Região Sudeste
Lindbergh reage a plano de Trump e diz que classificação de facções como terroristas ameaça soberania do Brasil
Região Sudeste
Deputado afirma que medida dos EUA pode abrir espaço para pressões econômicas, sanções e interferência em assuntos internos do país – Foto: Kayo Magalhães/ Agência Câmara
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) manifestou forte preocupação com a possibilidade de o governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, enquadrar organizações criminosas brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de grupos terroristas. Para o parlamentar, a iniciativa pode trazer consequências que vão além do combate ao crime organizado.
Segundo Lindbergh, a medida poderia ser utilizada como instrumento de pressão política e econômica contra o Brasil, atingindo setores estratégicos da economia nacional e criando mecanismos para interferência estrangeira em decisões internas do país. O deputado argumenta que o tema exige cautela e respeito à autonomia das instituições brasileiras.
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar destacou dados da área de inteligência da segurança pública do Rio de Janeiro para questionar a origem das armas que chegam às mãos das facções criminosas. De acordo com os números citados por ele, a maioria dos fuzis apreendidos no estado foi produzida fora do território brasileiro.
Lindbergh ressaltou que, em 2024, cerca de 95% dos fuzis apreendidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro teriam sido fabricados no exterior. Já em 2025, aproximadamente 60% das armas desse tipo recolhidas pelas forças de segurança fluminenses teriam origem nos Estados Unidos.
Com base nesses dados, o deputado questionou a responsabilidade internacional no combate ao tráfico de armamentos. Para ele, além de combater as organizações criminosas, é necessário investigar toda a cadeia envolvida na fabricação, comercialização, exportação e circulação ilegal de armas que abastecem grupos criminosos na América Latina.
O parlamentar defendeu a ampliação da cooperação entre países para rastrear armamentos, combater a lavagem de dinheiro e enfraquecer financeiramente as facções. No entanto, reforçou que qualquer ação internacional deve respeitar a soberania brasileira e rejeitou possíveis intervenções externas sob o argumento de combate ao crime organizado.
Região Sudeste
Benedita da Silva destaca união entre fé e políticas públicas no combate à violência contra as mulheres no Rio
Deputada participou de encontro com ministras, líderes religiosos e obreiros para fortalecer ações de acolhimento às mulheres – Foto: Assessoria
A deputada federal Benedita da Silva participou de um importante encontro em Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, voltado ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. O evento reuniu autoridades do governo federal, lideranças religiosas, pastores e obreiros em um diálogo sobre fé, cuidado e compromisso com a vida.
Durante a agenda, Benedita esteve ao lado da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, da ministra Esther Dweck, além do pastor João Nunes e representantes de diversas igrejas da região. O encontro teve como principal objetivo ampliar o debate sobre a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.
Em sua fala, a parlamentar ressaltou a importância da união entre a fé e as ações do poder público para garantir acolhimento e suporte às mulheres que enfrentam situações de violência, especialmente dentro do ambiente familiar. Segundo ela, muitas vítimas ainda sofrem em silêncio e necessitam de uma rede de apoio capaz de oferecer segurança e orientação.
Benedita destacou que sua trajetória como mulher negra, cristã e representante do povo brasileiro reforça sua convicção de que a fé deve estar associada à prática do cuidado, da solidariedade e da defesa da dignidade humana. Para a deputada, o papel das igrejas é fundamental na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.
A parlamentar também enfatizou que as comunidades religiosas possuem uma posição estratégica para identificar casos de violência, oferecer apoio emocional e encaminhar vítimas aos serviços de proteção existentes. Ela afirmou que a parceria entre instituições religiosas e órgãos públicos pode ampliar o alcance das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres.
Ao final do encontro, Benedita da Silva agradeceu a recepção do pastor João Nunes e a participação de todos os líderes religiosos presentes. A deputada reafirmou seu compromisso de continuar fortalecendo o diálogo e construindo pontes para que nenhuma mulher enfrente sozinha situações de violência, discriminação ou injustiça.
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