Amazônia
Instituto Chico Mendes: Governo intensifica proteção a 11 espécies brasileiras ameaçadas de extinção
Amazônia
Portaria do ICMBio aprova o 2° ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e das Preguiças-de-Coleira – Foto: Divulgação (Gov)
Onze espécies brasileiras ameaçadas de extinção contam agora com um reforço de proteção especial por parte do Governo Federal. A garantia veio com a publicação no Diário Oficial da União, da Portaria nº 2.327, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio .
O documento aprova o 2° ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas da Mata Atlântica e das Preguiças-de-Coleira, que estabelece estratégias prioritárias de conservação para as espécies que constam na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção.
Das 11 espécies, uma em especial, o Muriqui-do norte (Brachyteles hypoxanthus), está classificada na categoria CR (Criticamente em Perigo), enquanto oito são classificadas na categoria EN (Em Perigo) e duas na categoria VU (Vulnerável). O plano também estabelecerá estratégias para conservação para outras três espécies: duas validadas como ameaçadas de extinção.
O PAN Primatas da Mata Atlântica e Preguiças-de-Coleira tem como objetivo geral intensificar a proteção e restauração de habitats, reduzir o declínio de populações e envolver a sociedade na conservação de primatas e preguiças ameaçados da Mata Atlântica.
Para atingir o objetivo, haverá nove ações específicas, entre elas o manejo de populações das espécies-alvo, a redução da presença de primatas exóticos e invasores para a conservação das espécies-alvo e prevenção e mitigação dos impactos negativos do turismo sobre as espécies-alvo. O PAN Primatas da Mata Atlântica e Preguiças-de-Coleira tem vigência de 1° de julho de 2025 até 1° de julho de 2030. (Gov)
Amazônia
Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas
Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.
De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.
Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.
O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.
Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.
Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.
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