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Desenvolve Amazônia vai aliar potencial econômico da região com preservação do meio ambiente

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Ministro Waldez Góes detalhou a ações de proteção e defesa civil e o Projeto de Integração do Rio São Francisco – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Incluir 28 milhões de moradores da Amazônia no processo de desenvolvimento da região. É com este objetivo que o Governo Federal atua para lançar o Programa Desenvolve Amazônia. Este foi um dos temas tratados pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes durante participação no programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (18/4). O Desenvolve Amazônia consolida todas as políticas públicas na região. O objetivo é executar um modelo de desenvolvimento que permita às populações amazônicas exercerem plenamente o potencial econômico, preservando os biomas nativos.

“Não basta ter a política pública. Essa política pública tem que chegar nas pessoas. Não bastas ter microcródito. O microcrédito está chegando nas pessoas que mais precisam? Então é este o olhar. Tem que estar envolvido o extrativista, o ribeirinho, o agricultor, o assentado, o indígena, o negro ”, afirmou o ministro Waldez Góes.

O ministro citou que do valor total de investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), R$ 448,3 bilhões serão aplicados na Amazônia Legal, o que representa 26,37% dos R$ 1,7 trilhão previstos no país até 2026. E que além do Novo PAC, outros investimentos previstos em programas como o Plano Safra para a Agricultura Familiar, o Mais Ciência para a Amazônia, e fundos constitucionais e de desenvolvimento para a região, devem estar alinhados com os compromissos do governo, como a redução das desigualdades e o combate às mudanças climáticas.

Durante o bate-papo com radialistas de várias regiões, o ministro explicou que as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco, no Eixo Norte e Leste, já estão concluídas. O que está sendo investido atualmente é no aumento do bombeamento, citando que no Eixo Leste 50% do bombeamento está instalado e, no Eixo Norte, 25%. “Ao mesmo tempo que você tem o compromisso de aumentar o bombeamento, tem que aumentar captação e os canais de distribuição, porque precisa chegar essa água em mais pessoas. Nós temos no Novo PAC 62 empreendimentos referentes à segurança hídrica. 30 deles estão ligados diretamente ao projeto de integração. São canais que vão pegar água do São Francisco e levar às pessoas”, explicou, citando como exemplo as obras da Adutora do Agreste Pernambucano. A adutora tem 1,5 mil km de extensão, com 80% das obras da primeira etapa, que possui 700 km de extensão, concluídas. A segunda etapa da adutora está prevista para ser concluída com recursos do Novo PAC.

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No total, o Projeto de Integração do Rio São Francisco tem potencial de levar água para 12 milhões de pessoas nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, contemplando 390 municípios.

O ministro Waldez Góes citou que o Novo PAC prevê investimentos de R$ 30 bilhões pelos próximos quatro anos para garantir segurança hídrica à população, no chamado eixo Água Para Todos. Fazem parte obras de revitalização das bacias do São Franscisco e Parnaíba e projetos de dessalinização de água, por exemplo.

Outro assunto abordado pelo ministro foi o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, que deve ser apresentado e colocado em prática ainda este ano pelo governo.

De acordo com o ministro, o plano é o primeiro do setor a ser implantado no Brasil e vai organizar o sistema para dar uma resposta mais efetiva a eventos climáticos, criando em parceria com estados e municípios uma política de prevenção constante e contínua.

De janeiro de 2023 a março de 2024, já foram repassados R$ 1,26 bilhão em recursos para socorro e assistência aos locais mais atingidos. No ano passado, mais de 2 mil e 100 municípios do país decretaram situação de emergência.

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“Hoje já são muito recorrentes os eventos extremos. E aí isso também já começa a gerar uma nova cultura onde a gente organizando um bom sistema de alerta, tendo um bom plano de contingência, que é a preparação, as pessoas vão saber para onde vão, onde vão ficar protegidas. Com essa política implementada, a gente não só retoma a prevenção e a proteção às pessoas, mas também a organização da resposta. Preparar para receber o desastre, organizar as ações, atuar durante o desastre, e recuperar e reconstruir no pós-desastre, mas sobretudo evitar que a gente perca vidas durante esses eventos”, explicou o ministro Waldez Góes.

Segundo o ministro, o plano virá acompanhando de um sistema moderno de alerta por mensagens, que hoje é utilizado por Alemanha, Estados Unidos e Chile. Com o sistema, mensagens vão direto para o telefone celular das pessoas que estão na região em risco.

O ministro Waldez Góes informou que nesta semana o governo também deve editar uma medida provisória de resposta a desastres. “Tivemos situação do Acre, do Rio de Janeiro e Espírito Santo, e precisa se restabelecer uma série de coisas e reconstruir”, disse.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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