fornecedores. A constituição de uma offshore, isoladamente, não caracteriza ilegalidade; o questionamento recai sobre as relações identificadas e a aplicação dos recursos. O material fornecido não apresenta manifestação de Gualberto sobre os apontamentos.
Conduzido pela consultoria Grant Thornton, com acompanhamento do Gabinete de Segurança Institucional e da Cedae, o trabalho começou após a exoneração de Gualberto, em 23 de junho de 2026. Ao assumir a entidade, a nova gestão constatou a exclusão de arquivos contábeis e de informações sobre fornecedores referentes ao período de dezembro de 2023 a abril de 2026. Os dados foram recuperados, permitindo aos auditores reconstruir movimentações financeiras e examinar operações da administração anterior.
A diferença nos repasses mensais também passou a integrar a apuração. Conforme a atual direção, a Cedae transferia aproximadamente R$ 20 milhões por mês à entidade na gestão passada, enquanto o valor caiu para cerca de R$ 6 milhões após a mudança administrativa redução de aproximadamente 70%. A administração sustenta que os repasses anteriores superavam as necessidades de funcionamento. Essa comparação, contudo, não comprova por si só a ocorrência de desvios e deverá ser analisada junto aos demais registros.
Fundada em 1988, a Cedae Saúde atende aproximadamente 17 mil beneficiários, entre trabalhadores ativos, aposentados, pensionistas e dependentes. Além da assistência médica, a instituição atua em saúde ocupacional e segurança do trabalho, fornece medicamentos de uso contínuo e realiza exames admissionais e periódicos. Os indícios levantados pela auditoria colocam sob análise a gestão dos recursos destinados a esses serviços e as relações mantidas com fornecedores.
A fiscalização ocorreu no contexto do Decreto 50.254/2026, assinado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que determinou a revisão de contratos de órgãos e empresas públicas estaduais. Com o envio do relatório ao Ministério Público, caberá ao órgão avaliar a necessidade de novas diligências, apurar possíveis responsabilidades e examinar medidas para eventual recuperação de valores. Os apontamentos da auditoria constituem indícios que ainda dependerão de investigação para determinar a existência e a extensão de eventuais ilícitos. As informações e do jornal O Globo
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