RIO DE JANEIRO

Amazônia

Recursos da compensação ambiental viabilizam obras em 13 unidades federais de conservação

Publicados

Amazônia

Valor total de R$ 1,5 milhão será investido em 34 projetos de arquitetura e engenharia para construção, manutenção e ampliação de edificações – Foto: Divulgação

(Agênciagov) – Um contrato de elaboração de projetos de arquitetura e engenharia , por meio do Fundo de Compensação Ambiental (FCA) , vai permitir o atendimento de 34 projetos de construção, conservação e ampliação das edificações e m 13 U nidades de C onservação F ederais (veja lista abaixo) , administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio).

O valor total do contrato é de R$ 1,5 milhão. O fundo é administrado pela Caixa Econômica Federal , responsável pela contratação d os projetos, com entregas previstas até o final de 2025 . Os projetos abrangem reformas, ampliações e construções de prédios administrativos para sede s de unidades, centros de visitantes, bases de apoio e estruturas de visitação (mirantes, píeres, passarelas, trilhas e pontes), além de projetos de sinalização, sistemas de esgotamento e reforma de embarcações.

A fiscalização dos projetos será realizada pela Coordenação de Obras e Projetos de Engenharia e Arquitetura ( Copea ) do ICMBio , e pela Caixa, com o acompanhamento da Coordenação de Compensação Ambiental (Cocam) e das demais coordenações técnicas do i nstituto que tem interface com os objetos contratados.

Leia Também:  Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

“É muito importante ter projetos conceituais que conversem com as Unidades de Conservação contempladas, especificações que deverão levar em conta o grande diferencial entre obras urbanas e intervenções em nossas u nidades, que exigem cuidados especiais com captações de água , energia e tratamento de esgotamento sanitário. As listas de materiais deverão ser bem assertivas , visando evitar desperdícios e prejuízos no transporte do material e adotar os procedimentos previstos para garantir o mínimo de impacto ao ambiente”, destaca José Alberto, engenheiro da COPEA.

Projetos

A o rdem de serviço do contrato foi emitida em novembro de 2023, quando foram iniciadas as visitas técnicas por parte da empresa Lucchese Arquitetura e Interiores Ltda . , responsável pela execução d os projetos . Uma das unidades atendidas é o Parque Nacional da Serra da Bocaina , contemplado com a elaboração de oito projetos técnicos , entre os quais o de construção d o centro de visitantes de T rindade , no município de Paraty – RJ .

“Vivenciamos um momento inovador em que a priorização dessa agenda de projetos vai gerar resultados promissores, especialmente no que diz respeito ao progresso de processos e à contratação de projetos, bem como à aquisição de insumos estratégicos para a implementação e gestão de nossas u nidades de c onservação ”, avalia o chefe do Parna da Serra da Bocaina, Anderson Nascimento .

Leia Também:  Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

O contrato prevê recursos para seis projetos d o Parque Nacional da Tijuca , que terá como uma das ações a recupera ção da trilha da P edra da G ávea, por meio da instalação de passarela para os visitantes em trecho na rocha. Já o Parque Nacional de Jericoacoara conta com um projeto referente à reforma da s ede a dministrativa . No caso d a Reserva Biológica do Rio Trombetas , o projeto aprovado vai garantir a reforma d as bases flutuantes .

Unidades de conservação atendidas pelos contrato

Parques N acionais:

– Serra da Bocaina (RJ-SP)

– Serra dos Órgãos (RJ)

– Tijuca (RJ)

– Superagui (PR)

– Lençóis Maranhenses (MA)

– Jericoacoara (CE)

– Fernando de Noronha ( PE)

Estações E cológicas:

– Guaraqueçaba (PR)

– Maracá – Jipioca (AP)

– Tamoios (RJ)

Floresta Nacional:

– Saracá-Taquera (PA)

Reserva B iológica:

– Rio Trombetas (PA)

Refúgio de V ida S ilvestre:

– Arquipélago de Alcatrazes (SP)

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Amazônia

Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

Publicados

em

Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

Leia Também:  Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA