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STF mantém prisão de Thiago Rangel após PF apontar ameaças e tentativa de interferência na Educação do Rio de Janeiro
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Investigação avança e Supremo rejeita pedido de liberdade do deputado estadual – Foto: Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), investigado por participação em um esquema de desvios de recursos públicos na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A decisão reforça o entendimento de que o parlamentar representa risco à continuidade das investigações e à ordem pública.
A permanência do deputado na prisão foi sustentada após a Polícia Federal apresentar novos elementos que apontam para supostas tentativas de intimidação contra integrantes da atual gestão da pasta da Educação. As investigações indicam que o parlamentar tentou pressionar a nova secretária estadual após mudanças em cargos estratégicos.
Segundo a PF, Thiago Rangel é suspeito de liderar um grupo que direcionava contratos e obras de escolas públicas para empresas ligadas a aliados políticos. As intervenções teriam ocorrido principalmente em regiões onde o deputado exercia forte influência política.
O caso ganhou repercussão após denúncias sobre irregularidades em reformas escolares realizadas sem a devida transparência. Os investigadores apontam suspeitas de superfaturamento em contratos que, juntos, ultrapassam a marca de R$ 1 bilhão em investimentos públicos.
Após a divulgação das denúncias, o governo estadual promoveu alterações no comando da Secretaria de Educação. A saída da antiga secretária e a chegada de Luciana Calaça provocaram uma reorganização administrativa que acabou despertando a reação do parlamentar.
De acordo com a investigação, Thiago Rangel enviou mensagens à nova secretária demonstrando insatisfação com a substituição de pessoas ligadas ao seu grupo político em diretorias regionais de ensino. As conversas foram consideradas pela PF como tentativas de pressão e intimidação.
Os investigadores também reuniram áudios que mostram o deputado dando ordens diretas a uma ex-diretora regional da Educação, que também foi presa durante a operação. O material reforçaria a tese de que o parlamentar exercia controle sobre decisões administrativas dentro da estrutura da secretaria.
Além das suspeitas relacionadas à Educação, a Polícia Federal encontrou diálogos antigos que revelariam discussões sobre possíveis represálias contra adversários políticos. As conversas, segundo os investigadores, demonstram um comportamento agressivo e a intenção de promover atos de intimidação.
Ao analisar o pedido de liberdade, a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção da prisão preventiva, argumentando que a gravidade dos fatos e a possibilidade de interferência nas investigações justificam a medida. O entendimento foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes e pelos demais integrantes da Primeira Turma do STF.
A defesa de Thiago Rangel nega todas as acusações e afirma que as mensagens foram retiradas de contexto. Os advogados sustentam que o deputado apenas manifestou insatisfação política, sem qualquer intenção de ameaçar terceiros, e afirmam que a inocência do parlamentar será comprovada ao longo do processo judicial.
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Presidente Lula formaliza adesão do Rio ao Propag e abre caminho para novos investimentos em saúde, educação e segurança
Programa federal deve aliviar as contas do estado e ampliar a capacidade de investimento em áreas prioritárias – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no Rio de Janeiro, da assinatura do termo de adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), iniciativa que pretende reorganizar as finanças estaduais e reduzir o impacto da dívida bilionária do Rio de Janeiro com a União.
Durante a cerimônia, Lula destacou que a proposta foi construída para permitir que os estados consigam equilibrar suas contas sem comprometer os serviços públicos essenciais. Segundo o presidente, a medida cria condições para que os governos estaduais invistam mais recursos em políticas públicas voltadas diretamente à população.
Com a adesão ao programa, o Rio de Janeiro poderá economizar cerca de R$ 3,1 bilhões até o fim deste ano. A expectativa do governo estadual é utilizar parte desses recursos para fortalecer áreas estratégicas, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
O Propag substitui o antigo Regime de Recuperação Fiscal e estabelece novas regras para o pagamento das dívidas estaduais. Entre os benefícios, está a redução significativa das parcelas mensais pagas à União, além da aplicação de juros zero, ficando apenas a atualização monetária baseada na inflação oficial.
Uma das principais contrapartidas do programa prevê a destinação obrigatória de investimentos para setores considerados prioritários. Apenas no segundo semestre de 2026, aproximadamente R$ 1 bilhão deverá ser direcionado para educação profissionalizante, obras de infraestrutura e ações de segurança pública. Desse total, cerca de R$ 600 milhões serão destinados à expansão do ensino técnico, com a criação de 30 mil novas vagas.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que a adesão representa um marco para a recuperação financeira do estado. Segundo ele, a medida projeta uma economia superior a R$ 40 bilhões nos próximos anos, permitindo a ampliação dos investimentos sociais e garantindo maior estabilidade para a administração pública.
Além de beneficiar os estados mais endividados, o Propag também cria mecanismos de compensação para unidades federativas com menor volume de débitos, por meio do Fundo de Equalização Federativa. O programa federal tem como objetivo fortalecer a capacidade de investimento dos estados, estimular o desenvolvimento regional e melhorar a oferta de serviços públicos essenciais à população brasileira.
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