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“Estado que deveria proteger matou”: Deputado Reimont ataca gestão de Cláudio Castro após morte de médica
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Morte de médica no Rio gera revolta e críticas à política de segurança pública – Foto: Reprodução/ Câmara dos deputado
A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, no Rio de Janeiro, ganhou forte repercussão nacional após um duro pronunciamento do deputado federal Reimont na tribuna da Câmara dos Deputados. Em tom crítico, o parlamentar responsabilizou diretamente o governador Cláudio Castro (PL) pelo que classificou como “fracasso da política de segurança pública” no estado.
Durante sua fala, Reimont afirmou que a morte da médica não pode ser tratada como um caso isolado, mas sim como consequência de uma política marcada por falhas, despreparo e uso excessivo da força. Segundo ele, o atual modelo de segurança implementado no Rio tem colocado em risco a vida de cidadãos inocentes. “Não podemos aceitar que o Estado, que deveria proteger, seja responsável por interromper vidas”, declarou.
O deputado foi enfático ao dizer que há uma banalização da violência nas operações policiais e criticou a condução do governo estadual. Para ele, a gestão de Cláudio Castro tem falhado ao não garantir protocolos seguros e ao permitir ações que resultam em mortes evitáveis. “Segurança pública não pode ser sinônimo de violência descontrolada”, reforçou.
Cobrança por responsabilização e transparência
Reimont também cobrou rigor absoluto na investigação do caso e exigiu transparência por parte do governo do Rio de Janeiro. Segundo ele, é preciso identificar responsabilidades e garantir que episódios como esse não fiquem impunes.
O parlamentar destacou que o Estado precisa responder à sociedade e à família da vítima, que perdeu uma profissional dedicada à medicina e à vida. “É preciso responsabilização. Não podemos permitir que erros se repitam e sejam tratados como rotina”, afirmou.
A crítica se estende ao que ele considera uma ausência de controle efetivo sobre as ações policiais. Para o deputado, a falta de planejamento e supervisão tem contribuído para tragédias recorrentes no estado.
Quem era a médica morta no Rio
Andréa Marins Dias era cirurgiã oncológica com atuação no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e referência no tratamento de endometriose. Com quase 30 anos de experiência, construiu uma carreira dedicada à saúde da mulher e ao cuidado de pacientes com câncer.
Em registros pessoais, a médica demonstrava orgulho da profissão e da missão de ajudar mulheres. Em um vídeo publicado em 2024, afirmou: “Estou aqui para ajudar e tirar dúvidas. É um desafio cuidar da dor das mulheres”.
Além da atuação profissional, Andréa também compartilhava momentos de lazer e reflexões sobre a vida nas redes sociais, mostrando uma personalidade leve e humana fora do ambiente hospitalar.
Comoção e pressão por mudanças na segurança pública
A morte da médica gerou comoção entre colegas de profissão e entidades da área da saúde. O Conselho Regional de Medicina (CRM) pediu rigor na apuração do caso, enquanto a Unimed Nova Iguaçu manifestou solidariedade à família, amigos e pacientes.
O episódio reacende o debate sobre os rumos da segurança pública no Rio de Janeiro, especialmente diante de operações que frequentemente terminam em tragédias. Para Reimont, é urgente rever o modelo atual e adotar medidas que priorizem a vida e a proteção da população.
Família cobra justiça enquanto caso repercute nacionalmente
O corpo de Andréa Marins Dias será sepultado nesta terça-feira (17), no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Ela deixa os pais, idosos, e uma filha de 30 anos.
Enquanto a família enfrenta a dor da perda, cresce a pressão por respostas concretas das autoridades. O caso se transforma em mais um símbolo da crise na segurança pública do Rio de Janeiro e coloca o governador Cláudio Castro no centro das críticas.
A cobrança agora é clara: investigação rigorosa, responsabilização dos envolvidos e mudanças imediatas para evitar que novas vidas sejam perdidas.
Veja o vídeo:
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Lindbergh Farias diz que bolsonarismo “está desmoronando” após Lula abrir vantagem no Datafolha
Deputado afirma que eleitorado começou a reagir após denúncias ligadas ao filme “Dark Horse” – Foto: Kayo Magalhães/ CdosD/ Ricardo Stuckert/ Geraldo Magela/ Agência Senado
O deputado federal Lindbergh Farias afirmou nesta sexta-feira que o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais representa uma resposta do eleitorado brasileiro diante das polêmicas envolvendo aliados da extrema direita nas últimas semanas.
A declaração ocorreu após a divulgação de uma nova pesquisa do Datafolha, que aponta vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro em cenários de disputa presidencial. Segundo o parlamentar petista, o resultado mostra que parte da população começou a questionar narrativas espalhadas nas redes sociais e a relacionar recentes escândalos políticos ao grupo bolsonarista.
Em publicação feita na rede X, Lindbergh associou o crescimento de Lula ao caso envolvendo o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado destacou que o episódio ganhou repercussão após surgirem informações sobre negociações milionárias envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
De acordo com reportagens divulgadas pela imprensa nacional, o projeto cinematográfico teria recebido um financiamento estimado em R$ 134 milhões. Parte do valor já teria sido liberada durante as negociações. O caso passou a chamar atenção após investigações da Polícia Federal apontarem suspeitas de movimentações financeiras consideradas irregulares dentro do sistema bancário.
Lindbergh afirmou que o cenário político começa a mudar à medida que novas informações vêm sendo divulgadas. Segundo ele, o eleitorado estaria “ligando os pontos” diante das denúncias e dos desdobramentos envolvendo integrantes do grupo bolsonarista. O deputado ainda declarou que a vantagem de Lula nas pesquisas demonstra desgaste da oposição em meio às investigações.
Enquanto isso, Daniel Vorcaro segue no centro das apurações conduzidas pela Polícia Federal. O empresário é investigado em um suposto esquema de fraudes financeiras que teria movimentado bilhões de reais. Informações divulgadas pela imprensa apontam ainda que ele tenta negociar um acordo de colaboração premiada, mas a proposta inicial apresentada pela defesa teria sido rejeitada pelas autoridades federais.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também continua enfrentando forte pressão política e jurídica. Aliados avaliam que os recentes episódios podem impactar diretamente o cenário eleitoral de 2026, principalmente diante do crescimento de Lula nas pesquisas e da repercussão negativa envolvendo figuras próximas ao bolsonarismo.
A VERDADE TÁ VINDO À TONA!
Depois do escândalo do “Dark Horse”, o povo começou a ligar os pontos o resultado apareceu na pesquisa. Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro enquanto o castelo de mentiras deles vai desmoronando.
Quando a verdade aparece, o Brasil responde. E… pic.twitter.com/NPOaxCcCIr
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) May 22, 2026
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