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Escândalo no Rio: Cláudio Castro entra na mira de órgãos de controle após denúncias sobre jatinhos e suposto esquema bilionário no Rio

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Ex-governador é citado em investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e do Tribunal de Contas envolvendo voos fretados e favorecimento fiscal

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, enfrenta uma nova crise política e jurídica após se tornar alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pelo Tribunal de Contas do Estado. As apurações envolvem o uso de aeronaves fretadas com recursos públicos e suspeitas de favorecimento dentro da Secretaria Estadual de Fazenda.

As denúncias ganharam força depois que a deputada estadual Martha Rocha apresentou uma representação pedindo a abertura de investigação sobre possíveis irregularidades cometidas durante a gestão do ex-governador. O pedido aponta indícios de desvio de finalidade no uso de jatos particulares pagos com dinheiro do Estado.

Entre os pontos questionados estão contratos milionários assinados pelo governo fluminense para fretamento e manutenção de aeronaves. Os acordos somariam quase R$ 30 milhões e teriam sido utilizados em viagens para eventos como carnaval em Salvador, Fórmula 1 em São Paulo e compromissos ligados ao setor de turismo em Gramado.

Os órgãos de fiscalização querem saber se os deslocamentos realmente possuíam interesse público ou se houve uso da estrutura estatal para atender interesses pessoais e políticos. A investigação também busca identificar quem acompanhava o então governador nos voos e quais foram os custos reais das operações aéreas.

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Além das suspeitas envolvendo os jatinhos, a Polícia Federal também aprofundou investigações relacionadas à Operação Sem Refino, que apura um suposto esquema de favorecimento ilegal ao Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Segundo os investigadores, integrantes do governo estadual teriam atuado para beneficiar interesses da empresa dentro da máquina pública.

Relatórios da PF apontam que setores da Secretaria de Fazenda teriam dificultado processos de empresas concorrentes enquanto facilitavam decisões favoráveis ao grupo investigado. Conversas interceptadas mostram servidores discutindo medidas para barrar operações de determinadas empresas, levantando suspeitas de manipulação administrativa.

O nome do ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual aparece nas investigações como uma das autoridades ligadas à estrutura investigada. A PF também afirma que o operador do esquema mantinha acesso privilegiado a integrantes da cúpula do governo estadual e influência em setores estratégicos da pasta.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi a descoberta de anotações contendo nomes de servidores públicos acompanhados da palavra “Pix”. Para a Polícia Federal, os registros podem indicar possíveis pagamentos irregulares relacionados ao esquema investigado.

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As investigações ainda apontam a existência de uma rede de proteção envolvendo empresários e integrantes das forças de segurança. O empresário Ricardo Magro, ligado ao Grupo Refit, é apontado como um dos principais beneficiados pelo esquema investigado.

Segundo informações da Receita Federal citadas pela PF, o grupo empresarial acumula uma dívida bilionária em impostos, ultrapassando R$ 26 bilhões. A suspeita é de que agentes públicos atuavam para impedir o avanço de investigações e garantir vantagens administrativas ao grupo econômico.

Diante da repercussão, Cláudio Castro divulgou nota afirmando que todas as viagens realizadas durante sua gestão seguiram critérios legais e protocolos de segurança definidos pelo Gabinete de Segurança Institucional. O ex-governador também declarou que as agendas cumpridas tinham caráter oficial e estavam ligadas a compromissos institucionais do Estado.

Mesmo com a defesa apresentada, as investigações continuam avançando nos órgãos de controle e podem trazer novos desdobramentos políticos e judiciais nos próximos meses. A expectativa é que os relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público apontem se houve dano aos cofres públicos e eventual responsabilização dos envolvidos.

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Fundo ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro compra casa milionária no Texas, nos Estados Unidos, e entra na mira da Polícia Federal

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Transferências milionárias, filme sobre Jair Bolsonaro e imóvel no Texas ampliam investigação envolvendo aliados da família Bolsonaro.

A compra de uma casa avaliada em cerca de R$ 3,6 milhões no estado do Texas, nos Estados Unidos, colocou novos aliados da família Bolsonaro no centro de uma investigação da Polícia Federal. O imóvel, localizado em Arlington, cidade onde vive o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, foi adquirido por um fundo privado ligado ao advogado Paulo Calixto, responsável pela defesa de Eduardo em território americano.

Segundo documentos obtidos por investigações, a propriedade foi comprada pelo fundo Mercury Legacy Trust, estrutura usada para administração patrimonial em nome de terceiros. O nome do advogado Paulo Calixto aparece ligado à gestão do fundo, além de também administrar outra empresa financeira, a Havengate Development Fund, que passou a ser alvo da Polícia Federal após movimentações milionárias envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.

As apurações indicam que parte dos R$ 61 milhões enviados por Vorcaro em 2025 teria sido direcionada para estruturas ligadas ao grupo político bolsonarista nos Estados Unidos. O senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado os recursos ao empresário, afirmando que o dinheiro seria destinado ao financiamento do filme Dark Horse, uma produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Apesar da justificativa apresentada, investigadores suspeitam que parte dos valores possa ter sido usada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A Polícia Federal também apura se a estrutura financeira criada no Texas teria servido para evitar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal contra contas e movimentações do ex-deputado no Brasil.

Outro nome citado nas investigações é o de André Porciuncula, ex-policial militar e ex-integrante do governo Bolsonaro na área da Cultura. Documentos apontam que ele aparece como um dos responsáveis pelo Mercury Legacy Trust. Nos bastidores políticos, Porciuncula é visto como um dos principais articuladores do grupo bolsonarista nos Estados Unidos.

As transferências financeiras investigadas ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, por meio da empresa Entre Investimentos e Participações. De acordo com informações reveladas pela imprensa nacional, houve atraso em parcelas previstas no acordo, levando Flávio Bolsonaro a voltar a cobrar Daniel Vorcaro meses depois, pouco antes da prisão do banqueiro.

Em declarações públicas, Eduardo Bolsonaro negou qualquer irregularidade e classificou a investigação da Polícia Federal como “tola”. O ex-deputado afirmou que não recebeu dinheiro dos fundos investigados e alegou que seu status migratório nos Estados Unidos impediria esse tipo de operação financeira. Segundo ele, as autoridades americanas já teriam tomado providências caso houvesse qualquer ilegalidade.

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André Porciuncula também negou ligação entre o imóvel comprado no Texas e Eduardo Bolsonaro ou o Banco Master. Questionado sobre quem seria o verdadeiro beneficiário da casa, afirmou apenas que a informação “não é de interesse público”. Já Paulo Calixto preferiu não comentar o caso. Funcionários do escritório informaram que o advogado não concederia entrevistas.

Ao rebater as acusações, Eduardo Bolsonaro afirmou que a família enfrenta perseguição política e classificou as denúncias como tentativa de “assassinato de reputação”. Ele ainda defendeu o projeto do filme Dark Horse, alegando que a produção seria totalmente americana, com elenco estrangeiro e investidores sediados nos Estados Unidos. A informação foi publicada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

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