RIO DE JANEIRO

Amazônia

Governo e Polícia Federal intensificam investigações sobre incêndios criminosos que têm atingido o País

Publicados

Amazônia

Presidente Lula sobrevoou área incendiada no Parque Nacional de Brasília e convocou reunião extraordinária para ampliar ações – Foto: Ricardo Stuckert/PR

(Gov) – Mais um episódio de incêndio, desta vez no Parque Nacional de Brasília, próximo à área urbana da capital federal, intensificou a linha de investigação que aponta origem criminosa em focos de incêndios que têm atingido o País. Durante a manhã e a tarde do domingo (15), quando o incêndio começou, aviões se revezavam no combate ao fogo, despejando água sobre a área, enquanto brigadistas realizavam ações em solo. O trabalho de controle do incêndio se mantém nesta segunda. 

Após sobrevoar a área atingida pelo incêndio, na companhia da primeira-dama Janja, ainda no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião para esta segunda-feira com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e o núcleo de governo, para discutir ações sobre os incêndios e emergência climática.  

Também nesta segunda, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), o Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal (CBMDF) e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) convocaram entrevista coletiva para comunicar as principais informações sobre o incêndio que atinge o Parque Nacional e as demais ações empreendidas em todo o território nacional.

Leia Também:  Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

Já a Polícia Federal anunciou a abertura de inquérito para investigar a origem do incêndio no Parque Nacional. O próprio presidente Lula destacou que a Polícia Federal tem mais de 50 inquéritos abertos contra responsáveis por incêndios. Em outra frente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que verbas extraordinárias para o combate aos incêndios não sejam enquadradas no limite de gastos da União.

O presidente do ICMBio, Mauro Oliveira Pires, afirmou que a origem desse incêndio em Brasília é criminosa. “As áreas [de proteção] têm sido objeto de uma ação que é criminosa”, disse Pires, em entrevista à imprensa. Segundo ele, o fogo deste domingo no Parque Nacional teve início nas proximidades da Granja do Torto e rapidamente se alastrou para dentro do parque em razão do clima quente e seco. “Fica muito evidente que teve intencionalidade”, completou. 

No sábado, a ministra Marina Silva voltou a afirmar que há indícios de fogo proposital na origem das queimadas e classificou o quadro como “terrorismo ambiental”, deixando entrever que haveria ação coordenada para gerar uma crise.

Leia Também:  Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

A estimativa é que o fogo do domingo tenha atingido pelo menos 1,2 mil hectares da mata do Parque Nacional. Trinta e cinco brigadistas do Instituto Chico Mendes e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal trabalharam no combate ao fogo.

“O Governo Federal está atuando junto com o Corpo de Bombeiros do DF para ajudar no combate às chamas”, publicou o presidente Lula em rede social após sobrevoar o parque. 

Nesta segunda-feira, parte das chamas no Parque Nacional de Brasil havia sido controlada, mas as equipes continuavam trabalhando para extinguir o fogo. Várias regiões do Distrito Federal ficaram cobertas por fumaça e escolas próximas ao Parque Nacional suspenderam as aulas nesta segunda-feira. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Amazônia

Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

Publicados

em

Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

Leia Também:  Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA