Amazônia
Governo do Brasil lança sistema inédito de monitoramento diário de toda a cobertura de terra da Amazônia
Amazônia
Governo lança sistema inédito para monitorar toda a Amazônia – Foto: Cassiano Messias/ MMA
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Inpe anunciaram nesta segunda-feira (15) o lançamento do Deter Não Floresta (Deter NF), nova ferramenta de monitoramento que amplia a vigilância sobre o bioma Amazônia.
Antes restrito a áreas de floresta densa, o sistema passa agora a acompanhar 100% do território amazônico, incluindo savanas, campos naturais e áreas de transição — cerca de 20% do bioma.
Com uso de inteligência artificial e imagens de satélite, o Deter NF gera alertas diários sobre desmatamento, mineração, queimadas e outras atividades irregulares. Os dados ficam disponíveis ao público na plataforma TerraBrasilis.
Segundo o secretário do MMA André Lima, a novidade “fecha uma lacuna crítica no monitoramento e fortalece a ação do Estado”. Já o coordenador do Inpe Cláudio Almeida destacou que a tecnologia foi desenvolvida ao longo de anos de pesquisa.
Em agosto de 2025, os alertas apontaram queda no desmatamento da Amazônia (-36,6%), Cerrado (-27,3%) e Pantanal (-16,8%). Apenas nas áreas não florestais da Amazônia houve aumento de 8%.
A meta do governo é expandir o sistema também para os biomas Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.
Amazônia
Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas
Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.
De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.
Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.
O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.
Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.
Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.
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