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Irã endurece discurso contra EUA e diz que não abrirá mão de direitos em meio à tensão no Oriente Médio
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Parlamento iraniano afirma que Teerã seguirá firme nas negociações mesmo com pressão internacional – Foto: IA
O governo do Irã voltou a adotar um discurso duro contra os Estados Unidos e afirmou que não pretende fazer concessões nas negociações relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Em meio à mediação conduzida pelo Paquistão, autoridades iranianas disseram que o país continuará defendendo seus interesses nacionais tanto no campo diplomático quanto militar.
A declaração foi feita neste sábado pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, durante reunião em Teerã com o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir. Segundo a televisão estatal iraniana, Qalibaf afirmou que Washington não demonstra confiança suficiente para garantir um acordo duradouro e acusou os norte-americanos de agir sem honestidade nas tratativas.
As negociações acontecem após semanas de confrontos que aumentaram a instabilidade na região e afetaram diretamente o transporte marítimo internacional. O fechamento parcial do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo, elevou a preocupação de mercados globais e ampliou o temor de uma nova crise energética internacional.
Durante a visita diplomática, Asim Munir também se reuniu com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. As conversas envolveram uma proposta iraniana de 14 pontos apresentada como base para futuras negociações e para a tentativa de reduzir as tensões entre Teerã e Washington.
Mesmo com um cessar-fogo considerado frágil, o clima segue tenso. Autoridades iranianas afirmaram que o país reconstruiu parte de sua capacidade militar durante a pausa nos confrontos e alertaram que qualquer retomada da guerra poderá provocar consequências ainda mais severas. Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel continuam pressionando para limitar os programas nucleares e militares iranianos, tema que permanece no centro das divergências entre os dois lados.
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Tulsi Gabbard deixa comando da Inteligência dos EUA em meio a crise interna no governo Trump
Saída da diretora da Inteligência Nacional expõe desgaste político na Casa Branca e levanta disputa por sucessão no setor de segurança – Foto: Reprodução IA
A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, anunciou que deixará oficialmente o cargo no próximo dia 30 de junho, em uma decisão que abalou os bastidores do governo do presidente Donald Trump. A justificativa apresentada publicamente envolve o estado de saúde do marido da ex-parlamentar, diagnosticado com um raro câncer ósseo, mas fontes ligadas à Casa Branca apontam que a saída também teria sido motivada por conflitos internos e crescente desgaste político.
A confirmação da saída ocorreu após uma reunião no Salão Oval, onde Gabbard comunicou pessoalmente sua decisão ao presidente norte-americano. Em mensagem publicada nas redes sociais, ela agradeceu a Trump pela oportunidade de comandar o setor responsável por coordenar as 18 agências de inteligência dos Estados Unidos. Nos bastidores, porém, aliados do governo afirmam que a relação entre a diretora e integrantes da Casa Branca vinha se deteriorando há meses.
Trump anunciou que o atual vice-diretor da Inteligência Nacional, Aaron Lukas, assumirá interinamente a função até a escolha de um substituto definitivo. O presidente elogiou publicamente Gabbard e afirmou compreender a decisão da aliada de priorizar a família neste momento delicado. Apesar disso, informações divulgadas por fontes próximas ao governo indicam que a ex-diretora vinha perdendo espaço em discussões estratégicas envolvendo temas como Irã, Venezuela e Cuba.
Nos últimos meses, Tulsi Gabbard passou a enfrentar forte resistência dentro do próprio governo republicano. Trump chegou a demonstrar desconforto com posições consideradas “brandas” da então diretora em relação ao Irã, especialmente sobre as tensões envolvendo o programa nuclear iraniano. Além disso, rumores sobre uma possível reformulação ministerial já indicavam que ela poderia ser retirada do cargo ainda neste ano.
A trajetória política de Gabbard também sempre gerou controvérsias em Washington. Ex-deputada democrata pelo Havaí, ela migrou para posições conservadoras nos últimos anos e acabou se aproximando de Trump durante a eleição presidencial de 2024. Sua atuação foi alvo de críticas tanto de democratas quanto de republicanos moderados, principalmente após declarações relacionadas à guerra da Ucrânia e ao encontro que manteve com o ex-presidente sírio Bashar al-Assad durante a guerra civil na Síria.
A saída de Tulsi Gabbard encerra um dos períodos mais turbulentos da Inteligência Nacional norte-americana desde a criação do órgão após os ataques de 11 de setembro. A mudança ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais e aprofunda as disputas internas no governo Trump sobre os rumos da política externa e da segurança dos Estados Unidos. Enquanto a Casa Branca busca um novo nome para o comando da inteligência, cresce em Washington a pressão para que o próximo diretor tenha perfil técnico e menos alinhamento político.
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