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Rede de comunicação pública será totalmente ampliada no Amazonas antes do restante do país

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Estado será o primeiro do país a universalizar acesso à comunicação pública e legislativa – Foto: Reprodução/ Anatel

O estado do Amazonas caminha para se tornar o primeiro do Brasil a garantir acesso completo à Rede Nacional de Comunicação Pública, em uma iniciativa que também impulsiona a expansão da chamada Rede Legislativa. O avanço faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o alcance da TV pública e democratizar a informação em regiões historicamente menos atendidas.

A ação integra o Programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações, em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Gired. A proposta prevê a instalação de novas estruturas para levar sinal de TV digital gratuita a municípios que ainda não contam com esse tipo de serviço.

Ao todo, serão implantadas 20 estações em 10 cidades amazonenses, incluindo Amaturá, Anamã, Benjamin Constant, Beruri, Borba, Codajás, Pauini, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença e Carauari. Com isso, a cobertura será ampliada de forma significativa, alcançando comunidades que antes estavam à margem do acesso à comunicação pública.

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Com a expansão, a população dessas regiões terá acesso a uma programação diversificada, que inclui canais como TV Brasil, TV Câmara, TV Senado, Canal Educação, Canal Saúde, Canal Gov, além das emissoras legislativas estaduais e municipais. A medida fortalece o acesso à informação, à educação e à transparência das atividades públicas.

Autoridades envolvidas no projeto destacam que a iniciativa representa um avanço importante na promoção da pluralidade de vozes e no fortalecimento da democracia, ao permitir que mais brasileiros tenham acesso a conteúdos institucionais, educativos e culturais de forma gratuita.

Criado oficialmente em 2024, o Programa Brasil Digital já vem apresentando resultados em diferentes regiões do país. Municípios de estados como Mato Grosso, Paraná, Ceará, Maranhão, Sergipe e Goiás já foram contemplados com a instalação de estações, ampliando o alcance da TV digital pública.

Atualmente, mais de 40 municípios já são atendidos pelo programa, beneficiando mais de um milhão de pessoas com sinal aberto e gratuito. A expectativa do governo federal é acelerar ainda mais a expansão ao longo de 2026, com foco em cidades que ainda não possuem cobertura.

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A meta para os próximos meses é avançar na implantação de novas estruturas em dezenas de municípios brasileiros, consolidando uma rede nacional de comunicação pública mais ampla, acessível e integrada.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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