Educação
Governo Federal cria comitê para gerir poupança do Pé-de-Meia, criado para permanência de estudantes
Educação
Decreto que institui o grupo foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União – Foto: Divulgação/MEC
(Gov) – O Pé-de-Meia, criado para incentivar a permanência e a conclusão de estudantes matriculados no ensino médio da rede pública, conta a partir de agora com um grupo para gerir a Poupança de Incentivo à Permanência e Conclusão Escolar do programa. Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro Camilo Santana (Educação), o decreto que institui o Comitê de Participação do Fundo foi publicado nesta quinta (2/5) no Diário Oficial da União.
A lei que oficializou o incentivo financeiro aos estudantes matriculados no ensino médio público integrantes de famílias atendidas pelo Cadastro Único, autoriza a União a participar, no limite global de até R$ 20 bilhões, do fundo que tem por finalidade custear e gerir o incentivo assegurado pelo Pé-de-Meia. A estimativa é de que o Governo Federal invista R$ 7,1 bilhões por ano para atender 2,5 milhões de estudantes.
O comitê nasce com a competência de examinar o estatuto do fundo e as propostas de alteração, além de acompanhar o desempenho, a partir dos relatórios elaborados por sua administradora. O grupo deverá, ainda, examinar auditorias relacionadas ao fundo, bem como prestações de contas, balanços anuais e demonstrações financeiras, além de propor a adoção de medidas com vistas ao aperfeiçoamento da gestão.
O comitê será composto por dois representantes do Ministério da Educação, dois da Casa Civil e dois do Ministério da Fazenda. O comitê se reunirá, em caráter ordinário, anualmente e, em caráter extraordinário, sempre que convocado por seu coordenador ou requerido por qualquer um de seus membros.
Como funciona o Pé-de-Meia
O Pé-de-Meia prevê um incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento, mais depósitos de R$ 1 mil ao fim de cada ano concluído, que o estudante só retira ao se formar no Ensino Médio. Considerando as dez parcelas de incentivo, os depósitos anuais e, ainda, o adicional de R$ 200 pela participação no Enem e pela matrícula, os valores chegam a R$ 9.200 por aluno que percorre os três anos do Ensino Médio.
O programa tem como público-alvo estudantes de 14 a 24 anos, matriculados no ensino médio da rede pública, e estudantes de 19 a 24 anos, matriculados na educação de jovens e adultos (EJA), que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único de programas sociais do Governo Federal. Além da situação de vulnerabilidade social, é condição de acesso a inscrição do estudante no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).
O recebimento do Pé-de-Meia está condicionado ao cumprimento de requisitos como matrícula, frequência escolar mínima de 80%, aprovação nos anos letivos e participação no Enem no último ano do Ensino Médio público.
Educação
Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil
Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE
O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.
Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.
A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.
Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.
Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.
Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.
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