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Governo abre consulta pública sobre sustentabilidade do jornalismo ambiental e na Amazônia

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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais, lançou a Consulta Pública de Tomada de Subsídios sobre Sustentabilidade do Jornalismo Ambiental e na Amazônia. O objetivo é receber contribuições para fortalecer a cobertura socioambiental, especialmente em um cenário de ameaças à liberdade de imprensa e à segurança de comunicadores.

A consulta, disponível até 7 de setembro de 2025 na plataforma Participa + Brasil, é voltada a jornalistas, veículos de mídia, especialistas, representantes do poder público e da sociedade civil. O questionário aborda quatro eixos:

  • Violências contra comunicadores ambientais;
  • Proteção e segurança no exercício do jornalismo;
  • Acesso à informação sobre meio ambiente e Amazônia;
  • Desafios específicos da cobertura na região.

A iniciativa foi elaborada pela Mesa de Trabalho Conjunta que acompanha medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) relacionadas aos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips, e visa reforçar a proteção de comunicadores, defensores ambientais e lideranças indígenas.

Além da consulta, a Secom/PR participou de missão ao Vale do Javari (AM) com escutas públicas e reuniões para identificar demandas locais e articular medidas de proteção coletiva.

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Segundo a SPDIGI, sustentabilidade do jornalismo significa garantir não apenas viabilidade econômica, mas também um ambiente livre, seguro, diverso e acessível, com condições dignas de trabalho, liberdade de imprensa e proteção à integridade física e mental de comunicadores.

Para participar, acesse a plataforma Participa + Brasil ou envie materiais para [email protected] (assunto: Tomada de Subsídios – Jornalismo Ambiental). As contribuições integrarão relatório público que servirá de base para ações e políticas da Secom/PR.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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