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MJSP prorroga o prazo para inscrições na pós-graduação em Enfrentamento aos Crimes Ambientais

Novo prazo segue até o dia 4 de fevereiro; estão sendo ofertadas 200 vagas para profissionais do Susp

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(MJSP)O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) prorrogou o período de inscrições para a Especialização em Enfrentamento aos Crimes Ambientais e Proteção dos Povos Indígenas até o dia 4 de fevereiro. No total, serão 200 vagas disponibilizadas.

Promovida pela Diretoria de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (DEP/Senasp), a formação é voltada aos integrantes das Polícias Civis e Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares, dos Institutos de Perícias Estaduais/Distrital e das Guardas Municipais com atuação nos municípios prioritários do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – Pronasci 2.

A qualificação será ofertada pela Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp) da Senasp, em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

O curso tem como objetivo promover o questionamento e a reflexão sobre os problemas conjunturais associados aos crimes ambientais, a violência difusa praticada contra as populações indígenas e seus territórios, nos âmbitos local, regional, nacional e internacional (no arco fronteiriço), a fim de contribuir para a eficiência e eficácia na formulação de novas práticas de intervenção e construção de uma política de segurança pública de proteção pautada no respeito aos direitos humanos e no Estado Democrático de Direito.

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As inscrições podem ser feitas neste link.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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