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Após polêmica sobre cartões de crédito, presidente Lula diz que adversários defendem bilionários e promete enfrentar juros abusivos
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Presidente esclareceu que brasileiros poderão ter quantos cartões quiserem e afirmou que pretende combater o envio sem solicitação e os juros elevados – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao debate sobre o cartão de crédito após a repercussão de uma declaração dada no dia anterior sobre a possibilidade de restringir a concessão de mais de um cartão por consumidor. Desta vez, Lula afirmou que não pretende limitar a quantidade de cartões que cada brasileiro pode possuir e direcionou as críticas aos juros cobrados e às práticas das instituições financeiras.
Na quinta-feira (1º), durante entrevista ao Flow Podcast, Lula havia afirmado que o governo discutia com o Banco Central uma maneira de impedir bancos de concederem mais de um cartão de crédito por pessoa. A declaração ganhou repercussão política e foi criticada por adversários do presidente.
Nesta sexta, Lula mudou o foco da proposta e afirmou expressamente que cada consumidor deve continuar livre para possuir quantos cartões desejar. Segundo o presidente, o problema que pretende enfrentar está na oferta de crédito sem solicitação do cliente e, principalmente, nas altas taxas cobradas de quem entra no rotativo.
Ao responder às críticas, Lula afirmou que seus adversários passaram a defender os “bilionários donos de operadoras” depois que ele levantou a discussão sobre os custos do cartão de crédito. O presidente também reiterou que considera importante o acesso das famílias ao crédito, mas defendeu mudanças para evitar práticas que, na avaliação dele, contribuem para o endividamento.
Entre os políticos que reagiram à declaração inicial está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Nas redes sociais, o parlamentar criticou a possibilidade de restringir o número de cartões e relacionou o assunto à primeira-dama Janja da Silva e aos gastos públicos. A reação ocorreu antes do esclarecimento de Lula de que não pretende impedir consumidores de manter mais de um cartão.
A discussão acontece em um cenário de juros elevados. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que a taxa média do crédito rotativo para pessoas físicas atingiu 449,4% ao ano em agosto de 2026, depois de ficar em 436,2% no mês anterior. O rotativo é acionado quando o consumidor não consegue quitar integralmente a fatura até o vencimento.
Apesar da taxa anualizada elevada, desde janeiro de 2024 existe um limite para o crescimento dos encargos de uma dívida específica do cartão. Pela legislação, juros e custos financeiros do rotativo ou do parcelamento com juros não podem superar 100% do valor original não pago. Assim, uma dívida original de R$ 100 pode acumular, dentro dessa regra, no máximo outros R$ 100 em juros e encargos abrangidos pelo teto.
Na entrevista que deu origem à controvérsia, Lula citou o caso de uma família que, segundo seu relato, teria acumulado uma dívida de R$ 80 mil depois de receber sucessivos cartões. O presidente usou o episódio para defender uma revisão das práticas de concessão de crédito e afirmou que o tema vinha sendo discutido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Com o esclarecimento desta sexta-feira, o debate deixa de estar centrado em um eventual limite de cartões por pessoa e passa, segundo a posição apresentada por Lula, para dois pontos: impedir a oferta de cartões sem solicitação dos clientes e buscar formas de enfrentar os juros elevados. A declaração inicial sobre limitar cartões, entretanto, foi efetivamente feita pelo presidente na quinta-feira e está registrada em diferentes veículos de imprensa.
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Acusação de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro, segue sob análise no Supremo Tribunal Federal
Caso surgiu durante a CPMI do INSS, foi levado à Polícia Federal e chegou ao Supremo – Foto: Vittor Sales/ Divulgação Campanha
A poucos dias da eleição presidencial, uma grave acusação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), permanece como um dos episódios controversos de sua trajetória recente. Gaspar foi acusado por parlamentares de possível estupro de vulnerável, suspeita que ele rejeita de forma categórica e que ainda depende de esclarecimento pelas autoridades competentes.
O episódio ganhou repercussão em 27 de março, durante os momentos finais da CPMI do INSS. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke levaram o caso à Polícia Federal por meio de uma notícia de fato. A comunicação tratava de informações sobre um possível estupro de vulnerável e suposta tentativa de ocultação do episódio. Reportagem publicada na ocasião ressaltou que o documento apresentado pelos parlamentares não continha provas conclusivas da acusação.
Gaspar reagiu duramente às declarações e negou qualquer envolvimento no suposto crime. Posteriormente, o parlamentar apresentou material genético com o objetivo de contestar a suspeita de que teria mantido relação sexual e tido uma filha com uma adolescente que teria 13 anos à época dos fatos. O deputado sustenta que houve uma confusão de identidade envolvendo um parente.
A disputa entre os parlamentares também chegou ao Supremo Tribunal Federal. Documento do STF registra que Gaspar apresentou queixa-crime contra Lindbergh e Soraya, atribuindo aos dois, em tese, crimes de calúnia e injúria. Na petição, a defesa do deputado relata que ele teria sido chamado de “estuprador” durante os trabalhos da CPMI e que posteriormente os parlamentares teriam feito declarações à imprensa imputando a ele o crime de estupro de vulnerável.
Paralelamente, a acusação passou a ser analisada pelas autoridades. Em agosto, a Procuradoria-Geral da República pediu novas diligências relacionadas ao caso. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, havia pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito, ainda dependente de decisão do ministro Gilmar Mendes. Gaspar entregou material genético e manteve sua posição de que a acusação é falsa.
Gilmar Mendes também determinou que Lindbergh Farias e Soraya Thronicke apresentassem informações que pudessem auxiliar na apuração, incluindo elementos relacionados às mensagens anexadas ao procedimento e registros de chamadas telefônicas. O ministro é responsável pela análise do caso no Supremo.
A controvérsia voltou aos holofotes depois que Gaspar foi escolhido para integrar a chapa presidencial do PL. Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente o deputado alagoano como candidato a vice em 5 de agosto. Enquanto reportagem da Folha de S.Paulo informou que a definição ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Gaspar havia sido escolhido por Flávio e Rogério Marinho meses antes.
Com a eleição presidencial na reta final, o caso continua cercado por versões conflitantes. De um lado, Lindbergh e Soraya levaram a suspeita às autoridades; de outro, Alfredo Gaspar nega categoricamente qualquer crime e adotou medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações. Até que as apurações sejam concluídas pelas autoridades competentes, a imputação contra o candidato a vice permanece uma acusação, e não uma constatação de culpa. As Informações e do Portal Brasil 247
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