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Governo Tarcísio autorizou banco ligado a Edir Macedo a operar crédito consignado para policiais militares de São Paulo

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Convênio firmado durante gestão estadual levanta questionamentos após avanço das investigações – Foto: Gerado por IA Imagens: Agência Brasil / PR

O banco Digimais, controlado por Edir Macedo, está no centro de uma investigação da Polícia Federal após ter sido autorizado pelo governo de Tarcísio de Freitas a oferecer crédito consignado aos policiais militares do estado, mesmo em um cenário de fragilidade financeira da instituição.

A autorização foi concedida em meados de 2025 por meio de um credenciamento oficial do governo paulista, permitindo que o banco passasse a atuar junto aos cerca de 80 mil integrantes da Polícia Militar. O contrato firmado prevê a prestação do serviço até o ano de 2030, ampliando a presença da instituição no mercado de empréstimos descontados diretamente na folha salarial.

O crédito consignado se tornou uma das principais áreas de atuação do Digimais, representando uma parcela significativa da sua carteira financeira. Entretanto, a expansão dos negócios ocorreu paralelamente ao agravamento das dificuldades econômicas enfrentadas pelo banco.

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Nos últimos meses, a instituição precisou receber um aporte milionário de seu controlador para atender exigências regulatórias impostas pelo Banco Central. Apesar da tentativa de reforçar a saúde financeira da empresa, os números mais recentes apontam um prejuízo superior a R$ 100 milhões no primeiro trimestre deste ano.

Além disso, uma operação financeira envolvendo um fundo de investimentos passou a ser alvo de apuração das autoridades federais. Os investigadores suspeitam que a movimentação tenha sido utilizada para elevar artificialmente o valor dos ativos da instituição.

Nesta semana, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, mobilizando dezenas de agentes para cumprir mandados judiciais em São Paulo. A ação inclui buscas, apreensões, quebra de sigilos bancários e fiscais, além do bloqueio de bens e valores que podem ultrapassar R$ 670 milhões.

O caso também reacendeu debates sobre a relação histórica entre o partido Republicanos e a Igreja Universal do Reino de Deus. Paralelamente, a Prefeitura de São Paulo também havia autorizado o Digimais a operar empréstimos consignados para servidores municipais, mas fontes ligadas ao mercado financeiro apontam que a procura pelos serviços despencou após a divulgação das notícias sobre a crise e a possível venda da instituição. A informação foi revelada pelo portal UOL.

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STF mantém prisão de Thiago Rangel após PF apontar ameaças e tentativa de interferência na Educação do Rio de Janeiro

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Investigação avança e Supremo rejeita pedido de liberdade do deputado estadual – Foto: Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), investigado por participação em um esquema de desvios de recursos públicos na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A decisão reforça o entendimento de que o parlamentar representa risco à continuidade das investigações e à ordem pública.

A permanência do deputado na prisão foi sustentada após a Polícia Federal apresentar novos elementos que apontam para supostas tentativas de intimidação contra integrantes da atual gestão da pasta da Educação. As investigações indicam que o parlamentar tentou pressionar a nova secretária estadual após mudanças em cargos estratégicos.

Segundo a PF, Thiago Rangel é suspeito de liderar um grupo que direcionava contratos e obras de escolas públicas para empresas ligadas a aliados políticos. As intervenções teriam ocorrido principalmente em regiões onde o deputado exercia forte influência política.

O caso ganhou repercussão após denúncias sobre irregularidades em reformas escolares realizadas sem a devida transparência. Os investigadores apontam suspeitas de superfaturamento em contratos que, juntos, ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão em investimentos públicos.

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Após a divulgação das denúncias, o governo estadual promoveu alterações no comando da Secretaria de Educação. A saída da antiga secretária e a chegada de Luciana Calaça provocaram uma reorganização administrativa que acabou despertando a reação do parlamentar.

De acordo com a investigação, Thiago Rangel enviou mensagens à nova secretária demonstrando insatisfação com a substituição de pessoas ligadas ao seu grupo político em diretorias regionais de ensino. As conversas foram consideradas pela PF como tentativas de pressão e intimidação.

Os investigadores também reuniram áudios que mostram o deputado dando ordens diretas a uma ex-diretora regional da Educação, que também foi presa durante a operação. O material reforçaria a tese de que o parlamentar exercia controle sobre decisões administrativas dentro da estrutura da secretaria.

Além das suspeitas relacionadas à Educação, a Polícia Federal encontrou diálogos antigos que revelariam discussões sobre possíveis represálias contra adversários políticos. As conversas, segundo os investigadores, demonstram um comportamento agressivo e a intenção de promover atos de intimidação.

Ao analisar o pedido de liberdade, a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção da prisão preventiva, argumentando que a gravidade dos fatos e a possibilidade de interferência nas investigações justificam a medida. O entendimento foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes e pelos demais integrantes da Primeira Turma do STF.

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A defesa de Thiago Rangel nega todas as acusações e afirma que as mensagens foram retiradas de contexto. Os advogados sustentam que o deputado apenas manifestou insatisfação política, sem qualquer intenção de ameaçar terceiros, e afirmam que a inocência do parlamentar será comprovada ao longo do processo judicial.

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