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Desenvolvimento: Entenda o papel do analista ambiental na proteção do meio ambiente

Na prática, o que faz um analista ambiental? Para entender melhor a função, a Agência Brasil conversou com dois profissionais que trabalham no MMA para detalhar a rotina de trabalho.

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Ministério abriu hoje inscrições para concurso com 98 vagas – Foto: Marcelo Camargo Agência Brasil

Com um papel cada vez mais fundamental na proteção do meio ambiente e na promoção do desenvolvimento sustentável, cabe aos analistas ambientais atuar no debate, formulação e planejamento estratégico das políticas nacionais voltadas para área, que serão implementadas por diferentes órgãos da administração pública. Recentemente, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou um edital de concurso público com 98 vagas para o cargo. As inscrições poderão ser feitas desta sexta-feira (30) até o dia 22 de novembro.

O último concurso para analistas do MMA foi autorizado em 2010, com resultado divulgado em 2011. Pela legislação, esse profissional é responsável, entre outras atividades, por trabalhar especialmente com regulação, controle, fiscalização, licenciamento e auditoria ambiental; monitoramento ambiental; gestão, proteção e controle da qualidade ambiental; ordenamento dos recursos florestais e pesqueiros; conservação dos ecossistemas e das espécies neles inseridas, incluindo seu manejo e proteção; e estímulo e difusão de tecnologias, informação e educação ambientais.

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Mas, na prática, o que faz um analista ambiental? Para entender melhor a função, a Agência Brasil conversou com dois profissionais que trabalham no MMA para detalhar a rotina de trabalho.

O analista ambiental João Paulo Sotero explica que a função está inserida na carreira de especialista em meio ambiente e que o analista pode tanto trabalhar no MMA, quanto em órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Serviço Florestal Brasileiro, com as atribuições variando conforme a atuação de cada órgão. Veja mais na Agência Brasil

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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