Educação
Diretrizes buscam garantir a bebês e crianças o acesso e a permanência na educação infantil de qualidade
Educação
Instituídas diretrizes operacionais de qualidade para a educação infantil – Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
(Gov) – Com a finalidade de garantir a todas os bebês e crianças, do nascimento aos 5 anos, o acesso e a permanência na educação infantil de qualidade e a equidade da oferta educativa, o Conselho Nacional de Educação (CNE) institui as Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil.
O documento foi aprovado pelo CNE e publicado na edição desta terça-feira (22/10), no Diário Oficial da União. As diretrizes são de caráter norteador e têm por objetivo orientar os sistemas de ensino com padrões de referência de organização, gestão e funcionamento das instituições de educação infantil, contribuindo para um processo democrático de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas para as crianças da faixa etária de 0 a 5 anos. Agora que foram regulamentados pelo CNE, terão caráter mandatório.
A implementação das diretrizes deve observar cinco dimensões de qualidade da educação infantil que são: gestão democrática; identidade e formação profissional; proposta pedagógica; avaliação da educação infantil; e infraestrutura, edificações e materiais.
No item identidade e formação profissional, por exemplo, é definido que os professores da educação infantil devem ter cursos de licenciatura em Pedagogia, ofertados em nível superior, admitida a formação mínima em curso normal de nível médio, na forma da legislação vigente.
Em relação à proposta pedagógica, o texto prevê que ela seja elaborada coletivamente e baseada nos princípios da gestão democrática e das práticas participativas. E também que a escola deve garantir a oferta diversificada de brinquedos, livros e materiais representativos da diversidade de infâncias e acessíveis às diferentes deficiências, que favoreçam o desenvolvimento e os diferentes campos de experiências.
Quanto à infraestrutura, edificações e materiais, as instalações das instituições de educação infantil devem assegurar espaços na sala de atividades com condições para os momentos de sono e descanso e colchonetes e lençóis em bom estado de conservação. E áreas externas para convivência com espaços sombreados e ensolarados para o uso cotidiano dos bebês e crianças.
Elaboração
O documento publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira é fruto da consulta sobre os Parâmetros Nacionais de Qualidade da Educação Infantil promovida pelo Ministério da Educação. A revisão dos Parâmetros e a proposta das Diretrizes foram coordenadas pela Coordenação-Geral de Educação Infantil, da Diretoria de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica da Secretaria de Educação Básica (SEB), em um processo democrático e participativo que envolveu a sociedade e o apoio de várias instituições. A consulta pública ficou disponível por meio de formulário on-line e foi realizada em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), entre janeiro e fevereiro de 2024.
Aplicação
A resolução do CNE determina que, para assegurar a implementação das Diretrizes Operacionais Nacionais de Qualidade e Equidade para a Educação Infantil, os conselhos estaduais, distrital e municipais de educação devem realizar a revisão de seus atos normativos e editar normas complementares que se mostrem necessárias.
Educação
Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil
Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE
O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.
Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.
A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.
Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.
Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.
Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.
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