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Instituto Brasileiro do Meio Ambiente realiza operação de mapeamento de corais-sol no litoral paulista

A atividade marca o início das ações em rede destinadas a monitorar, pesquisar, planejar e desenvolver estratégias e tecnologias para o manejo da bioinvasão do coral-sol no litoral centro-sul paulista

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A operação marca o retorno da pesquisa e monitoramento da espécie – Foto: Divulgação

Ibama – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, nos dias 29 e 30 de novembro de 2023, uma missão de campo para realizar o diagnóstico situacional do coral-sol, gênero de coral não natural do Brasil, na Ilha da Queimada Grande, localizada cerca de 35 km do litoral de São Paulo, por meio de mapeamento e de busca ativa desta espécie exótica invasora na região.

O primeiro registro do coral-sol na ilha ocorreu em 2015 e, desde então, o status da bioinvasão ainda não havia sido atualizado. Os resultados atuais revelaram a presença significativa do coral-sol em lugares como a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), a Ilha da Queimada Pequena e a Área de Proteção Ambiental Estadual Marinha Litoral Centro (APAMLC), situadas ao redor da Ilha da Queimada Grande.

Esta região possui elevada importância ecológica, econômica e turística, e constitui o limite sul de ocorrência do coral-cérebro, endêmico do Brasil, cientificamente chamado Mussismilia hispida . É, também, na área da ilha que os recifes construídos por corais atingem a maior latitude de ocorrência no Atlântico Sul.

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A atividade marca o início das ações em rede destinadas a monitorar, pesquisar, planejar e desenvolver estratégias e tecnologias para o manejo da bioinvasão do coral-sol no litoral centro-sul paulista, visando resguardar os importantes atributos ecológicos dessa área costeira.

A ação ocorreu em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação (ICMBio) de Igarapé, o Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha da Universidade Federal de São Paulo (LABECMar/UNIFESP) e a Fundação Florestal.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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