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Chefes de Estado dos países amazônicos se reúnem em Belém para discutir uma ampla gama de temas

O Brasil também se opõe à proposta colombiana de evitar a abertura de novas frentes de exploração de petróleo na Amazônia

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Amazônia – Foto: Marizilda Cruppe / Divulgação

Chefes de Estado dos países amazônicos se reúnem em Belém nos próximos dois dias para discutir uma ampla gama de temas, desde combate ao desmatamento e crime organizado até projetos de infraestrutura e modelos de desenvolvimento. No entanto, não há consenso em relação à proposta brasileira de estabelecer uma meta de desmatamento zero comum a todos os países da região. O Brasil se opõe à proposta colombiana de evitar a abertura de novas frentes de exploração de petróleo na Amazônia, segundo aponta reportagem do Valor.

Para fortalecer a luta contra crimes ambientais, como desmatamento e garimpos ilegais em terras indígenas, bem como o narcotráfico, o Plano Amas propõe a criação de uma espécie de “Interpol amazônica” em Manaus. Essa iniciativa visa integrar as forças policiais dos países amazônicos para combater esses problemas de forma conjunta.

Outra pauta importante na cúpula é a possibilidade de criar um Parlamento amazônico com caráter deliberativo, que depende da aprovação dos congressos dos oito países signatários do Tratado de Cooperação Amazônica. O objetivo é coordenar posições comuns em fóruns multilaterais entre os países com florestas tropicais.

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O encontro também representa uma oportunidade estratégica para o Brasil, que busca fortalecer sua liderança regional em assuntos amazônicos e coordenar ações conjuntas com os países da região em eventos ambientais e de desenvolvimento, como a presidência do G20 e a COP30, prevista para acontecer em Belém em 2025. Os Diálogos Amazônicos realizados antes da cúpula visam debater o desenvolvimento sustentável da região, com mais de 400 eventos envolvendo diversos setores da sociedade.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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