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Governo Federal reafirma importância da desintrusão da Terra Indígena Alto Rio Guamá e faz alerta sobre notícias falsas

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Conteúdo sobre a autorização para a reinvasão da TI é falso visto que não cabem mais recursos contra a sentença da Justiça Federal sobre o caso –

(MPI) – O Governo Federal alerta que é falsa a notícia de que invasores retirados em 2023 da Terra Indígena Alto Rio Guamá, no Pará, poderiam retornar à área após a decisão de uma pessoa que se intitula “juiz dr. Sampaio”, conforme informou o Ministério Público Federal (MPF) em nota. A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) repudiam a divulgação de informações desse tipo e reafirmam a importância da operação de desintrusão realizada no ano passado, que concedeu aos indígenas a posse plena do território.

O MPF recebeu uma série de denúncias de moradores da região alegando que a notícia falsa tem sido disseminada nas redes sociais. A divulgação do conteúdo criou tensão entre os indígenas e os não indígenas, gerando risco de conflitos. O MPF requisitou à Polícia Federal a abertura de inquérito policial para identificar os responsáveis pela notícia inverídica.

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O conteúdo sobre a autorização para a reinvasão da TI é falso visto que não cabem mais recursos contra a sentença da Justiça Federal sobre o caso. Em uma nota de esclarecimento, a Justiça Estadual declarou que não consta o vínculo do “juiz dr. Sampaio”, um dos disseminadores da notícia falsa, com o Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

Terra Indígena Alto Rio Guamá

Localizada nos municípios de Santa Luzia do Pará, Nova Esperança do Piriá e Paragominas, a Terra Indígena Alto Rio Guamá soma 280 mil hectares, onde vivem em torno de 2,5 mil indígenas. Reconhecida em 1945 e homologada somente em 1993, a área estava fora da posse plena dos povos indígenas, como prevê a Constituição Federal. A TI reúne os povos Tembé, Timbira e Ka’apor.

As famílias não indígenas que viviam na área antes da demarcação foram indenizadas e algumas assentadas entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000. Entretanto, havia cerca de mil não indígenas ilegalmente na área que foram retirados da TI após determinação judicial.

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Iniciada em março de 2023, a megaoperação de desintrusão foi coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, teve apoio da Funai e contou com a participação do MPI, Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), além de outros órgãos do governo.

As ações na Terra Indígena Alto Rio Guamá continuam e vale destacar as iniciativas que visam à implementação dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PGTAs) para garantir aos povos indígenas que vivem na TI a posse plena e o usufruto exclusivo dos seus territórios, conforme previsto e garantido na Constituição Federal de 1988.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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