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Aldir Blanc: Pontos e Pontões de Cultura marcam presença na 4ª Conferência Nacional de Cultura

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Encontro apontou desafios da Política Nacional Cultura Viva que completa 20 anos em 2024 – Foto: Divulgação

(MinC) – Integrantes da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC) se reuniram, nesta segunda-feira (4), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, onde ocorre a 4ª Conferência Nacional de Cultura (4ª CNC). O encontro buscou levantar os principais desafios da Política Nacional Cultura Viva (PNCV) para serem abordados nos debates da Conferência, que segue até sexta-feira (8). Em 2024, são celebrados os 20 anos dessa política, que passou a receber recursos da Política Nacional Aldir Blanc.

“A Cultura Viva está num processo importante de retomada e de reconstrução da sua estrutura. Estamos às vésperas de um investimento histórico na PNCV, com a Política Nacional Aldir Blanc”, afirmou o diretor da Política Nacional de Cultura Viva, João Pontes, que destacou ainda a importância das ações culturais realizadas nas comunidades para o fortalecimento da democracia. “Não tenho a menor dúvida de que a Política Nacional Cultura Viva é fundamental e estratégica para os grandes desafios que a gente tem no país, como a valorização da democracia, da diversidade e da possibilidade de construção de sujeitos sociais que valorizam sua ancestralidade e suas trajetórias”, completou.

Ao abrir a reunião, Pai Lula, da Bahia, reforçou a importância da realização da 4ª CNC, que ocorre 10 anos após a última edição. “Passamos por muita coisa! Em muitos momentos, achei que a gente não tornaria a se encontrar para esse nível de diálogo e de participação. Foram 10 anos sem Conferência Nacional. E como dizem meus mais velhos: Ninguém vai me impedir de manter minhas tradições, de desenvolver a minha cultura, de viver como eu gosto. Ninguém vai me impedir de fazer a cultura dos meus ancestrais, mas é preciso que façamos isso juntos”, acrescentou.

Para Damiana Campos, representante de um ponto de cultura de Minas Gerais, não é possível falar das ações nacionais de cultura sem ouvir quem está na ponta, atuando nas comunidades. “A Cultura Viva é uma política que acolhe e transborda junto às bases comunitárias. Hoje, temos mais de 3 mil pessoas aqui pensando o Brasil. E nós estamos na ponta, somos a base também. Então, pra mim, é emocionante porque há muito tempo a gente não vê isso acontecer e acho que vai ser bem proveitoso”, afirmou.

A reunião também foi uma oportunidade para o professor Guilherme Varela, da Universidade Federal da Bahia, explicar ao colegiado o trabalho conduzido pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC junto com o consórcio formado por três Universidades (Federal da Bahia, Federal Fluminense e Federal do Paraná) para acompanhar, nos próximos dois anos, as ações da Política Nacional Cultura Viva. O professor ressaltou ainda a importância da participação do CNPdC nesse processo.

“O objetivo desse consórcio é justamente contribuir nesse momento de atualização da Cultura Viva. A partir da reconstrução do Ministério da Cultura, a gente organizou um consórcio universitário para criar uma plataforma que possa servir como conexão e troca com o movimento dos pontos de cultura, dos pontões, dos agentes. A ideia é a gente tentar trazer subsídios, evidências, dados, informações, que ajudem a todos a terem ideias e propostas para atualizar essa nova fase do Cultura Viva diante de uma nova fase das políticas culturais”, explicou.

CNPdC

A Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC) é um colegiado autônomo de caráter representativo de Pontos e Pontões de Cultura, instituída por iniciativa destes e integrada por representantes eleitos em Fórum Nacional de Cultura. Com o direito garantido na Instrução Normativa N°8 da Lei Cultura Viva, o CNPdC é uma instância permanente de atuação e representação político-cultural, identificação de demandas e elaboração de propostas para o desenvolvimento de políticas públicas e de ações culturais no país.

Realização da 4ª CNC

A 4ª CNC é realizada pelo MinC e pelo Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), e correalizada pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura no Brasil (OEI). Além disso, conta com apoio da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil).

O Festival da Cultura, que também integra a programação, é apresentado e patrocinado pelo Banco do Brasil, como realização do MinC e do CNPC, correalização da OEI e apoio da Flacso Brasil.

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Salão do Turismo chega ao Nordeste pela primeira vez e promete impulsionar negócios e destinos brasileiros

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Fortaleza recebe pela primeira vez o Salão do Turismo e reúne principais destinos do Brasil – Foto: Reprodução/ Mtur

Pela primeira vez desde a sua criação, o Salão do Turismo, considerado a principal vitrine do setor no Brasil, será realizado na região Nordeste, marcando uma nova fase de descentralização e valorização dos destinos nacionais. O evento, que tradicionalmente acontecia em São Paulo, agora amplia seu alcance e leva experiências turísticas para outras regiões do país.

A décima edição está confirmada para acontecer entre os dias 7 e 9 de maio, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. A proposta é reunir representantes de toda a cadeia produtiva do turismo em um ambiente voltado à promoção de destinos, fortalecimento institucional e geração de negócios. A entrada será gratuita ao público.

Após um período de mais de uma década sem realização, o Salão do Turismo foi retomado em 2023 com edições em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Agora, ao chegar ao Nordeste, o evento busca consolidar uma estratégia mais inclusiva, aproximando diferentes regiões e ampliando oportunidades para estados que vêm ganhando destaque no cenário turístico nacional.

A programação deve reunir gestores públicos, empresários, investidores, operadores de turismo e agentes de viagens, criando um espaço propício para articulação de parcerias e expansão de negócios. A expectativa é que o encontro contribua diretamente para a geração de emprego e renda, além de fortalecer o turismo como vetor de desenvolvimento econômico.

Além da promoção de destinos, o evento também contará com debates, oficinas e painéis técnicos voltados à qualificação profissional, inovação e sustentabilidade no setor. A iniciativa reforça a importância de políticas públicas integradas e da cooperação entre União, estados e municípios para o crescimento do turismo brasileiro.

Outro destaque será o espaço dedicado à agricultura familiar. Produtores de todo o país poderão se inscrever até o dia 8 de abril para participar do Armazém da Agricultura Familiar, onde terão a oportunidade de expor e comercializar produtos. Ao todo, 15 empreendimentos serão selecionados, valorizando a diversidade cultural, gastronômica e produtiva das diferentes regiões do Brasil.

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