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Eduardo Paes lidera disputa pelo governo do Rio com 43,9%, contra 32,6% de Douglas Ruas, aponta AtlasIntel

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Pesquisa mostra ex-prefeito com cerca de 44% das intenções de voto no primeiro turno – Foto: Ricardo Stuckert/ Planalto

Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança da disputa pelo governo do Rio de Janeiro nas simulações eleitorais divulgadas nesta quinta-feira (3) pela AtlasIntel. O ex-prefeito da capital fluminense alcança 43,6% das intenções de voto no cenário com Garotinho (Republicanos) e registra 43,9% quando o nome do ex-governador é retirado da disputa.

Douglas Ruas (PL) ocupa a segunda colocação nos dois cenários apresentados pelo instituto. Com Garotinho entre os candidatos, o deputado federal soma 27,6%, enquanto Paes mantém uma distância de 16 pontos percentuais. Na simulação sem o nome do Republicanos, Ruas avança para 32,6%, reduzindo a diferença para 11,3 pontos, mas ainda permanece atrás do pré-candidato do PSD.

No cenário mais amplo, Garotinho aparece na terceira posição, com 10,7%. Coronel Busnello (Missão) registra 5,6%, André Marinho (Novo) tem 4,3%, William Siri (PSol) soma 3,2%, Cyro Garcia (PSTU) aparece com 0,7% e Juliete (UP), com 0,2%. Os votos brancos e nulos representam 2,4%, enquanto 1,7% dos entrevistados não souberam indicar uma preferência.

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Quando Garotinho não participa da simulação, Paes praticamente mantém seu percentual, com 43,9%, enquanto Douglas Ruas cresce para 32,6%. Coronel Busnello aparece com 6,1%, William Siri chega a 5,1%, André Marinho registra 4,9%, Cyro Garcia tem 0,7% e Juliete soma 0,6%. Brancos e nulos chegam a 4,3%, e outros 1,7% permanecem indecisos.

A AtlasIntel também colocou frente a frente os dois primeiros colocados em uma hipótese de segundo turno. Nesse confronto, Paes aparece com 51,9% das intenções de voto, contra 38,2% de Douglas Ruas, diferença de 13,7 pontos percentuais. Outros 8,3% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 1,7% não souberam responder.

O levantamento ouviu 1.784 eleitores do estado do Rio de Janeiro entre os dias 26 e 31 de agosto de 2026, utilizando o método de recrutamento digital aleatório Atlas RDR. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos RJ-04067/2026 e BR-05901/2026.

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PF encontra mensagens de Cláudio Castro com dono da Refit e aponta possível tratamento privilegiado no Rio

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Conversas extraídas do celular do ex-governador mostram contatos diretos com Ricardo Magro Foto: Reprodução/ Acervo Pessoal/ TV Globo

Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro revelaram contatos frequentes com o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O conteúdo aparece nas investigações da Operação Sem Refino e, segundo a PF, indica que a relação entre o então chefe do Executivo fluminense e integrantes do grupo empresarial teria ultrapassado os contatos institucionais normalmente mantidos entre o poder público e representantes do setor privado.

Os diálogos foram mencionados em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou novas diligências, buscas e quebras de sigilo na investigação. Em uma das mensagens destacadas pelos investigadores, Castro escreveu a Magro: “Aqui você tem um amigo. Saiba disso”. Para a PF, o material aponta a existência de um canal direto entre o ex-governador, o empresário e pessoas que atuavam na defesa dos interesses da Refit.

A investigação também identificou conversas entre Castro e o advogado Marcos Joaquim Gonçalves Alves, apontado pela PF como ligado às demandas da empresa. Em uma das ocasiões, o advogado buscava viabilizar uma reunião relacionada à situação fiscal da refinaria. Castro teria respondido que poderia ajudar na articulação e escreveu: “Eu toco por aqui”. Os investigadores analisam se houve atuação pessoal do então governador para facilitar o andamento de assuntos administrativos de interesse do grupo.

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Outro ponto levantado pela Polícia Federal envolve uma viagem de Castro a Nova York. Conforme a investigação, Ricardo Magro teria participado da organização de um evento frequentado pelo então governador e atuado na recepção da comitiva durante a passagem pelos Estados Unidos. A PF afirma que a viagem teve patrocínio da Refit e sustenta que as mensagens encontradas posteriormente indicariam uma relação mais próxima entre os dois do que aquela descrita publicamente por Castro após a primeira fase da operação.

De acordo com os investigadores, o conteúdo do celular também mostra acompanhamento de pedidos apresentados pela Refit a órgãos estaduais, articulação de reuniões e consultas sobre a tramitação de processos. A apuração tenta determinar se integrantes do poder público favoreceram a companhia em questões administrativas, tributárias e ambientais. Entre os episódios analisados está a renovação, em 2024, da licença de operação e recuperação da refinaria, aprovada apesar de manifestações contrárias de representantes do Ibama e da Uerj.

As conclusões apresentadas pela Polícia Federal ainda fazem parte de uma investigação e não representam condenação de Cláudio Castro, Ricardo Magro ou dos demais envolvidos. Carlo Luchione, advogado do ex-governador, afirmou que a defesa ainda não teve acesso à íntegra dos dados retirados do telefone e informou que Castro está à disposição da PF para prestar esclarecimentos. A defesa também nega que o ex-governador tenha praticado qualquer ato ilícito. Ricardo Magro teve a prisão preventiva determinada na primeira fase da Operação Sem Refino e, conforme consta na investigação, está foragido e incluído na difusão vermelha da Interpol.

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Troca de mensagens de Castro e Magro obtidas pela Polícia Federal — Foto: Reprodução/TV Globo

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