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Governo do Amazonas decretou situação de emergência ambiental em municípios do Sul do estado

O estado tem quase 77% dos registros de queimadas de todo mês de agosto concentrados em apenas 12 dias de setembro

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Comunidade no Lago do Cururu – Foto: Divulgação

O governo do Amazonas decretou situação de emergência ambiental em municípios do Sul do estado e na região metropolitana de Manaus. O território amazonense tem quase 77% dos registros de queimadas de todo mês de agosto concentrados em apenas 12 dias de setembro e com previsão de uma seca histórica nos rios.

De acordo com informações publicadas nesta quinta-feira (14) pelo jornal Folha de S.Paulo, o Amazonas está no topo do ranking de estados com maior número de incêndios, mostrou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na sequência, aparecem Pará (3.500) e Mato Grosso (1.954). O estado tem 4.127 focos até dia 12.

Dos dez municípios com maior número de queimadas, em setembro, estão cinco cidades amazonenses da região conhecida como Amacro: Novo Aripuanã, Lábrea, Humaitá, Apuí e Manicoré. O segundo lugar do ranking é Porto Velho, capital de Rondônia, também na região da Amacro. O primeiro é Altamira, no Pará.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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