Política Destaque
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro admite atuação em filme investigado e garante que Flávio manterá pré-candidatura ao Planalto
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Ex-deputado nega ligação financeira com Daniel Vorcaro e afirma que senador seguirá na disputa presidencial mesmo com avanço das investigações.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou ao centro de uma nova polêmica política após admitir participação na produção do filme Dark Horse, obra inspirada no ex-presidente Jair Bolsonaro e alvo de investigação sobre suposto financiamento milionário. Em entrevista ao blogueiro Paulo Figueiredo, Eduardo afirmou que o senador Flávio Bolsonaro continuará firme com o projeto de disputar a Presidência da República.
As declarações acontecem em meio ao avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo recursos destinados à produção cinematográfica. Reportagens apontam que valores milionários teriam sido utilizados para financiar o longa-metragem, levantando suspeitas sobre a origem do dinheiro e a estrutura financeira montada para o projeto.
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro negou qualquer proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como um dos principais nomes ligados ao financiamento da produção. O ex-parlamentar afirmou que jamais teve encontros com o empresário e classificou as acusações como falsas, tentando afastar suspeitas sobre participação em possíveis irregularidades financeiras.
Apesar das negativas, Eduardo reconheceu que exerceu temporariamente funções na coordenação do filme. Segundo ele, houve um investimento inicial de aproximadamente US$ 50 mil para o desenvolvimento do projeto, incluindo contratação de profissionais em Hollywood responsáveis pela criação do roteiro e dos primeiros estudos da obra. O ex-deputado afirmou ainda que os valores posteriormente foram devolvidos.
As investigações ganharam força após revelações envolvendo a produtora responsável pelo filme e possíveis transferências milionárias destinadas ao projeto audiovisual. Informações divulgadas pela imprensa nacional indicam que o deputado federal Mário Frias também teria participação direta na coordenação da produção nos Estados Unidos, principalmente na administração operacional do longa.
Mesmo diante da pressão política e das suspeitas levantadas pelas investigações, Eduardo Bolsonaro reforçou que o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pretende manter o plano eleitoral para 2026. Segundo ele, Flávio Bolsonaro não irá recuar da pré-candidatura ao Palácio do Planalto e teria recebido incentivo do próprio pai para seguir adiante no projeto presidencial.
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Escândalo no Rio: Cláudio Castro entra na mira de órgãos de controle após denúncias sobre jatinhos e suposto esquema bilionário no Rio
Ex-governador é citado em investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e do Tribunal de Contas envolvendo voos fretados e favorecimento fiscal
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, enfrenta uma nova crise política e jurídica após se tornar alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pelo Tribunal de Contas do Estado. As apurações envolvem o uso de aeronaves fretadas com recursos públicos e suspeitas de favorecimento dentro da Secretaria Estadual de Fazenda.
As denúncias ganharam força depois que a deputada estadual Martha Rocha apresentou uma representação pedindo a abertura de investigação sobre possíveis irregularidades cometidas durante a gestão do ex-governador. O pedido aponta indícios de desvio de finalidade no uso de jatos particulares pagos com dinheiro do Estado.
Entre os pontos questionados estão contratos milionários assinados pelo governo fluminense para fretamento e manutenção de aeronaves. Os acordos somariam quase R$ 30 milhões e teriam sido utilizados em viagens para eventos como carnaval em Salvador, Fórmula 1 em São Paulo e compromissos ligados ao setor de turismo em Gramado.
Os órgãos de fiscalização querem saber se os deslocamentos realmente possuíam interesse público ou se houve uso da estrutura estatal para atender interesses pessoais e políticos. A investigação também busca identificar quem acompanhava o então governador nos voos e quais foram os custos reais das operações aéreas.
Além das suspeitas envolvendo os jatinhos, a Polícia Federal também aprofundou investigações relacionadas à Operação Sem Refino, que apura um suposto esquema de favorecimento ilegal ao Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Segundo os investigadores, integrantes do governo estadual teriam atuado para beneficiar interesses da empresa dentro da máquina pública.
Relatórios da PF apontam que setores da Secretaria de Fazenda teriam dificultado processos de empresas concorrentes enquanto facilitavam decisões favoráveis ao grupo investigado. Conversas interceptadas mostram servidores discutindo medidas para barrar operações de determinadas empresas, levantando suspeitas de manipulação administrativa.
O nome do ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual aparece nas investigações como uma das autoridades ligadas à estrutura investigada. A PF também afirma que o operador do esquema mantinha acesso privilegiado a integrantes da cúpula do governo estadual e influência em setores estratégicos da pasta.
Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi a descoberta de anotações contendo nomes de servidores públicos acompanhados da palavra “Pix”. Para a Polícia Federal, os registros podem indicar possíveis pagamentos irregulares relacionados ao esquema investigado.
As investigações ainda apontam a existência de uma rede de proteção envolvendo empresários e integrantes das forças de segurança. O empresário Ricardo Magro, ligado ao Grupo Refit, é apontado como um dos principais beneficiados pelo esquema investigado.
Segundo informações da Receita Federal citadas pela PF, o grupo empresarial acumula uma dívida bilionária em impostos, ultrapassando R$ 26 bilhões. A suspeita é de que agentes públicos atuavam para impedir o avanço de investigações e garantir vantagens administrativas ao grupo econômico.
Diante da repercussão, Cláudio Castro divulgou nota afirmando que todas as viagens realizadas durante sua gestão seguiram critérios legais e protocolos de segurança definidos pelo Gabinete de Segurança Institucional. O ex-governador também declarou que as agendas cumpridas tinham caráter oficial e estavam ligadas a compromissos institucionais do Estado.
Mesmo com a defesa apresentada, as investigações continuam avançando nos órgãos de controle e podem trazer novos desdobramentos políticos e judiciais nos próximos meses. A expectativa é que os relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público apontem se houve dano aos cofres públicos e eventual responsabilização dos envolvidos.
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