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TRE-SP libera caminhada de Lula e Fernando Haddad na Avenida Paulista após gestão de Ricardo Nunes tentar impedir mobilização

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Justiça Eleitoral derrubou impedimento ao ato, véspera do primeiro turno, mas determinou que manifestação não bloqueie o trânsito de veículos – Foto: Ricardo Stuckert

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a realização da caminhada de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato ao governo paulista Fernando Haddad, marcada para este sábado (3), na região da Avenida Paulista. A decisão ocorre após um impasse envolvendo a Prefeitura de São Paulo sobre a realização do evento na véspera do primeiro turno das eleições de 2026. As regras eleitorais permitem caminhadas, carreatas e passeatas até as 22h do sábado anterior à votação.

A decisão suspendeu o efeito do ofício municipal que havia sido utilizado para impedir a mobilização. A controvérsia começou depois que a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) sustentou que a Avenida Paulista deveria permanecer desimpedida por causa da operação logística da Justiça Eleitoral. O PT contestou a interpretação, afirmando que a determinação relacionada à liberação da via para veículos se referia ao domingo da eleição. Reportagens publicadas antes da decisão também apontaram essa divergência sobre o alcance da determinação do TRE-SP.

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Na decisão provisória, a juíza Maria Claudia Bedotti considerou que a administração municipal não possui poder de polícia sobre a propaganda eleitoral para submeter previamente a realização de um ato de campanha à sua autorização. A liberação, entretanto, veio acompanhada de condições para compatibilizar a manifestação política com a circulação na região e com os trabalhos preparatórios para a votação.

Pela determinação judicial, os participantes não poderão bloquear o leito destinado aos veículos. A concentração, o deslocamento e a dispersão deverão preservar o fluxo nas vias do percurso, principalmente na Avenida Paulista e na Rua Augusta. A medida busca manter passagem suficiente para servidores, equipamentos e outros recursos utilizados pela Justiça Eleitoral na preparação do primeiro turno.

A programação informada para o ato prevê concentração pela manhã na região da Paulista e deslocamento pela Rua Augusta em direção ao Centro, com encerramento na Praça Franklin Roosevelt. A mobilização integra a reta final das campanhas de Lula e Haddad antes da votação de domingo (4). A caminhada já vinha sendo anunciada pelas campanhas para o sábado anterior ao primeiro turno.

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Antes do desfecho judicial, a gestão Ricardo Nunes havia alegado preocupação com possíveis impactos sobre a logística eleitoral e com a necessidade de manter a circulação na região. O prefeito também criticou a escolha do local e declarou que os organizadores deveriam buscar uma alternativa que não prejudicasse o trânsito. O PT, por outro lado, acusou a administração municipal de criar obstáculos ao evento e informou que recorreria às medidas jurídicas necessárias para assegurar a realização da caminhada.

Com a liberação, caberá ao poder público organizar as medidas de trânsito e segurança necessárias para permitir a realização do ato sem comprometer as atividades eleitorais. O calendário divulgado pelo próprio TRE-SP estabelece que, no primeiro turno, a distribuição de material gráfico e a realização de caminhadas, carreatas e passeatas podem ocorrer até as 22h de sábado, 3 de outubro. O primeiro turno das eleições gerais de 2026 será realizado no domingo, dia 4.

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Acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, segue sob análise no Supremo Tribunal Federal

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Caso surgiu durante a CPMI do INSS, foi levado à Polícia Federal e chegou ao Supremo – Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha

A poucos dias da eleição presidencial, uma grave acusação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), permanece como um dos episódios controversos de sua trajetória recente. Gaspar foi acusado por parlamentares de possível estupro de vulnerável, suspeita que ele rejeita de forma categórica e que ainda depende de esclarecimento pelas autoridades competentes.

O episódio ganhou repercussão em 27 de março, durante os momentos finais da CPMI do INSS. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke levaram o caso à Polícia Federal por meio de uma notícia de fato. A comunicação tratava de informações sobre um possível estupro de vulnerável e suposta tentativa de ocultação do episódio. Reportagem publicada na ocasião ressaltou que o documento apresentado pelos parlamentares não continha provas conclusivas da acusação.

Gaspar reagiu duramente às declarações e negou qualquer envolvimento no suposto crime. Posteriormente, o parlamentar apresentou material genético com o objetivo de contestar a suspeita de que teria mantido relação sexual e tido uma filha com uma adolescente que teria 13 anos à época dos fatos. O deputado sustenta que houve uma confusão de identidade envolvendo um parente.

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A disputa entre os parlamentares também chegou ao Supremo Tribunal Federal. Documento do STF registra que Gaspar apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya, atribuindo aos dois, em tese, crimes de calúnia e injúria. Na petição, a defesa do deputado relata que ele teria sido chamado de “estuprador” durante os trabalhos da CPMI e que posteriormente os parlamentares teriam feito declarações à imprensa imputando a ele o crime de estupro de vulnerável.

Paralelamente, a acusação passou a ser analisada pelas autoridades. Em agosto, a Procuradoria-Geral da República pediu novas diligências relacionadas ao caso. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, havia pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito, ainda dependente de decisão do ministro Gilmar Mendes. Gaspar entregou material genético e manteve sua posição de que a acusação é falsa.

Gilmar Mendes também determinou que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentassem informações que pudessem auxiliar na apuração, incluindo elementos relacionados às mensagens anexadas ao procedimento e registros de chamadas telefônicas. O ministro é responsável pela análise do caso no Supremo.

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A controvérsia voltou aos holofotes depois que Gaspar foi escolhido para integrar a chapa presidencial do PL. Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente o deputado alagoano como candidato a vice em 5 de agosto. Enquanto reportagem da Folha de S.Paulo informou que a definição ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Gaspar havia sido escolhido por Flávio e Rogério Marinho meses antes.

Com a eleição presidencial na reta final, o caso continua cercado por versões conflitantes. De um lado, Lindbergh e Soraya levaram a suspeita às autoridades; de outro, Alfredo Gaspar nega categoricamente qualquer crime e adotou medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações. Até que as apurações sejam concluídas pelas autoridades competentes, a imputação contra o candidato a vice permanece uma acusação, e não uma constatação de culpa. As Informações e do Portal Brasil 247

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