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Governo Federal: Fundos de Financiamento destinam R$ 24 bilhões para Plano Safra Empresarial

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Recursos vão impulsionar agronegócio nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – Foto: Assessoria (MIDR)

(MIDR) – Os Fundos Constitucionais de Financiamento das regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), administrados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), vão destinar R$ 24 bilhões ao Plano Safra da Agricultura Empresarial 2025/2026. O anúncio foi feito durante o lançamento do Plano pelo Governo Federal, que totaliza R$ 516,2 bilhões em crédito para impulsionar o agronegócio brasileiro.

O valor representa um acréscimo de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior e será destinado a operações de custeio, comercialização e investimento. Os recursos dos Fundos Constitucionais têm papel estratégico no financiamento da produção rural nas três regiões, contribuindo para o desenvolvimento regional com foco na geração de emprego, renda e na sustentabilidade ambiental.

Entre os R$ 24 bilhões disponibilizados pelos Fundos, o FCO destinou R$ 4,4 bilhões para a agricultura empresarial, enquanto o FNE reservou R$ 10,1 bilhões, e o FNO, R$ 9,6 bilhões. Quando somados aos valores anunciados no Plano Safra da Agricultura Familiar — lançado na segunda-feira (30) — os três fundos totalizam cerca de R$ 37,7 bilhões em crédito para o setor agropecuário na safra 2025/2026.

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“Temos um cenário positivo para que tenhamos cada vez mais recursos disponíveis para agendas estruturantes relacionadas ao desenvolvimento regional”, afirmou o secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares.

Durante o evento de lançamento no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a produtividade agrícola do Brasil está diretamente ligada à preservação ambiental. “O grande sucesso não é só o aumento da capacidade produtiva ou o aumento da quantidade de mercados que nós conseguimos. O grande sucesso é um aprendizado de todos nós : que ao fazer a preservação adequada e necessária ao país, de preservar os nossos rios e os nossos mananciais, de recuperar a terra degradada, a gente vai percebendo, com o tempo, que está produzindo mais em menos hectares ”, declarou.

Do total de recursos anunciados no Plano Safra Empresarial, R$ 414,7 bilhões serão voltados ao custeio e à comercialização, enquanto R$ 101,5 bilhões serão destinados a investimentos. As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 10% ao ano para os produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e de 14% ao ano para os demais produtores. Já as taxas para investimentos variam entre 8,5% e 13,5% ao ano, de acordo com cada programa.

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Força para o Brasil crescer

Com o slogan “Força para o Brasil crescer”, o Plano Safra 2025/2026 destaca a relevância da agropecuária para o crescimento do país. A ampliação do crédito, o incentivo à produção sustentável e o fortalecimento das políticas voltadas ao campo reforçam a estratégia do governo de promover um setor mais eficiente, competitivo e alinhado às demandas ambientais.

Agricultura familiar

Complementando os valores para o setor rural, nesta segunda-feira (30), Lula anunciou o Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões em recursos e taxas de juros menores para o financiamento de pequenos produtores na produção de alimentos, aquisição de máquinas e práticas sustentáveis, como bionsumos, sociobiodiversidade e transição agroecológica. Do total, R$ 13,5 bilhões virão dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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