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Reforma Agrária: Conheça um pouco da história do Quilombo Campo Grande do Meio, ao sul de Minas Gerais

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Local será palco de entrega histórica para a reforma agrária

(Gov) – Localizado em Campo do Meio, ao sul de Minas Gerais, o Complexo Ariadnópolis era parte da massa falida da Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A, que deixou de funcionar em 1996, repleta de dívidas com a União e sem nem sequer pagar salários atrasados e verbas indenizatórias aos seus funcionários, que permaneceram na terra.

Em 1998, criaram o Quilombo Campo Grande do Meio, hoje composto por 11 acampamentos: Betim, Campos das Flores, Chico Mendes, Fome Zero, Girassol, Irmã Dorothy Resistência, Rosa Luxemburgo, Sidney Dias, Tiradentes e Vitória da Conquista.

Desde a criação do acampamento, a massa falida da empresa já empreendeu 11 tentativas de reintegração de posse, a última delas durante a pandemia da Covid-19, quando, de forma arbitrária, foi destruída a Escola Popular de Agroecologia Eduardo Galeano. Esse caso contribuiu para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em suspender ações de despejos durante a pandemia. Os trabalhadores e as trabalhadoras rurais resistiram. E prosperaram.

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Cada uma das mais de 450 famílias integrantes do Quilombo Campo Grande tem, em média, 8 hectares de terra. Juntas, produzem e comercializam mais de 160 alimentos de qualidade, tais como mandioca, feijão, hortaliças, milho e café. No caso do café, são mais de 2,2 milhões de pés do fruto, que, colhido, torrado, empacotado e comercializado sob a marca Guaií (do guarani, “semente boa”), tornou-se referência nacional de qualidade.

Além disso, o Coletivo de Mulheres Raízes da Terra cultiva sementes agroecológicas e hortas medicinais, bem como é responsável pelo processamento vegetal para produção de geleias, compotas e conservas.E, no último dia 10 de fevereiro, início do ano letivo em 2025, a Escola Popular de Agroecologia Eduardo Galeano, ainda em reconstrução, reabriu as portas para seus alunos.

Com o Decreto presidente de Declaração de Interesse Social para fins de Reforma Agrária, o Governo Federal, via MDA, possibilita que o Incra inicie os procedimentos para criação do Assentamento Quilombo Campo Grande. Mais Reforma Agrária, Mais Alimentos para o Brasil!

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Entrega Terra da Gente

Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Paulo Teixeira fará entregas e anúncios do programa Terra da Gente, nesta sexta-feira (7). O evento será realizado no Complexo Ariadnópolis, no município de Campo do Meio (MG).

Na ocasião, serão entregues 12.297 lotes em 138 assentamentos, totalizando 385 mil hectares espalhados em 24 estados do país.

Durante o evento, também serão assinados uma série de atos, como decretos de desapropriação por interesse social; portarias de criação de projetos de assentamento; contrato de renegociação de dívidas por meio do Desenrola Rural com assentados da reforma agrária; além de entregas do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF); de Títulos de Domínio; e outros.

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Programa de transferência de embriões promete triplicar produtividade de rebanhos leiteiros

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Tecnologia no campo transforma produção de leite e promete salto histórico na agricultura familiar – Foto: Reprodução/ MDA

Uma nova estratégia do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar está abrindo caminho para uma verdadeira revolução na pecuária leiteira da agricultura familiar. Por meio do programa de Transferência de Embriões, pequenos produtores passam a ter acesso ao melhoramento genético do rebanho, tecnologia capaz de elevar a produção diária de leite de cerca de 5 litros para até 30 litros por animal.

O tema foi destaque em um episódio recente do podcast institucional MDÁudio, que mostra na prática como a inovação já começa a mudar a realidade no campo.

Produtores relatam ganhos de produtividade e qualidade

Um dos exemplos apresentados é o do agricultor assentado Wellington Oliveira, que compartilha como a técnica trouxe resultados imediatos: menos esforço no manejo, aumento da produção e melhoria significativa na qualidade do leite. Segundo ele, o acesso à genética avançada tornou possível estruturar uma produção própria com mais segurança e retorno financeiro.

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A secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Ana Terra Reis, explica que o investimento em genética é decisivo para ampliar a eficiência das propriedades familiares.

“Com a mesma alimentação e os mesmos cuidados, um animal melhorado geneticamente pode produzir muito mais leite. Para o agricultor familiar, isso significa mais renda, mais estabilidade e mais futuro no campo”, destacou.

Como funciona o programa de melhoramento genético

A política pública combina três frentes principais:

  • Uso de embriões certificados, embriões de alta linhagem, como os do gado Gir Leiteiro, são implantados em vacas comuns, gerando bezerros com grande potencial produtivo.
  • Crédito rural acessível, agricultores com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) podem financiar a tecnologia por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, facilitando o acesso ao melhoramento genético.
  • Meta nacional ambiciosa, o Governo do Brasil planeja distribuir cerca de 300 mil embriões para propriedades familiares, integrando a ação à assistência técnica e às políticas de sucessão rural.

Governo aposta em inovação para fortalecer a agricultura familiar

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A iniciativa reforça a estratégia de modernização do campo, levando ciência e tecnologia diretamente aos pequenos produtores. A expectativa é que o programa impulsione a renda das famílias rurais, fortaleça as cadeias locais de leite e derivados e contribua para a segurança alimentar do país.

Com genética de ponta, crédito orientado e acompanhamento técnico, a agricultura familiar passa a ocupar um novo patamar produtivo, mostrando que inovação também nasce no campo e pode transformar vidas.

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