Educação
Ministério das Comunicações doa 238 computadores recondicionados no Mato Grosso do Sul
Os equipamentos serão utilizados para a criação de Pontos de Inclusão Digital, na maioria, em comunidades indígenas
Educação
Foto: Alessandro Riquelme Ribeiro
Ascom MCom – Por meio do programa Computadores para Inclusão, executado pelo Ministério das Comunicações (MCom), 238 computadores recondicionados pelo Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) do Campus Dourados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) foram doados para a criação de Pontos de Inclusão Digital (PID) no estado. A maioria dos novos PIDs atenderá comunidades indígenas.
O diretor do Departamento de Projetos de Infraestrutura e de Inclusão Digital, Rômulo Barbosa, participou da cerimônia de doação realizada na última quarta-feira (6/11) em Campo Grande (MS). O diretor destacou a importância do Programa Computadores para Inclusão como a principal política pública de inclusão digital do Brasil. “É a inclusão digital propiciando a inclusão social, como determinou o ministro Juscelino Filho. Possibilitar, a cada entrega, que centenas de excluídos tenham acesso às tecnologias da informação e da comunicação, é um trabalho que nos enche de orgulho” disse.
Representantes das rádios comunitárias que funcionam dentro de aldeias, associações de povos indígenas e escolas municipais também participaram do evento. “Sou grato por esse apoio que estamos recebendo do Ministério das Comunicações, ao doar os computadores junto com o instituto federal, pois é uma ação muito importante para o desenvolvimento do nosso trabalho dentro das comunidades indígenas, resgatando a essência do nosso povo para preservar nossas tradições, nossa cultura e nossa língua, sem abrir mão da inclusão digital”, comentou Rosemiro Pereira, presidente da associação Txane (Terena).
No mesmo evento, foi assinado Aditivo de Prazo ao Termo de Execução Descentralizada (TED), celebrado entre MCom e CRC IFMS, prorrogando a vigência da parceria por mais 6 meses, com início em 08 de dezembro de 2023 e término em 07 de junho de 2024. O pedido servirá para que o IFMS possa manter as atividades do CRC e cumprir a meta do recondicionamento e doação de computadores. A intenção era recondicionar 1.250 computadores, mas por conta dos dois anos de pandemia, não foi possível cumprir o objetivo. Desse total, 666 foram recondicionados e doados, e outros 584 serão recondicionados e doados até junho de 2024.
O CRC/Campus Dourados do IFMS formou 1249 alunos e prevê a formação de mais 1565 até o término do contrato. O CRC IFMS oferece os cursos de Informática Básica, Montagem e Manutenção de Computadores (recondicionamento), Robótica Móvel e Marketing Digital, todos com carga horária de 60h para jovens e adultos.
O Programa Computadores para Inclusão é uma ação do Governo Federal, executada pelo Ministério das Comunicações, o Programa apoia e viabiliza iniciativas de promoção da inclusão digital por meio dos CRCs e PIDs. Para solicitar os equipamentos recondicionados, as entidades interessadas devem preencher formulário disponível no site do MCom.
Os CRCs são espaços físicos adaptados para o recondicionamento de equipamentos eletroeletrônicos, para a realização de cursos e oficinas e o descarte correto de resíduos eletrônicos. Os equipamentos recondicionados nas oficinas dos CRCs são direcionados aos PIDs para a promoção da Política Pública de Inclusão Digital.
Por meio do programa Computadores para Inclusão, já foram doados mais de 33,3 mil computadores recondicionados para a criação de cerca de 2.425 PIDs em 723 municípios de todas as regiões do país.
Ao todo, mais de 25,4 mil alunos já foram plenamente capacitados para o mercado de trabalho formados nos 152 cursos presenciais oferecidos gratuitamente em 21 CRC’s, localizados no Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas, Goiás, Pernambuco, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso do Sul, Amapá, Maranhão e Sergipe. Até o final de 2024, o MCom pretende inaugurar ao menos um CRC em cada estado do país.
Educação
Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil
Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE
O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.
Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.
A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.
Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.
Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.
Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.
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