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Popularidade do presidente argentino Javier Milei despenca e atinge pior nível desde o início do mandato
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Acordo com Trump e piora econômica ampliam queda de aprovação de Milei – Foto: Reprodução/ Facebook/ Javier Milei
A gestão do presidente argentino Javier Milei atravessa um momento de forte desgaste político e perda de apoio popular. Em meio a um cenário de agravamento econômico, aumento do desemprego e questionamentos sobre sua condução administrativa, a avaliação do governo atinge o pior patamar desde o início do mandato.
Dados recentes indicam uma queda significativa na aprovação do presidente, refletindo o descontentamento crescente da população com os rumos adotados pela atual gestão. A perda de apoio ocorre em um momento delicado, marcado por dificuldades econômicas que afetam diretamente o cotidiano dos argentinos.
Levantamento realizado pelo instituto AtlasIntel, divulgado pela Bloomberg, aponta que a aprovação de Milei caiu para 36,4% em março. O índice representa uma retração de cinco pontos percentuais em comparação ao mês anterior, evidenciando uma tendência de queda na confiança popular.
Ao mesmo tempo, a rejeição ao governo avançou de forma expressiva, atingindo quase 62%. O crescimento da desaprovação demonstra que a insatisfação não apenas aumentou, mas passou a se consolidar como um sentimento predominante entre os eleitores.
O cenário econômico tem sido um dos principais fatores por trás dessa deterioração. O aumento do desemprego e as dificuldades enfrentadas pela população reforçam a percepção de que as políticas adotadas pelo governo não têm produzido os resultados esperados.
Além das questões econômicas, a gestão também enfrenta críticas relacionadas a denúncias que envolvem sua administração, o que contribui para ampliar o desgaste político e alimentar dúvidas sobre a condução do governo.
Outro ponto que tem gerado repercussão negativa é o acordo comercial firmado com os Estados Unidos. A aproximação com o governo norte-americano tem sido alvo de críticas internas, especialmente entre setores que veem a medida como prejudicial aos interesses nacionais.
Como reflexo desse conjunto de fatores, Milei também perdeu espaço no ranking de imagem pública, sendo ultrapassado por adversários políticos. O dado sinaliza não apenas uma queda momentânea, mas um possível enfraquecimento de sua liderança no cenário político argentino.
O resultado das pesquisas indica que o governo enfrenta uma combinação de crise econômica, desgaste político e perda de confiança popular, fatores que colocam em xeque a sustentação de sua base de apoio.
Diante desse cenário, cresce a pressão sobre o presidente para apresentar respostas concretas e reverter a trajetória negativa de sua gestão, sob o risco de ver sua popularidade continuar em queda nos próximos meses.
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Tulsi Gabbard deixa comando da Inteligência dos EUA em meio a crise interna no governo Trump
Saída da diretora da Inteligência Nacional expõe desgaste político na Casa Branca e levanta disputa por sucessão no setor de segurança – Foto: Reprodução IA
A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou que deixará oficialmente o cargo no próximo dia 30 de junho, em uma decisão que abalou os bastidores do governo do presidente Donald Trump. A justificativa apresentada publicamente envolve o estado de saúde do marido da ex-parlamentar, diagnosticado com um raro câncer ósseo, mas fontes ligadas à Casa Branca apontam que a saída também teria sido motivada por conflitos internos e crescente desgaste político.
A confirmação da saída ocorreu após uma reunião no Salão Oval, onde Gabbard comunicou pessoalmente sua decisão ao presidente norte-americano. Em mensagem publicada nas redes sociais, ela agradeceu a Trump pela oportunidade de comandar o setor responsável por coordenar as 18 agências de inteligência dos Estados Unidos. Nos bastidores, porém, aliados do governo afirmam que a relação entre a diretora e integrantes da Casa Branca vinha se deteriorando há meses.
Trump anunciou que o atual vice-diretor da Inteligência Nacional, Aaron Lukas, assumirá interinamente a função até a escolha de um substituto definitivo. O presidente elogiou publicamente Gabbard e afirmou compreender a decisão da aliada de priorizar a família neste momento delicado. Apesar disso, informações divulgadas por fontes próximas ao governo indicam que a ex-diretora vinha perdendo espaço em discussões estratégicas envolvendo temas como Irã, Venezuela e Cuba.
Nos últimos meses, Tulsi Gabbard passou a enfrentar forte resistência dentro do próprio governo republicano. Trump chegou a demonstrar desconforto com posições consideradas “brandas” da então diretora em relação ao Irã, especialmente sobre as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano. Além disso, rumores sobre uma possível reformulação ministerial já indicavam que ela poderia ser retirada do cargo ainda neste ano.
A trajetória política de Gabbard também sempre gerou controvérsias em Washington. Ex-deputada democrata pelo Havaí, ela migrou para posições conservadoras nos últimos anos e acabou se aproximando de Trump durante a eleição presidencial de 2024. Sua atuação foi alvo de críticas tanto de democratas quanto de republicanos moderados, principalmente após declarações relacionadas à guerra da Ucrânia e ao encontro que manteve com o ex-presidente sírio Bashar al-Assad durante a guerra civil na Síria.
A saída de Tulsi Gabbard encerra um dos períodos mais turbulentos da Inteligência Nacional norte-americana desde a criação do órgão após os ataques de 11 de setembro. A mudança ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais e aprofunda as disputas internas no governo Trump sobre os rumos da política externa e da segurança dos Estados Unidos. Enquanto a Casa Branca busca um novo nome para o comando da inteligência, cresce em Washington a pressão para que o próximo diretor tenha perfil técnico e menos alinhamento político.
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