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Operação Pantanal mobiliza 700 profissionais do Governo Federal; Equipes já resgataram 548 animais

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Esforço da força-tarefa que reúne servidores de diversas áreas resultou na extinção ou controle de 89,5% dos focos de incêndio na região – Foto: Assessoria (Gov)

(Gov) – A frente de batalha contra o fogo na região do Pantanal conta com 700 profissionais do Governo Federal. Um trabalho que, este ano, começou antes do habitual, com a contratação recorde de brigadistas pelo Ibama no Mato Grosso do Sul.

“São 145 brigadistas que já estão contratados. A gente contratou quase metade do contingente no mês de junho, porque o objetivo principal era fazer uma boa prevenção, preparação para a temporada de incêndio que normalmente começa em agosto. Mas desde o primeiro dia desses brigadistas eles já começaram a atuar no combate”, ressaltou o coordenador-geral do Prevfogo/MS, Márcio Yule, responsável por todas as operações de combate aos incêndios do Pantanal.

“Todos os dias, quando eu saio de casa, olho para trás e lembro da minha família, e eu sei que meus companheiros também fazem isso. Então, o motivo de eu estar aqui ajudando eles é porque sei que cada um aqui tem família e cada um precisa voltar para as suas famílias”, diz Jeffite Cordeiro Ambrósio Brigadista chefe de enfermaria do Prevfogo

A atuação das equipes começou já no primeiro dia de junho. “No dia 20, a gente recebeu brigadista de outros estados, brigadista de brigadas Pronto Emprego de Rondônia, da Bahia, de Goiás, do Rio de Janeiro, do Distrito Federal — o Distrito Federal também mandou brigadista de logística — e a gente montou um grande acampamento aqui na base da Brigada Pronto Emprego de Corumbá”, completou.

Do total de profissionais em campo, 268 são das Forças Armadas, 344 do Ibama e ICMBio, 72 da Força Nacional de Segurança Pública e 16 do Ministério da Saúde e da Polícia Federal. Também há 16 aeronaves federais atuando na região: 4 aviões e 3 helicópteros do Ibama e ICMBio e 2 aviões e 7 helicópteros das Forças Armadas. De embarcações, são 30 — 22 das Forças Armadas, 7 do Ibama e ICMBio e 1 da PF.

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Responsável por atender os demais profissionais que atuam na operação, o brigadista chefe de enfermaria do Prevfogo, Jeffite Cordeiro Ambrósio, exerce essa função com orgulho. “Todos os dias, quando eu saio de casa, olho para trás e lembro da minha família, e eu sei que meus companheiros também fazem isso. Então, o motivo de eu estar aqui ajudando eles é porque sei que cada um aqui tem família e cada um precisa voltar para as suas famílias”, declarou.

ANO ATÍPICO – “A gente está num ano totalmente atípico”, explicou a funcionária do Ibama Ana Maria Canut, chefe da Operação Pantanal Sul. Os incêndios na região começaram muito mais cedo: desde o início de junho já tinha brigada em combate.

“Então, uma coisa que eu peço para a população é não utilizar o fogo. Quer seja fazer uma fogueira, quer seja fazer limpeza de roça. Não é o momento mais de a gente utilizar fogo, porque está muito crítico e isso pode piorar os incêndios florestais”, diz Ana Maria Canut Chefe da Operação Pantanal Sul

No Pantanal, segundo ela, o período crítico é agosto e setembro. “Então, uma coisa que eu peço para a população é não utilizar o fogo. Quer seja fazer uma fogueira, quer seja fazer limpeza de roça. Não é o momento mais de a gente utilizar fogo, porque está muito crítico e isso pode piorar os incêndios florestais”, fez o apelo. O uso do fogo no Pantanal está proibido e é crime, com pena de 2 a 4 anos de prisão.

Servidora lotada em Brasília (DF), Ana Maria é responsável pelo combate ampliado, montagem de equipes e apoio à construção de operações. “Outro recado que eu quero deixar para as famílias é: se o fogo estiver chegando próximo da sua casa, chame o profissional apto a combater. Nossos telefones estão no site, ou você pode ligar no 0800-061-0808, que é o 0800 do Ibama, pra gente poder ajudar”, informou.

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Dos 67 focos de incêndio registrados no Pantanal até segunda-feira, 22 de julho, 42 já foram completamente extintos e outros 18 estão controlados. Sete permanecem ativos, o equivalente a 10,5% do total, e estão sendo monitorados pelos governos federal e estadual. Ainda restam ilhas, troncos, árvores e outros combustíveis florestais queimando na área — focos ativos que precisam ser extintos para não ultrapassar a linha de controle e provocar novos incêndios. As equipes em campo já resgataram 548 animais silvestres.

Na semana passada, uma comitiva composta pelos ministros Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), e representantes do Ibama e ICMBio. O grupo sobrevoou as áreas atingidas pelos incêndios no Pantanal.

Na semana anterior, uma Medida Provisória liberou crédito extraordinário no valor de R$ 137,6 milhões em favor dos ministérios da Justiça e Segurança Pública, do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Defesa para atender ações emergenciais no combate aos incêndios, além da crítica escassez hídrica que afeta a região.

“O Pantanal é nosso patrimônio. É patrimônio da humanidade. É a maior planície alagável do mundo. Está sofrendo muito por efeitos climáticos, por uma mudança do tempo, é natural que a gente tenha que reforçar, redobrar esforços. Então, sim, o dinheiro está na conta. O presidente Lula disse: ‘Crie quantos créditos extraordinários forem necessários, ministra Simone. Você conhece a realidade, é do estado, não pode faltar recursos’. E não estão faltando”, afirmou a ministra Tebet no programa “Bom Dia, Ministra” do dia 18 de julho.

O montante ajudará na contratação de brigadistas, aquisição de equipamentos de proteção individual e de combate, pagamento de despesas de diárias e passagens e locação de meios de transporte, terrestre e aéreo, nas ações de suporte com aeronaves, atividades do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), incluindo atividades relacionadas a campanhas educativas, treinamento e capacitação de produtores rurais e brigadistas, monitoramento e pesquisa.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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